Eilat, Israel

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Depois de uma visita às ruínas de Massada, voltei a pegar na mochila e apanhar o autocarro para Eilat.

Cheguei assim ao fim do dia junto ao Mar Vermelho. Foi bastante difícil encontrar onde dormir na cidade pois é época alta e está tudo cheio e a preços super inflacionados. Por fim lá consegui uma modesta cama num local que mais parecia um bairro da lata e que era dirigido por um tipo com ar de surfista que até já tinha estado a viver em Portugal e falava um pouco da língua de Camões.

Eilat, Israel

À noite fui ainda dar um mergulho ao Mar Vermelho, pois a temperatura estava bem convidativa e jantar ao McDonalds onde um sorridente presidente Bush publicitava nos cartazes a campanha promocional a decorrer no momento.

Às 10 da manhã já estava no consulado do Egipto para tratar do visto. Foi rápido e eficaz: preenchi um formulário e fiz o pagamento. Mandaram-me voltar uma hora depois. Aproveitando o tempo quente e as águas paradisíacas ali mesmo ao lado fui até à praia dar um ultimo mergulho nas águas azuis do mar vermelho.

Eilat, Israel

Ao meio dia já tinha levantado o visto e depois de recolher a mochila no hostel fui até à estação de autocarros. Esta estava como de costume nesta época do ano repleta de “putos” todos vestidos à D’zrt, que me fizeram passar. Não mostram o mínimo de respeito para ninguém, nomeadamente nas filas para os bilhetes em que saltam literalmente por cima das pessoas para chegar à bilheteira. Por fim quando me disseram que não era preciso comprar bilhete, porque este se tirava no autocarro, acabei por tratar insultar o coitado do homenzinho que nem tinha culpa nenhuma. Fiquei com a ideia que por este caminho Israel não irá muito longe.

Contudo encontram-se sempre pessoas boas, e tive a companhia depois no autocarro até à fronteira dum rapaz que trabalha num centro de mergulho la perto.

Na fronteira o processo foi relativamente rápido. Não me fizeram perguntas. O único incidente foi uma jovem militar que não devia ter nada para fazer, e que estava apenas a passear a arma que vendo-me encostado enquanto esperava a minha vez para carimbar o passaporte mo pediu. Devia estar curiosa de saber de onde eu era 🙂

Já do lado egípcio, foi um voltar ao passado. Recordava-me perfeitamente daquele edifício onde tinha estado 10 anos antes a caminho do monte Sinai. Nada mudara. Uma vez concluídas as formalidades fui logo convidado para ir de táxi partilhado até ao Cairo. Já estavam dois coreanos (um rapaz e a sua tia) e uma rapariga canadiana. Se chegassem entretanto mais 2 interessados fazíamos a viagem por 100EL (aprox 13€) cada. No entanto, depois de duas horas de espera não apareceu mais ninguém e decidimos ir de autocarro, que partia às 16:30. O preço: pouco mais de metade. Foi aqui que começou o choque com os baixos preços do Egipto: 8€ por uma viagem de 400km!

Autocarro de Taba para o Cairo, Egipto

No autocarro viajaram connosco dois rapazes do México e do Equador que estavam a viver num Kibutz em Israel e já tinham conhecido os coreanos. Retirando a rapariga canadiana, que era um pouco estranha, e se “pegou” a um egípcio logo no autocarro, estava assim formado o grupo “International” para esta viagem no Egipto.

Fizemos ma paragem a meio da viagem para o xixi e os petiscos, e chegamos já de noite à caótica cidade do Cairo. Metemos-nos num táxi todos e fomos até a um hostel bom e barato bem no centro do Cairo.

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Olá! Eu sou o Samuel, autor do artigo que acabou de ler. Como você, também gosto de viajar e descobrir povos e lugares. Partilho neste blog as experiências vividas nos vários países por onde já andei. Pode saber mais sobre mim na página Sobre o autor. Espero que tenha gostado e, se tiver alguma coisa a acrescentar, deixe um comentário abaixo.

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