Castelo de Osaka

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A cidade de Osaka foi para mim apenas um ponto de passagem entre Quioto e a montanha sagrada de Koyasan. Ainda assim, não deixei de aproveitar a oportunidade para passar lá uma tarde e visitar o imponente castelo.

Enquanto estava a planear a viagem ao Japão cheguei a pensar incluir o castelo de Himeji no meu roteiro, mas como isso obrigava a mais um desvio, acabei por desistir quando vi imagens do de Osaka.

Cheguei à estação de Namba ao inicio da tarde e depois de almoçar apanhei logo o metro em direcção ao castelo. Para além da torre principal, o castelo estende-se por uma área de vários hectares de parques verdes, muralhas e canais.

A calma das águas desses canais cria límpidos espelhos de água. Consigo imaginar o cenário idílico na época das sakuras quando todas aquelas árvores que ladeiam os canais florescem.

Canais em redor do castelo de Osaka
Canais em redor do castelo de Osaka

Há imensa gente pelos parques, a fazer exercício, nos mercados de flores, ou simplesmente a descansar. Muito curiosa é a forma como os japoneses tratam os seus animais caninos, normalmente de pequeno porte. É raro ver um cão que não esteja adornado ou vestido. Casos extremos há em que os cães usam óculos de sol, lenços e brincos.

cao osaka
Cão muito cool no castelo de Osaka
Entrada no castelo de Osaka
Entrada no castelo de Osaka

À chegada à zona central há um conjunto de painéis que contam a história do castelo, a qual se confunde com a do próprio Japão. Rapidamente o viajante que chega a este país se apercebe o quão raro é a existência de informação em inglês ou em qualquer língua que não use caracteres orientais. Osaka não é excepção.

Outro facto constante é a história de destruição e reconstrução. Não há um edifício histórico que não tenha já sido destruído e reconstruído. Uma, ou várias vezes. Tal como já tinha visto no monte Koya, também o castelo de Osaka não foge a esta trágica história. Seja pela guerra ou pelo fogo provocado por uma trovoada, todos passam pelo mesmo destino. Ajuda a isso as madeiras resinosas, principal material de construção até há poucos anos.

No caso do castelo de Osaka, o que vemos hoje é uma reconstrução de 1995.

Destruição do castelo de Osaka
Destruição do castelo de Osaka em 1868
Obras no castelo de Osaka
Obras no castelo de Osaka em 1928
Reconstrução do castelo de Osaka
Reconstrução do castelo de Osaka em 1995

A entrada na torre do castelo custa 600Yen. Pode-se subir pelas escadas ou de elevador. A maioria dos japoneses espera pacientemente na fila e eu junto-me a eles, já que estou estafado depois destes dias de correria.

Lá em cima tem-se uma vista de 360º sobre toda a cidade de Osaka, com um horizonte dominado pelos arranha-céus que se elevam sobre o verde do parque que ocupa o espaço do castelo. São bonitas as cidades japonesas.

Torre do castelo de Osaka
Torre do castelo de Osaka
Último piso do castelo de Osaka
Último piso do castelo de Osaka
Vista da cidade de Osaka a partir do topo do castelo
Vista da cidade de Osaka a partir do topo do castelo

Viagem de Osaka para Quioto

Finda a visita ao castelo volto a apanhar o metro para ir até à cidade de Quioto onde ficaria nos dias seguintes. Continuo a usar aqui o cartão SUICA que comprei à chegada ao aeroporto de Narita, para pagar os transportes. É um método muito prático pois funciona em todos os comboios, metro e autocarros, nas várias cidades do Japão.

À chegada à estação central de Osaka apanho logo um comboio para Quioto, mas cometo um erro de principiante. Entro num comboio Local, que pára em todas as estações. Serve de lição para nas próximas vezes apanhar um mais rápido. O preço é normalmente o mesmo.

Uma curiosidade ao viajar a esta hora é ver as crianças que regressam a casa depois de um dia de escola. Aqui elas vão sozinhas no comboio, mesmo com a confusão que todos já vimos nas estações de metro japonesas.

Crianças no comboio de regresso a casa em Osaka
Crianças no comboio de regresso a casa em Osaka

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Olá! Eu sou o Samuel, autor do artigo que acabou de ler. Como você, também gosto de viajar e descobrir povos e lugares. Partilho neste blog as experiências vividas nos vários países por onde já andei. Pode saber mais sobre mim na página Sobre o autor. Espero que tenha gostado e, se tiver alguma coisa a acrescentar, deixe um comentário abaixo.