Fotografias da Torre dos Clérigos, Porto

Mapa Cidade do Vaticano

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Planta da basilica de S. Pedro, Vaticano

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Mapa turistico de Verona, Itália

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Mapa Monumentos Israel

Mapa Monumentos de Colónia, Alemanha

Mapa das provincias do Canadá

Mapa do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, Portugal

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Mapa de Portel, Portugal

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Mapa da Nazaré, Portugal

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Mapa Monumentos de Évora, Portugal

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Mapa de Sharjah, Emirados Árabes Unidos

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Mapa turistico Agadir, Marrocos

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Mapa Monumentos Marraquexe, Marrocos

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Mapa de Londres, Inglaterra



Copyright de Time Out Group Ltd 2010

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Mapa do Metro de Londres

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Copyright Transport for London

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Mapa do Metro de Bucareste

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Mapa Monumentos Bucareste, Roménia

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Mapa transportes públicos de Sófia, Bulgária

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Mapa Monumentos Sófia, Bulgária

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Legenda

3 – Igreja de S. Jorge

4 – Igreja de St. Nedelya

5 – Presidência

6 – Museu Arqueológico Nacional

7 – Galeria Nacional de Arte

8 – Teatro Nacional Ivan Vazov

10 – Igreja de St. Sofia

11 – Catedral de Alexander Nevski

12 – Galeria de Arte

13 – Universidade de Sófia

14 – Parlamento

Vale de Qadisha e Floresta dos Cedros de Deus, Património UNESCO Libano

Horsh Arz el-Rab, a floresta dos Cedros de Deus

Embora possamos encontrar cedros em vários locais ao redor do Mediterrâneo, como no Chipre, Turquia, nas montanhas do Atlas em Marrocos, ou mesmo em França, nenhuma dessas espécies ou qualquer outra árvore no mundo tem um currículo tão invejável como o Cedro do Líbano. Senão vejamos:

Horsh Arz el-Rab, Cedros de Deus, LibanoDesde a antiguidade que a sua madeira aromática e homogénea é usada para os mais variados fins. Os Fenícios, foram o primeiro povo a usá-la nas suas embarcações comerciais e militares, bem como na construção de templos e habitações. Os Egípcios utilizavam a sua resina na prática da mumificação. Papiros antigos comprovam a grande comercialização entre o Líbano e o Egipto desta madeira de distinção. Era ainda costume queimar-se este tipo de cedro em diversas cerimónias solenes. Moisés aconselhava os sacerdotes judaicos a utilizarem a sua casca durante a circuncisão e no tratamento da lepra. De acordo com o Talmude, os Judeus queimavam madeira de cedro-do-Líbano no Monte das Oliveiras para anunciar o início do ano novo. Vários reis da região, bem como de países distantes, procuravam a sua madeira para as suas construções civis ou religiosas – sendo o caso mais famoso o da construção do Templo de Salomão em Jerusalém, bem como os Palácios de David e Salomão. A árvore é, aliás, mencionada 75 vezes na Bíblia. Foi ainda utilizada frequentemente pelos Romanos, Gregos, Assírios e Babilónios.

Acontece que tantas qualidades juntas acabaram por ser a sua desgraça e no século XIX poucos exemplares de espécie restavam, sendo que uma das maiores manchas se encontrava aqui nas encostas do monte Makmel, no inicio do vale de Qadisha. Em 1876, apoiados pela rainha Victória do Reino Unido, uma comunidade religiosa construiu um muro de pedra em redor de 102ha de cedros, de modo a proteger as árvores novas das cabras que se alimentavam delas.

Parte deste muro ainda hoje existe, mas a reserva foi estendida e actualmente decorrem várias campanhas de reflorestação para voltar a cobrir as montanhas do Líbano com a árvore que o tornou famoso e que se encontra mesmo na bandeira nacional.

Como chegar

Para chegar aos cedros deve partir de Tripoli (Tarablous) e apanhar um táxi partilhado até Bcharré que lhe deve custar cerca de 8000LL. Em Bcharré terá de apanhar um táxi normal para subir até aos cedros. São poucos quilómetros mas o declive é muito acentuado para ir a pé.

