Pela minha serra de Aire e Candeeiros

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Chamo-lhe minha, porque eu também sou dela. Porque da janela do meu quarto ela era o horizonte que me fazia sonhar com o Mundo que ficava do outro lado. Subi e desci as suas encostas a pé e de bicicleta, desci às suas profundezas visitando as mais belas grutas de Portugal. Levei lá os meus amigos. Fui conhecendo os seus segredos e gosto sempre de lá voltar.

Neste artigo quero dar a conhecer o meus locais favoritos nesta serra, não me restringindo ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, mas alargando-me um pouco mais pelo Maciço Calcário Estremenho.

A serra e o Homem

À semelhança do vale do Douro com os socalcos para as vinhas ou, porque não, dos arrozais de montanha comuns em países do extremo Oriente como a China ou as Filipinas, também as serras de Aire e Candeeiros sofreram ao longo dos séculos uma adaptação da natureza às necessidades do Homem.

Esta convivência está tão profunda e harmoniosamente enraizada na serra, que não é hoje possível imaginá-la sem os “chousos”, os “maroiços”, as vacas e as oliveiras.

Do miradouro próximo do lugar de Covão do Feto, entre Minde e a Serra de Santo António, tem-se para mim a melhor das vistas sobre as Serras de Aire e Candeeiros, numa paisagem muito influenciada pela presença humana.

A bela paisagem da Serra de Aire e Candeeiros
A bela paisagem da Serra de Aire e Candeeiros em todo o seu esplendor

Chousos e Maroiços

A grande quantidade de pedra que cobria os terrenos tornando-os impróprios para a agricultura foi ao longo dos séculos sendo retirada e aproveitada ao mesmo tempo para a elevação de muros de pedra solta que delimitam as propriedades e são hoje uma das imagens mais características destas serras. São os chamados “chousos”.

Por vezes quando a pedra é muita, como é o caso da zona da Serra de Santo António, são para alem dos “chousos” erguidos “maroiços” montes de pedra solta espalhados pelo terreno. Estes da fotografia ficam próximo do Covão do Feto.

Chousos e Maroiços
Chousos e Maroiços, elementos típicos da paisagem da serra da Aire e Candeeiros

Os moinhos de vento

Uma das imagens que tenho da minha infância, cada vez mais difícil de rever é a do moinho de vento do Alqueidão da Serra a trabalhar. Há 20 anos já era dos poucos em actividade. Recentemente voltei a vê-lo a rodar.

Pelos topos das serras são muitos os que em ruínas dão testemunho de um passado em que a força do vento era a forma de transformar os cereais em farinha, especialmente no Verão, quando a água quase deixa de correr nos rios.

Entretanto começam-se a ver alguns belos exemplos de restauros em que estes são adaptados a casas de férias. Espero que o vento continue a soprar não só para a enormes eólicas que agora povoam a paisagem, mas também para manter viva a memória desta actividade.

Moinho de vento do Alqueidão da Serra
Moinho de vento do Alqueidão da Serra

Fórnea

O anfiteatro natural da Fórnea é um dos meus locais favoritos na serra. Pode chegar a esta enorme depressão a partir de Alcaria (para a base) ou do Chão das Pias (para o topo). Para os mais aventureiros é possível subir a encosta, mas não há propriamente um trilho marcado.

Não deixe no entanto de subir até à Cova da Velha, uma pequena gruta de onde quando chove muito brota água que vai alimentar várias cascatas no percurso. No pico do Verão e após vários meses sem chuva, é possível entrar na gruta. Leve uma lanterna e muita precaução.

Anfiteatro natural da Fórnea
Anfiteatro natural da Fórnea

Ecopista

A conversão da antiga linha de caminho de ferro por onde desciam os comboios carregados de carvão extraído das minas da Bezerra até Porto de Mós acabou convertida numa percurso para percorrer a pé o de bicicleta. Percorrendo de forma circular são ao todo cerca de 12 quilómetros, com um troço de ligação um pouco íngreme.

Destacam-se os túneis e os enormes taludes construídos para tornar possível a manobra dos vagões de carvão, assim como a paisagem. Painéis informativos dão hoje indicações sobre a fauna, flora, geologia e engenharia associadas ao percurso.

Como se encontra na face Nascente da serra da Pevide, de manhã está directamente ao Sol e à tarde, mais à sombra, bom para passeios no Verão.

