



Portugal – Guiné-Bissau sem GPS
Poucos são os que hoje acreditam que se podem fazer grandes viagens sem GPS. Mas podem! Já estou a ouvir as bocas: “Áh, mas vocês levaram!”.
Sim, levamos, mas serviu basicamente para 3 coisas: 1º, registar o caminho e o local onde tiramos fotos, para depois o ver no Google Earth; 2º, orientarmos-nos em Marraquexe ; 3º, duvidarmos do nosso sentido de orientação e perdermos-nos.
Já dizia o ditado: “Quem tem boca vai a Roma”. Para uma viagem Portugal-Guiné, não é preciso GPS. O vulgar mapa é mais que suficiente. Claro que se tem GPS não o vai deixar em casa, e ao preço a que eles agora estão também já não é esse o problema. Mas não é preciso ser escuteiro para chegar lá (neste caso até éramos 2).
Orientação sem GPS
Até Marraquexe, a sinalização é em tudo semelhante a Portugal, ou até melhor. Não há nada que enganar, é seguir a placas que dizem Marraquexe, conduzir à direita, ultrapassar pela esquerda, respeitar os limites de velocidade e não beber pinga de álcool (eles são rigorosos!). Marraquexe, também não é nada por aí além… algum transito, próprio de uma grande cidade, mas nada que atrapalhe um alfacinha. Depois é seguir as placas que indicam Agadir. Um pouco antes de Agadir procurar indicações para Tiznit ou Dakhla. Seguem-se depois mais de 1700km em que é seguir sempre a abrir até Nouakchott na Mauritania, uma cidade também um pouco movimentada. Aí, seguir para Rosso (na verdade não vi muitas placas, mas pode-se sempre perguntar, eles são atenciosos).
A parte mais complicada será o Senegal, com as ruas empoeiradas das localidades e a quase completa ausência de placas que indiquem o caminho. A estrada certa é normalmente a mais larga. Em caso de dúvida pergunta-se. Depois de Rosso é seguir, St. Louis, Louga (cortar à esquerda, caso contrário vai para a confusão de Dakar), Touba (atenção ao corte à direita 20km depois de Louga, nós não vimos e com isso ganhamos uma viagem extra ao interior do Senegal, fizemos mais 50km), Tambacounda, Vélingara, Diaoubé, Wassadou, e pronto está-se na fronteira. Daqui para a frente, até Bissau, é perguntar. As estradas são poucas e esburacadas, e há sempre um policia disposto a dar umas informações em troca duma “bebida fresca”.
Veja também estas páginas:
- Track GPS da viagem de carro de Portugal à Guiné-Bissau
- Viagem de Portugal à Guiné-Bissau por terra; Dezembro de 2006
- Video de condução em Marrocos; filme da viagem de Portugal à Guiné-Bissau; Dezembro de 2006
- Visto para a Guiné-Bissau; Como e onde fazer o visto em Lisboa, Portugal
- Fronteira do Senegal com a Guiné-Bissau
- Cartas Militares da Guiné-Bissau
- Multas e Policias na Guiné-Bissau, 2006



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January 18th, 2010 at 9:08 pm
Simplesmente lindo este artigo