Uma rota também muito interessante para ir aos cedros é vindo de Baalbek, ou seguindo depois para Baalbek partindo dos Cedros, fazendo assim um percurso circular no país. Acontece que não há transportes regulares que cruzem a montanha entre estes dois locais super interessantes. As duas hipóteses que tem é ir de táxi, o que lhe custará 50$USD, ou então à boleia. Eu fiz à boleia e correu muito bem. É fácil viajar à boleia nas zonas mais rurais do Líbano. Veja esta página com mais informação: Viajar à boleia de Baalbek para Bcharre, no Norte do Líbano.

Durante o inverno toda esta zona se cobre de branco e funcionam as estâncias de ski dos cedros, sendo mais fácil arranjar transporte, já que a afluência também é maior. No entanto, a estrada que segue para Baalbek fica fechada.

Visitar os Cedros

Cedro seco esculpido em Horsh Arz el-Rab, LibanoO parque tem duas entradas: uma junto à estrada que vem de Bcharré e onde param a maioria dos turistas e outra que começa num caminho mais para o lado da montanha e mais favorável a quem vem do lado de Baalbek. Por aí atravessa primeiro uma zona onde se encontram as plantações de cedros novos ao abrigo de vários programas de reflorestação.

Não há um valor fixo a pagar à entrada do parque, mas é obrigatório fazer um donativo no valor que quiser. Consoante o donativo recebe uma pequena lembrança. Eu adorei este sistema, e acho que devia ser implementado em mais monumentos, ao contrário dos ridículos bilhetes modernos que saem das máquinas registadoras e que passado um mês já não se conseguem ler.

Não perca o cedro de Lamartine, um tronco de cedro seco esculpido por Rudy Rahme em 1992 depois da árvore ter sido atingida por um relâmpago.

Fotografias da floresta dos cedros de Deus

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Wadi Qadisha – O Vale Sagrado

Vale de Qadisha, Líbano

Iniciando-se poucos metros abaixo dos cedros junto a Bcharré, o impressionante vale de Qadisha é desde os primeiros anos depois de Cristo local de abrigo a comunidades cristãs. A sensação de completo isolamento do resto do mundo que se sente em Qadisha é algo que nunca encontrei semelhante em qualquer outro lugar. Mesmo vendo algumas casas  modernas no topo dos penhascos, o tempo parece ter parado para quem vive no vale. Para além dos mosteiros  maronitas que estão activos, há mais pessoas que vivem aqui da agricultura e da pastorícia, em locais que só são acessíveis percorrendo vários quilómetros a pé.

Caminhar no vale de Qadisha

Mesmo hoje o vale de Qadisha mantem-se quase impenetrável. Grande parte da sua extensão só é acessível a pé e para os mais aventureiros.  Há vários locais onde pode descer até ao vale e pelo menos dois que pode ir de carro.

Vale de Qadisha, LíbanoMapas do Vale Sagrado, Ouadi Qadisha

Um dos acessos é a partir de Bcharré: aqui, por de trás da igreja principal há umas escadas que dão acesso às últimas casas antes do penhasco. Na altura em que visitei andava a ser construída uma estrada pelo que o trilho tinha em parte desaparecido. Perguntei a  várias pessoas nas casas ao pé até o conseguir descobrir. Tive de caminhar alguns metros por dentro de um ribeiro até conseguir dar com o trilho que vai até ao mosteiro de Mar Lisha, também acessível de carro mas por outro lado.

Uma vez no vale, há um caminho de terra batida ao longo do qual existem incrivelmente alguns restaurantes e que vai até um pouco antes do mosteiro de Quenoubia. A partir daqui só dá mesmo para seguir por um trilho pedonal sendo possível ir até ao mosteiro de Santo António de Qozhaya e daqui subir pela estrada até Ehden.

De Bcharré até Mar António é possível fazer num dia se começar cedo. Eu desci em Bcharré pelas 4 da tarde e consegui ir dormir ao mosteiro de Quenoubia onde fui muito bem recebido pelas freiras que me ofereceram chá e autorizaram a esticar o meu saco-cama numa capela assim como a participar nas suas orações. No outro dia fiz o resto do percurso tendo chegado ao mosteiro de Mar António pelas 14h. Esta segunda parte é um pouco dura pois tem de se subir e descer muito e é também bastante dificil encontrar o caminho correcto já que as sinalizações são completamente inexistentes e por vezes não se vislumbra mesmo nenhum caminho. Felizmente há um projecto para marcar um trilho pedonal no vale. Inshalla!