Ecopista de Porto de Mós
Ecopista de Porto de Mós

Buraco Roto e a Pia da Ovelha

A zona da Pia da Ovelha é o melhor local para a prática da escalada nesta serra. São várias as vias equipadas nas duas encostas do vale que desce para o Reguengo do Fétal. É ainda um local muito bom para caminhadas, existindo um percurso marcado que se inicia na aldeia e sobe pelo Buraco Roto (uma gruta na base do vale onde foram encontrados vestígios de povos primitivos) até aqui.

No site do Município da Batalha pode encontrar um desdobrável com o percurso pedestre PR2 – Buraco Roto. (Também disponível em papel no turismo e câmara).

Pia da Ovelha no Reguengo do Fétal
Pia da Ovelha no Reguengo do Fétal

Grutas de Mira de Aire

Eleitas como uma das maravilhas naturais de Portugal, uma visita às grutas da Mira de Aire é algo de inesquecível. Logo à entrada uns bonecos pendurados por cordas relembram a cavidade por onde em 1947 entraram os homens que as descobriram.

A visita compreende “apenas” 600m dos vários quilómetros de galerias que ali há. Na descida passamos por uma enorme sala logo à entrada, inúmeras estalactites e estalagmites apelidadas segundo as suas formas, galerias e rios subterrâneos. No final, um elevador leva-nos de volta à superfície. Se quiser visitar apenas umas grutas nas serras de Aires e Candeeiros, que sejam as de Mira de Aire.

A paisagem subterrânea das grutas da Mira de Aire
A paisagem subterrânea das grutas da Mira de Aire

PAN AM

Da pequena janela do meu quarto o PAN AM não era mais que um pequeno ponto azul nas serras verdes que definiam o horizonte. Actualmente este enorme painel publicitário em azulejo, da extinta companhia aérea PAN AM, é um exemplar raro da azulejaria aplicada à publicidade para a produção de outdoors.

O painel terá sido instalado aqui junto à estrada de Fátima, no Reguengo do Fétal, penso que na década de 60 ou 70. Existem agora planos para restaurar este artefacto de azulejaria publicitária produzido em Aveiro pelas cerâmicas Aleluia.

Painel publicitário em azulejo da PAN AM
Painel publicitário em azulejo da PAN AM

 Castelo de Porto de Mós

Com os seus belos torrões verdes o castelo de Porto de Mós parece saído de um conto de fadas e domina o vale do Lena na sede do concelho que abrange grande parte da serra de Aire e Candeeiros.

O castelo de Porto de Mós é um dos monumentos que pode visitar com o bilhete Histórias do Centro.

Castelo de Porto de Mós
Castelo de Porto de Mós

Praia Jurássica de São Bento

A jazida do Cabeço da Ladeira, em plena Serra de Aire e Candeeiros, apresenta uma grande concentração de fosseis de Equinodermes (ouriços e estrelas do mar) do período Jurássico e foi descoberta numa pedreira desactivada (à semelhança das pegadas de dinossauros).

Alguns exemplares foram polemicamente retirados para museu pelo LNEG e estão de momento a ser substituídos por réplicas. Há planos para dotar o local de infraestruturas de apoio aos visitantes. O local é um pouco difícil de encontrar. Veja no mapa a localização.

Fóssil na praia Jurássica de São Bento, Porto de Mós
Fóssil na praia Jurássica de São Bento, Porto de Mós

Ventas do Diabo

Nas íngremes encostas da Polje de Minde destacam-se duas enormes cavidades rochosas cuja forma faz lembrar duas narinas. Daí o nome popular por que são conhecidas: Ventas do Diabo. O acesso é um pouco difícil dado o acentuado declive da encostas. São bem maiores do que parecem!

Tanto pode ir até lá partindo da Mira de Aire como das antenas próximas das grutas de Santo António, na parte superior. Muito cuidado para não cair de nenhum penhasco! No interior vai encontrar pouco mais que um amontoado de pedras. Não descobri qualquer ligação aos pulmões do Belzebu…

Vista do interior de uma das "Ventas do Diabo" na Mira de Aire
Vista do interior de uma das “Ventas do Diabo” na Mira de Aire

Lagoas do Arrimal

Junto à aldeia do Arrimal encontramos duas lagoas: a Lagoa Grande e a Lagoa Pequena. Por alguma razão que alguém mais conhecedor da geologia poderá explicar, aqui a água retém-se à superfície ao invés de se infiltrar.

