Ruinas romanas de Apamea (Afamia), Síria

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Ruinas romanas de Afamia, SíriaMesmo sendo as segundas ruínas romanas mais importantes da Síria, a seguir a Palmira, Apamea é muitas vezes ignorada por quem visita este país. Eu, tenho sérias dificuldade em escolher qual delas mais me impressionou, mas sem dúvidas que o cardo de Apamea, com as suas centenas de colunas erguidas ao longo de cerca de 2km é daqueles locais que nunca me sairá da memória.

Se estivessem na Europa, seriam o exlibris de qualquer país em termos de ruínas romanas. Aqui, acabam por receber a visita de meia dúzia de visitantes por dia, e ocasionalmente grupos de autocarro daqueles turistas que pagaram muito por uma visita completa à Síria. Foi o que aconteceu no dia que visitei.

Quanto cheguei estava já de partida um grupo de turistas italianos, depois cruzei-me com mais 4 turistas independentes, e por fim fiquei sozinho. Não dá para descrever a sensação de estar ali e caminhar assim por entre duas enormes filas de colunas de pedra silenciosas. Nem é preciso fechar os olhos para imaginar o esplendor desta cidade que chegou a ter mais de 500.000 habitantes.

Apameia foi fundada pelo rei Seleuco I Nicator que na sequência da morte de Alexandre o Grande  formou o Império Selêucida. Na época cristão tornou-se num importante centro de filosofia e conhecimento e nela se firmou a paz em 188 a.C., dois anos depois da Batalha de Magnésia, entre Antíoco III Magno e os romanos.

Visitar Afamia

Ruinas romanas de Afamia, SíriaAs ruínas ficam a este da actual povoação e castelo. Na estrada para lá vai passar pelas ruínas do anfiteatro que, quando eu visitei, se encontravam em escavação e reconstrução. Só depois chegará ao cardo.

Aí, há uma bilheteira onde deve adquirir o bilhete, que custa 150SP para adultos e 10SP para estudantes. Há ainda ali perto uma banca que vende bebidas e snacks. As ruínas resumem-se ao cardo, a via principal das cidades romanas, com orientação Norte-Sul. Na lateral destas há algumas ruínas de outras construções, mas muito mal conservadas, à excepção dos banhos que se encontram no topo Norte.

Durante a visita certamente será importunado por gente local que tenta vender postais e antiguidades, como moedas, etc. Cabe a si decidir se lhes dá conversa ou não. Como em toda a Síria, e aqui em especial, há sardões em cima de cada pedra.
Na povoação há um museu que exibe artefactos achados no local, mas que fecha à terça, precisamente o dia em que eu visitei.

Como Chegar

Castelo de MasyafCastelo de Masyaf, na estrada Afamia > Tartus >>>
A melhor forma de chegar a Afamia é a partir de Hama. Em Hama deve apanhar um mini-bus na estação principal. Há varias garagens de autocarros em Hama, mas todas juntas. A que lhe interessa é a primeira que apanha quando desce a rua Al Marabet a partir do centro, junto à rotunda. Aqui, apanhe um autocarro para Suqaylabiyah, por 35SP.

A viagem desenrola-se por uma zona de planícies no vale do Orontes, com muita agricultura,  e vai mesmo ver mais algumas noras ao longo do rio. Em Suqaylabiyah, terá de apanhar outro mini-bus para os 6km restantes até Afamia, por 25SP. Este mini-bus pára junto ao museu, na estrada principal. Depois terá de caminhar até às ruínas que ficam a 1km, caminhando para Este. Se quiser chegar em grande estilo, pode negociar com um condutor de mota, que normalmente se oferecem para fazer a viagem na gare de Suqaylabiyah por 100SP.

De regresso, terá de voltar a Suqaylabiyah. Daí, pode regressar a Hama, ou seguir para Masyaf, onde há um castelo do tempo dos cruzados, e daí para Tartus, e penso que mesmo para o Crack dos Cavaleiros.

Fotografias das ruínas de Apamea

Mapa de Afamia

Utilize as ferramentas de zoom para visualizar os outros locais referidos nesta página, tais como o local de saída do autocarro de Hama.

Ver Afamia num mapa maior

Olá! Eu sou o Samuel, autor do artigo que acabou de ler. Como você, também gosto de viajar e descobrir povos e lugares. Partilho neste blog as experiências vividas nos vários países por onde já andei. Pode saber mais sobre mim na página Sobre o autor. Espero que tenha gostado e, se tiver alguma coisa a acrescentar, deixe um comentário abaixo.

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