Mosteiros de Qadisha

Outrora foram centenas os monges que faziam do vale sagrado a sua casa, quer ermitando em grutas, quer em comunidades monásticas.  Hoje mantêm-se activas duas comunidades e há também pelo menos um ermita a viver nas grutas.

Mosteiro de Mar Elisha, Quadisha, Libano.

Deir Mar Elisha

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O mosteiro de St Elisha (“deir” significa “mosteiro” em árabe e “mar” significa “santo”) é o primeiro do vale logo abaixo de Bcharré. Construído em 1695, foi restaurado e 1991 e convertido em museu. É acessível por estrada a partir de Bcharré, assim como pelo trilho pedonal.

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Deir Qannoubin

Mosteiro Quenoubios, Quadisha, LíbanoQannoubin vem do grego e significa “comunidade”. Este é um dos mosteiros que se matém activo com uma comunidade de freiras. Desde os primeiros tempos dos Maronitas do Líbano que este mosteiro é considerado o centro espiritual desta ordem religiosa. No interior da capela principal podemos ver alguns frescos, os locais onde os primeiros monges viviam, e mesmo a múmia de um patriarca da igreja Maronita. As irmãs Antoninas que o habitam recebem caridosamente os peregrinos, fazendo uma boa visita guiada pelos vários locais de interesse. Mulheres verdadeiramente interessadas em passar uns dias de retiro neste local também o podem fazer.

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Mosteiro de St António de Qozhaya, Qadisha, Libano

Deir Mar Antonios Qozhaya

Fundado no século XI, foi neste que é o maior dos mosteiros de Qadisha que no século XVI foi montada a primeira imprensa do Libano, usando o sistema inventado por Gutenberg, mas aqui com caracteres árabes. Esta máquina ainda se pode hoje ver no museu do mosteiros, assim como outros artefactos. À entrada do mosteiro fica a “gruta dos loucos”, um local sombrio onde ainda se podem ver as correntes onde eram amarrados os dementes durante os exorcismos.

Fotografias do Vale Sagrado (Wadi Qadisha)

Mapa dos Cedros e Vale de Qadisha

Se procura um mapa para caminhar no vale de Qadisha veja aqui: Mapas do Vale Sagrado, Ouadi Qadisha


Ver Ouadi Qadisha num mapa maior

Hama, cidade das noras nas margens do rio Orontes, Síria

Hama foi a cidade mais agradável de visitar que encontrei na Síria. O rio Orontes que a atravessa e a constante presença de água transmite uma sensação de frescura muito boa para o calor que se faz sentir neste país no Verão.  Mesmo a calhar, o principal interesse da cidade é o rio e as noras que sobrevivem nas suas margens.

As noras de Hama

Hama, SíriaAs noras de Hama elevam a água do rio Orontes até aquedutos que a distribuíam para a rega de campos de cultivo e para o abastecimento da cidade, que é habitada desde o século XI a.C. e sempre desempenhou um papel importante na região.
As primeiras noras foram construídas na época Bizantina e ainda hoje, depois da introdução dos motores eléctricos  e a diesel que as tornaram obsoletas, se mantêm dezassete e funcionar se bem que apenas com fins decorativos. Algumas destas que ainda rodam remontam ao período Ayubí, entre os séculos XII e XIII.

Esta nora da imagem, que se encontra num jardim da cidade permite-nos observar de perto a complexidade destas engenhocas!!

Um facto curioso é o som característico produzido pela rotação das noras que se ouve a grande distância já que o eixo destas não são propriamente rolamentos silenciosos mas sim madeira e metal assente em pedra.

Nora de Al-Mohammediyya, Hama, Síria

Das noras existentes em Hama destacam-se duas:

Nora de Al Muhammadiyya

Construída no ano de 1361 é a maior de todas, com 21 metros de diâmetro e uma das maiores alguma vez construídas.  Permite elevar 95 litros de água por minuto. É uma das que se localiza mais a jusante do rio, depois da citadela. Este local é muito frequentado por jovens locais que se refrescam no rio.

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4 noras de Becheriyyat, Hama, SíriaAs quatro noras de Bechriyyat

É um dos conjuntos mais interessantes de noras, já que se trata não de uma mas de 4 noras a trabalhar em paralelo no meio do rio,  elevando a água para diferentes níveis. Este conjunto de noras fica logo ao inicio do rio, a montante das cidade. Para chegar perto delas terá de entrar num dos restaurantes explanada que rodeiam toda a margem naquela zona.