Essa é aliás uma característica muito própria destas serras calcárias. Por aqui raramente se encontra água a correr à superfície como acontece em serras de outro tipo de rocha, como o granito. Temos poucas cascatas, poucos riachos, poucas lagoas. Só quando chove muito há água nos rios já que esta rapidamente se infiltra e vai para as grutas. O Arrimal é a excepção.

A lagoa pequena do Arrimal
A lagoa pequena do Arrimal

Nascente do rio Lena

A nascente do rio Lena, afluente do Liz, é um exemplo da permeabilidade das serras que falei acima. A maior parte do ano, quando não chove, o rio fica praticamente seco, mesmo na vila de Porto de Mós.

No vale onde nasce, acima da Ribeira de Cima, diz-se que são sete as nascentes. Após muita chuva creio que até são mais, havendo água a rebentar por todos os lados. Depois, só uma ou duas se aguentam e, no Verão fica tudo seco nas primeiras centenas de metros.

Este vale, que depois dá depois ligação à Fórnea, é dos mais agradáveis locais para passeios a pé ou de BTT.

O rio Lena acabado de nascer na Ribeira de Cima
O rio Lena acabado de nascer na Ribeira de Cima

Salinas de Rio Maior

No sopé das Serras de Aire e Candeeiros encontra-se um dos poucos locais de produção de sal-gema em Portugal (penso que só há mais um, em Loulé, e aí é obtido em minas). As salinas de Rio Maior são em tudo semelhantes às que se encontram junto ao mar, sendo que aqui a água salgada é extraída de um poço.

Em redor destas os antigos armazéns de sal, quase todos adaptados ao comércio, são totalmente construídos em madeira desde as paredes, à portas e até mesmo às fechaduras!

Salinas de Rio Maior
Salinas de Rio Maior

Estrada romana do Alqueidão da Serra

Cerca de uma centena de metros é o que resta desta importante via de comunicação construída pelos romanos e anos mais tarde usada pelas tropas de D. Nuno Álvares Pereira para se deslocarem de Ourém para Porto de Mós em vésperas da batalha de Aljubarrota.

Troço da estrada romana do Alqueidão da Serra
Troço da estrada romana do Alqueidão da Serra

Nascente do Lis

É no topo norte do Maciço Calcário Estremenho, na localidade de Fontes, perto das Cortes, que nasce o rio Lis. À semelhança da nascente do Lena, também este é muito variável com a pluviosidade. Nos dias de muita chuva a água brota da nascente mais a montante com uma força incrível. Assim do nada temos um rio com um caudal poderoso, como neste vídeo. Já no Verão, só algumas centenas de metros mais abaixo começa a aparecer água.

O vale de Alvados

Com uma fisionomia semelhante à Polje de Minde, o vale de Alvados começa no Castelejo, junto à aldeia de Alcaria e vai até ao Patelo. A oeste, depois da reentrância da Fórnea, é ladeado por uma serra de declive constante. Lá em baixo, o centro de actividades ao ar livre é palco de várias provas de BTT, trail e caminhadas.

Alvados é um excelente ponto de partida para explorar as serras, com uma Pousada da Juventude e várias ofertas de alojamento de excelente qualidade.

O vale de Alvados
O vale de Alvados

Castelejo

Sobranceiro à estrada que liga Porto de Mós a Alcaria, Alvados e depois Mira de Aire, surge como que um guardião das serras, o “castelejo”. Uma das maiores e mais notáveis escarpas das Serras de Aire e Candeeiros que nos faz sonhar com o que está lá em cima e do outro lado.

O rochoso Castelejo (à direita) visto de Porto de Mós
O rochoso Castelejo (à direita) visto de Porto de Mós

Pegadas dos Dinossauros

Descobertas em 1994 na zona de exploração de uma pedreira conhecida como a Pedreira do Galinha, o monumento das pegadas dos dinossauros das Serras de Aire e Candeeiros é uma viagem ao passado. Uma viagem que nos leva há 175 milhões de anos atrás, ao tempo em que a Europa ainda estava ligada à América e que a terra era dominada por essas criaturas gigantes.

Pegadas da Dinossauro eternizadas na rocha
Pegadas da Dinossauro eternizadas na rocha

Grutas de Santo António

Embora recomende a visita à grutas de Mira de Aire, já que estas apresentam uma melhor experiência ao visitante, pela sua dimensão e variedade, não deixe de ir também à de Santo António, para mim, as mais bonitas de todas. Estas, de dimensão bem mais reduzida, são compostas quase unicamente por uma enorme sala repleta das mais originais estalactites, estalagmites e colunas de uma beleza ímpar.

