Apresentação
Estas linhas são dedicadas à história do mosteiro de Sumela nas montanhas de Altındere no norte da Turquia. Este é um dos mais conhecidos mosteiros do mundo pela sua peculiar localização numa escarpa rochosa. O mosteiro inicial foi fundado no ano de 386D.C. no local onde dois frades afirmaram ter encontrado um icon milagroso a Virgem Maria. Durante os primeiros séculos o mosteiro teve períodos de abandono e restauro, até 1461, ano da conquista da região pelo império Otomano, que lhe garantiu protecção até ao século XIX, tendo o mosteiro ganho extrema popularidade. Com a conquista dos russos, o local foi abandonado definitivamente em 1923. Foi poucos anos antes do abandono que se iniciou a construção dos edifícios principais que hoje o tornam numa atracão turística.
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Como chegar
Sumela fica a cerca de 40km a sul de Trabzon, uma importante cidade turca junto ao Mar Negro. É por isso a partir desta cidade que normalmente se visita o mosteiro. No entanto, para chegar a Trabzon terá quase sempre de passar por Maska, uma vila que fica a 15km do mosteiro. Eu cheguei vindo de Erzincan de autocarro e saí logo em Maska, onde dormi. No outro dia de manhã apanhei um mini-bus para o mosteiro. Os mini-bus para o mosteiro partem junto ao escritório da “Vazelon Tours” (ver foto ao lado) e custam 12,5$YTL. Este preço inclui a viagem de ida e volta em que o condutor espera 2 horas (ou mais uns minutos se se atrasar), tempo suficiente para a visita. Os mini-bus entre Maska e Trabzon custam 3$YTL e partem do mesmo local.
Se preferir ir até Trabzon, pode certamente arranjar o mesmo serviço a partir desta cidade no seu hotel ou numa agência de viagens.
Fotografias do Mosteiro de Sumela
Os frescos do mosteiro
Pintados a partir do século XIII numa pequena capela construída numa cavidade da rocha escarpada duma montanha, estes sofreram várias modificações ao logo dos séculos seguintes, até ao séc. XVIII. Retratam no exterior cenas bíblicas com um detalhe maravilhoso, e no interior da gruta estão pintadas imagens da Virgem e de Cristo entre outras.
Infelizmente, o que mais chama a atenção de quem visita o mosteiro olha para estes fresco, é o deplorável estado em que estes se encontram. E de quem é a culpa: dos visitantes. Não dos grupos que visitam em massa o mosteiro nos nossos dias, mas dos que vieram há 100 e 200 anos atrás e mesmo mais recentemente turistas russos e militares da força aérea norte americana, assim como alguns pastores locais, todos deram o seu contributo para provar que a idiotice é internacional.
Não deixa de valer a pena uma visita por causa disto. Os fresco são maravilhosos. Os que estão mais altos que os braços destes visitante menos bem vindos, mantêm o seu esplendor e depois, na verdade, ninguém vai a Sumela por causa dos frescos, mas sim pelo local onde o mosteiro foi construído. Hoje obviamente não faltam guardas e sinais a relembrar que é crime escrever nos frescos.
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