Viajar faz parte do homem. E se hoje viajar é algo vulgar, outrora os homens que dobravam novas fronteiras não eram menos que verdadeiros heróis. Esta página é por isso dedicada a esses viajantes invulgares com quem eu tive a honra de me encontrar e junto dos quais aproveito sempre para tirar uma foto e conhecer um pouco da sua vida. A maioria deles viajantes do passado, mas também do presente, porque ainda os há.
Vasco da Gama
Nasceu em Sines, Portugal em 1460 ou 1469. Celebrizou-se por ter comandado a primeira viagem marítima para a Índia em 1498, país onde viria a morrer em 1524 na cidade de Cochim. Os seus restos mortais encontram-se no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
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< Junto ao túmulo de Vasco da Gama
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Cristóvão Colombo
< “Alentejo, terra mãe da descoberta”
A origem de Colombo está envolta numa grande controvérsia. Embora seja geralmente tido como genovês, há historiadores que defendem que ele seria português, ou espanhol. A ser Português, Colombo teria nascido em Cuba, no Alentejo por volta de 1451 e nessa vila portuguesa podemos mesmo encontrar uma estátua que invoca não só Colombo e a origem do nome da ilha de Cuba, como também nomes de outros territórios além-mar que foram baptizados por descobridores alentejanos.
Um dos importantes locais de passagem e permanência de Colombo em Portugal foi a ilha de Porto Santo no arquipélago da Madeira, onde viviam também familiares da sua esposa. Existem mesmo nessa ilha uma casa onde ele terá vivido.
< Estátua a Colombo em Cuba, Portugal
Colombo foi um visionário, e sonhou com o plano que mais tarde Fernão de Magalhães viria a conseguir realizar em pleno: chegar à Índia rumando a ocidente e provar assim a esfericidade da terra. A 12 de Outubro de 1492, depois de 5 semanas no mar Colombo chegou à agora Ilha de S. Salvador, nas Bahamas.
Morreria anos mais tarde em Valadolid, mas mesmo depois da sua morte viajaria de novo até ao “Novo Mundo”. Foram transladados várias vezes entre Hispaniola, Cuba e São Domingo, até regressarem à cidade que o viu partir: Sevilha. Hoje encontram-se num belo mausoléu na Catedral desta cidade.
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Túmulo de Colombo em Sevilha >
João Gonçalves Zarco
Embora não se tenha tratado propriamente dum descobridor, uma vez que as ilhas já se encontravam referenciada há alguns anos , João Gonçalves Zarco, enviado pelos réis portugueses para patrulhar as costas do Sul de Portugal e as proteger dos ataques dos piratas da Barbária (actual Argélia), reconheceu a ilha de Porto Santo em 1418 e um ano mais tarde a da Madeira, juntamente com Tristão Vaz de Teixeira. Rapidamente percebeu a sua posição estratégica para as explorações marítimas da costa de África que então se começavam a realizar e foi enviado pelo Infante Dom Henrique para proceder à colonização da ilha. Morreu em 1430 estando sepultado no Funchal.
Esta fotografia foi tirada junto a uma estátua em sua honra que se encontra no centro da cidade do Funchal, quando visitei a ilha da Madeira em Outubro de 2009.
Pedro Alvares Cabral
Pedro Alvares Cabral nasceu em Belmonte em 1746 e viria a celebrizar-se como descobridor do Brasil em 1500 durante a segunda viagem marítima à Índia.
Embora não haja certezas de nada acerca do que realmente se passou em muitas das viagens nesta época, Pedro Alvares Cabral terá desviado a sua rota para Ocidente quando descia ao longo da costa de África propositadamente por haver suspeitas de que aí poderia encontrar terra.
Recorde-se que já em 1492 Cristóvão Colombo havia chegado ás Américas mas mais a Noroeste. Assim, estas terras localizadas mais a leste da linha que separava os territórios portugueses dos espanhóis ficariam para a coroa Portuguesa.
A continuação desta segunda viagem à Índia foi desastrosa, tendo a frota perdido logo 4 navios numa tempestade depois de partir do Brasil. Uma vez na Índia, devido à concorrência que as viagens marítimas impunham sobre o monopólio árabe no comércio entre a Índia e a Europa, a frota portuguesa foi atacada pelos árabes, tendo ripostado contra estes e contra os próprios indianos levando à morte de centenas de comerciantes.
Embora inicialmente nomeado para comandar a “Frota da Vingança” à Índia viria a ser afastado desta. Morreu em 1520 tendo sido sepultado no convento da Graça em Santarém.
Jorge Sanchez
Tive a honra de me encontrar pessoalmente com este grande viajante em Barcelona em Fevereiro de 2009 quando visitei a cidade.
O Jorge nasceu em 1955 em Hospitalet, Barcelona, e com apenas 13 nos, farto da escola, apaixonado pela geografia e o humanismo e inspirado pelo livro “mágico e perigoso”, o Atlas, deixou a casa dos pais e partiu para Marrocos, tendo chegado El Aaiun. Viajava sem documentos e foi por isso recambiado para Espanha.
Os pais pediram-lhe que esperasse até ter 18 anos para tirar o passaporte. Depois disso visitou todos os países do mundo e deu quatro voltas ao mundo.
O que o destaca de todos os outros viajantes e o coloca a meu ver até num patamar acima dos grandes viajantes da antiguidade, é ter dedicado verdadeiramente toda a sua vida ás viagens, a sua verdadeira paixão, abandonando todos os luxos.
É um homem do mais simples que pode haver. Financia as suas viagens com trabalhos temporários, muitos deles nos países que visita. Trabalhou em minas de Ouro na Bolívia, como contrabandista de Ginseng na Coreia do Sul, lavando pratos em restaurantes de todo o mundo, etc. Muito raramente dorme em hotéis: prefere os bancos do jardim, os aeroportos etc. Recusa-se a usar guias de viagem e nunca viaja com mais de 3kg de bagagem, incluindo o saco cama.
Dos locais mais perigosos e inacessíveis onde esteve destacam-se a floresta de Darien entre o Panamá e a Colombia, o estreito de Bering por onde realizou uma das voltas ao mundo e as grutas labirinticas de Jalalabad no Afeganistão, local onde esteve durante a guerra com a União Soviética ao lado dos Talibans enquanto eram bombardeados pelos russos. Diz acreditar que é aí que Bin Laden se esconde e que se assim for, nunca o encontrarão.
Considera-se não um viajante mas um peregrino neste grande templo que é o planeta terra e nas suas viagens procura sempre o contacto com as religiões, tendo vivido algum tempo em mosteiros de vários credos.
Jorge Sanchez é autor de uma larga colecção de livros em espanhol onde relata todas as suas aventuras sendo o meu autor favorito e grande inspiração para a minha vida.
Recomendo uma visita ao seu site onde pode encomendar os seus livros: http://www.jorgesanchez.es/
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By Orlando, 16 August 2011 @ 6:49 pm
Parabéns é o que consigo dizer-lhe. POucos são os que ainda se dão ao …. encanto de apreciar quem já tivemos a criar mundo.
è um prazer passar por aqui.
By Manuela, 20 June 2011 @ 8:56 pm
EStou estarrecida!!!Não consigo sair deste site! Melhor do que a quantidade de viagens é a forma como as apreendes! Estás nos meus favorit (íssimos) !
By antonio vassalo, 8 March 2011 @ 10:30 pm
continue viajando faz bem faca como eu noruega 9 vezes marrocos 7 islandia grecia croacia suica austria holanda islandia escocia holanda e muito mais paises senpre de auto-caravana