Magnífico interior das grutas de Santo António
Magnífico interior das grutas de Santo António

Pia do Urso

As pias, formações rochosas que retêm naturalmente a água, formam usadas desde os primórdios pelo Homem como depósitos naturais de água para si e para os animais. Estas, próximo de São Mamede, eram local de passagem da estrada romana que refiro mais acima e, local onde pessoas e animais podia beber.

O local, hoje rodeado por uma aldeia (re)construída e pelo Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, é um local de eleição para um passeio de domingo à tarde com a família e bastante interessante para os mais novos. A Pia do Urso é ainda base para um centro de BTT, de onde partem 265 quilómetros de trilhos divididos por várias quilometragens e níveis de dificuldade.

A Pia do Urso
A Pia do Urso

Polje de Minde

O Polje é um dos elementos típicos das paisagens cársica. Caracteriza-se por uma depressão fechada e rodeada de encostas de declive acentuado. No caso da de Minde/Mira, nos anos de mais chuva esta inunda totalmente, alimentada por fontes subterrâneas, criando um enorme lago que se mantém por algumas semanas ou meses.

O Polje de Minde com um pouco de água
O Polje de Minde com um pouco de água

Valicova

Entre Porto de Mós e o Alqueidão da Serra, a Valicova é um local agradável para um pic-nic seguido de uma caminhada pela mata envolvente ou porque não, para umas descidas de bicicleta pela pista de downhill que aqui termina.

Miradouro Jurássico

Como que um Stonehenge em plena serra, o miradouro Jurássico é um monumento composto por enormes blocos de rocha calcária que representam os vários períodos do Jurássico, época da formação destas serras.

Situado a 500m de altitude o miradouro encontra-se hoje um pouco ao abandono e rodeado das enormes eólicas, logo acima da aldeia de Alqueidão da Serra. Daqui é possível avistar Porto de Mós, Batalha, Leiria e, ao longe, o mar.

Arco da Memória

O lendário arco da memória, próximo do Arrimal, delimitava as terras dos frades do mosteiro de Alcobaça. Não creio que sem binóculos os frades o conseguiriam avistar da sua abadia, especialmente agora que está normalmente rodeado de árvores de grande porte.

O Arco da Memória, na serra próximo do Arrimal
O Arco da Memória, na serra próximo do Arrimal

Patelo

As mil e uma curvas do Patelo unem o planalto de São Bento ao vale de Alvados e são um belo trilho para percorrer a pé, de bicicleta ou de 4×4. Vá preparado para grandes declives e curvas apertadas!

Descida do Patelo, liga o planalto de São Bento a Alvados
Descida do Patelo, liga o planalto de São Bento a Alvados

Os olhos de água do Alviela

Desde o final do século XIX que o Alviela é uma das fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa, captada próximo de Alcanena e conduzida por um aqueduto até à capital.

Este é um local de excelência para observar algumas das formações geológicas características das paisagens cársticas. Durante todo o ano pode-se observar e explorar o sumidouro e a ressurgência da Ribeira dos Amiais, que durante algumas centenas de metros cruza a serra por uma rede de grutas.

Mas é no Inverno que este local atinge o seu esplendor. Quando a água acumulada na gigantesca rede de grutas é muita, acaba por brotar com toda a força pelos “Olhos de Água”.

Este não deixa de ser um local agradável quer seja Verão ou Inverno, com agradáveis jardins, praia fluvial, parque de campismo e o Carsoscópio, um centro de Ciência Viva para ficar a perceber a geologia, a fauna e a flora que envolve este espaço.

Ribeira do Alviela nos Olhos de Água
Ribeira do Alviela nos Olhos de Água

Trilho dos fosseis no Chão das Pias

Não é difícil, mesmo para os mais distraídos, encontrar fosseis nas rochas destas serras. Quando era mais novo ia até ao vale da nascente do Lena à procura destes para a minha modesta colecção. Subindo até à passagem para o vale de Alvados há-os “a ponta-pés”. O local onde se encontram os mais impressionantes fica um pouco mais acima, num trilho que desce de próximo do Chão das Pias para este vale. São fósseis de enormes amonites do período Jurássico, algumas com mais de 30 centímetros de diâmetro, encrostadas na laje que o tempo deixou exposta.