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Onde Dormir

Eu fiquei no Riad Hotel. Trata-se de um hostel básico, mas de grande qualidade. Tudo muito limpo e pessoal super atencioso. Paguei 350SP num quarto partilhado com 3 camas e 1 WC. Quando se viaja sozinho é bom ficar neste tipo de quarto pois conhecem-se outros viajantes. Na verdade, conheci aqui um rapaz que viria a encontrar mais duas vezes noutros locais na Síria. Se preferir um quarto individual o preço sobe para 500SP.

Se procura um hotel de qualidade em Hama, pode procurar encontrar nesta página os melhores hotéis em Hama. Este site é muito bom porque permite comparar preços, ver fotografias e comentários de milhares de hoteis em todo o mundo. Veja aqui: Procurar hotéis em Hama

Internet

É um pouco difícil encontrar locais de acesso à Internet em Hama. O Riad Hotel disponibiliza acesso aos seus hóspedes, mas só há um computador, e muito fraco. O melhor será ir a um dos cibercafés que se encontram na cava de um centro comercial nas traseiras do hotel, cortando à direita junto à torre do relógio. (ver mapa abaixo)

Como chegar

Os transportes em Hama estão centralizados em duas gares na zona sul da cidade, sendo uma dela para os mini autocarros e outra para os Pullman, autocarros para distancias maiores e que ligam Hama às outras grande cidades do país.

Damasco ou Aleppo para Hama

Citadela de Aleppo, SíriaDe Aleppo para Hama os autocarros partem da “Garage Ramoussa”. O Taxi do centro de Aleppo para Ramoussa custa 100SP e o bilhete de autocarro até Hama ficou-me por 125SP. Estes autocarros são de grande qualidade. É necessário apresentar o passaporte no momento da compra do bilhete. Atenção que por vezes os autocarros saem antes da hora, por isso, depois de ter o bilhete espere na linha indicada.

Cidadela de Aleppo, Património da Humanidade >

De Damasco, os autocarros para os destinos no Norte da Síria partem da “Garage Harasta”.

Hama para Afamia

Ruinas romanas de Afamia, SíriaPara Afamia deve apanhar um Mini Autocarro. A  gare que lhe interessa é a primeira que apanha quando desce a rua Al Marabet a partir do centro, junto à rotunda. Aqui, apanhe um autocarro para Suqaylabiyah, por 35SP.  Em Suqaylabiyah, terá de apanhar outro mini-bus para os 6km restantes até Afamia, por 25SP.

Ruínas de Afamia, das mais impressionantes da Síria >

Fotografias das noras de Hama

Mapa de Hama


Ver Hama num mapa maior

Grande mesquita e hospital de Divriği; Património da Humanidade na Turquia

Grande mesquita e hospital de Divriği, TurquiaInscrita na lista da UNESCO em 1985, a mesquita e antigo hospital de Divrigi é talvez o monumento desta lista menos visitado na Turquia. Foi talvez o local em que se enquadra, mais do que a sua história, que me levaram até lá em Junho de 2010 sem saber muito bem o que me esperava. Queria também ver porque razão, ali perdida no meio da Anatólia, se encontrava uma mesquita tão importante.

A história significativa de Divrigi remonta ao século IX, época em que então chamada de Tephrice esta era a capital de um estado semi-independente de cristãos arménios. No século XII a cidade acabou por cair nas mãos dos turcos que mandaram construir esta impressionante mesquita pouco antes da invasão dos mongóis em 1277.

Grande mesquita e hospital de Divriği, Turquia

O edifico que vemos hoje é ainda o original  mandada construir pelo emir Ahmet Shah e que compreende para além da mesquita de apenas uma sala de oração, um parte anexa (na verdade maior que a própria mesquita) onde funcionava um hospital.

Os principais elementos que se destacam são as 4 portas incrivelmente decoradas com vários motivos esculpidos em pedra e que contrastam com a simplicidade dos interiores onde não há qualquer elemento decorativo. Este edifico é assim considerado um dos mais importantes exemplares da arquitectura da Anatólia.

Pormenor da decoração das portas >

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Fotografias da mesquita e hospital

Como chegar

Pode ir até Divrigi de duas formas: de comboio, ou de minibus a partir de Sivas.