Uma curiosidade é que foi por aqui que se realizou a primeira prova de BTT Downhill em Portugal em 1991, tendo depois sido desincentivado o uso deste trilho por forma a preservar os fósseis.

Fóssil de Amonite, no trilho próximo do Chão das Pias
Fóssil de Amonite, no trilho próximo do Chão das Pias

Pegadas de Dinossauro do Vale dos Meios

A pedreiro do Vale dos Meios fica no concelho de Alcanede e nela podemos observar vários trilhos de pegadas de dinossauro com uma nitidez impressionante. Dá para imaginar os enormes répteis a caminhar por aqui há milhões de anos atrás.

Pegadas de dinossauro na pedreira de Vale dos Meios
Pegadas de dinossauro na pedreira de Vale dos Meios

Gruta do Algar do Pena

A gruta do Algar do Pena, também no concelho de Alcanede, é tão só maior sala subterrânea conhecida em Portugal. As visitas são organizadas pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, num conceito bem diferente daquele que nos é apresentado nas restantes grutas visitais da região. Saiba mais aqui sobre a Gruta do Pena

Descendo ao centro da Terra no Algar do Pena. #pnsac

Uma publicação partilhada por David Samuel Santos (@dobrar.fronteiras) a

Onde dormir

Vir só por um dia parece-me pouco para conhecer tanto que há nestas serras. Encontre aqui o seu hotel nas serras de Aire e Candeeiros ao melhor preço e com a melhor localização. Recomendo-lhe que fique em Alvados, já que para além de ser uma aldeia bem no centro das serras, tem uma excelente oferta de alojamento que vai desde a Pousada da Juventude a alojamentos rurais e de luxo. Venha daí!

Mapa dos Locais

Clique no mapa para aumentar.

Olá! Eu sou o Samuel, autor do artigo que acabou de ler. Como você, também gosto de viajar e descobrir povos e lugares. Partilho neste blog as experiências vividas nos vários países por onde já andei. Pode saber mais sobre mim na página Sobre o autor. Espero que tenha gostado e, se tiver alguma coisa a acrescentar, deixe um comentário abaixo.

13 COMENTÁRIOS

  1. Gostei muito do seu trabalho sobre a minha também serra dos Candeeiros, também a tenho sempre no meu horizonte diariamente. Obrigada pela sua partilha.
    Cumprimentos Margarida Bogalho

  2. Olá David, nome do ilustre que abateu Golias o gigante com uma pedrada de uma fisga. Quero dar-lhe os parabens por desenvolver e mostrar tão bem um pouco do nosso maravilhoso país, e neste caso a nossa Serra de Aire e Candeeiros á qual tambem pertenço tambem, tenho muito amor e um grande orgulho.Sou natural de Porto de Mós que é lindo e muito amo,fui para Minde derivado a morte de meu pai à 65 anos pois na data tinha 14 .Lá me fixei e conhecendo quasi tudo o que o David mostrou quero dar-lhe os meus parabens mais uma vez. Parece que o Nome veio confirmar a passagem Biblica; David com a pedra abateu o Gigante e o Senhor ao amar as pedras das nossas serranias,mostrando-as ao mundo está a tornar grande, as pequeninas coisas belas com que Deus dotou a nossa bela e linda região,e que a Natureza continua a maravilhar o nosso coração e nosso ser !!! muito e profundamente grata sou Floripes Crachat

  3. obrigado pelo excelente trabalho, tenho conhecido essa zona aos poucos de bicicleta de estrada, desta proxima vez irei de btt, e vou ver com atencao os locais que mencionas a ver se consigo visitar os que ainda nao conheco. mto obrigado

  4. Bom trabalho de divulgação, é lamentável, mas quem não conhece e vai pouca coisa vê porque não encontra sinalética nem placas informativas no terreno, digo isto por experiência própria.

    • É verdade João. Há muito trabalho a ser feito. Ao fundo do artigo coloquei um mapa com os locais que refiro aqui. Pode ser uma ajuda 🙂

  5. Parabéns pelo excelente trabalho que aqui e apresentado. Um grande contributo para divulgar a nossa bela região da Serra de Aire

  6. Incrível por um lado, e doloroso por outro… isto porque o lugar é lindo, toda a região tem paisagens bonitas, mas por outro lado… não visitei a maior parte destes lugares. Tenho que ir outra vez e atravessar a região com mais tempo. Adorei… abriu-me os olhos para querer ir fazer-te mais uma visita. 😀

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