Comboio

Estação de comboio de Divrigi, TurquiaO “Dogu Express” sai diariamente da estação de Haydarpasa em Istambul às 07:00 da manhã e chega a Divrigi aproximadamente 25 horas depois. Digo aproximadamente porque este comboio sofre muitos atrasos. Eu apanhei-o em Divrigi para seguir viagem para oriente, até Erzincan. Era suposto ele passar lá ás 8 da manhã, mas na verdade só chegou ás 12h00!! Portanto, se vem de Istambul e está com pressa, será talvez preferível vir de autocarro.

A estação de comboios (na fotografia) fica a cerca de 1km do centro, junto ao rio. É só seguir a estrada que vai a descer.

No entanto, se pretende seguir a sua viagem para leste, o comboio será a melhor opção, já que não há estrada nesta direcção e teria de voltar a Sivas. Para isso tem duas opções:

  • Dogu Express: Passa em Divrigi entre as 8h00 e as 12h00 da manhã e continua até Kars, passando por Erzurum e Erzincan. O bilhete Divrigi – Erzincan custa 4,5YTL para estudante. Em Erzincan pode apanhar um autocarro para Trabzon ou Maçka para visitar o mosteiro de Sumela. A otogar de Erzincan fica a cerca de 1km da estação de comboio.
  • Comboio local: há um comboio local que parte de Divrigi em direcção a Erzincan todos os dias por volta das 5 ou 6 da manhã. Informe-se na estação do horário certo. Este comboio é mais pontual.

Atenção que a maioria do pessoal que trabalha na estação não fala nada de inglês. No entanto são muito simpáticos e certamente será convidado para se sentar a tomar um chá com eles!

Autocarro

Otogar de Sivas, Turquia

Para chegar de autocarro a Divrigi terá sempre de passar por Sivas. Sivas é uma das principais cidades do centro da Turquia e também muito importante para a história da Turquia moderna. Há regularmente autocarros a partir de Istambul por 60YTL (Junho 2010) ou a partir de outras cidades. Istambul – Divrigi demora cerca de 12 horas e pode fazer a viagem nocturna, saindo ao fim do dia chega de madrugada a Sivas para ver a praça das mesquitas e antigas  madrassas.  Sugiro que aproveite para visitar Sivas. Basta uma manhã. De volta à Otogar, os minibus para Sivas partem aproximadamente de hora a hora da gare dos minibus que fica um pouco mais recuada (ver fotografia). A viagem custa 15YTL e dura aproximadamente 2 horas, numa estrada rodeada de uma paisagem fenomenal.

Onde Dormir, comer, aceder à Internet, levantar dinheiro

Jantar em Divriği, TurquiaA oferta turística em Divrigi é muito limitada já que para além de ser um local pouco visitado, a maioria dos turistas vem e volta a Sivas no mesmo dia. Na tarde em que eu cheguei não encontrei nenhum hotel. Na verdade, também não procurei já que ia a fazer conta de dormir na estação de comboio, como acabou por acontecer. Só no outro dia de manhã vi um hotel.

Em relação a alimentação há alguns restaurantes, mas não se vêm os típicos kebabs. Eu acabei por ir a um restaurante mesmo turístico, comi bem, mas também paguei bem: 19YTL (quase 10€!).

Divriği, TurquiaPara aceder à internet há vários locais. O mais agradável é o “Girgir Café”. Fica na Naci Demirag, a rua principal que desce para a estação e tem uma fantástica explanada. Trata-se de um Cyber Café um pouco diferente do habitual. Aqui só tem de pedir um chá por exemplo (que custa 1YTL) e tem logo direito a um portátil que pode levar para qualquer mesa e aceder à net sem pagar mais nada!

Em Divrigi há vários bancos com caixa multibanco (ATM) onde pode levantar dinheiro.

Dica: Quando não encontrar Internet pergunte nas lojas de telemóveis  ( há muitas) que eles sabem e levam-no até à porta.

Outros locais a visitar em Divrigi

Para além da mesquita, assim que chegar a Divrigi vai certamente ver o enorme castelo na colina ao lado. Este encontra-se em ruínas por onde pode circular livremente. Há pouco para ver e a subida até lá é um pouco dura, mas vale a pena pelas vistas. Há ainda espalhados pela cidade em redor da mesquita alguns mausoléus, todos eles restaurados com os quais certamente se deparará.

Mapa de Divrigi


Ver Divrigi num mapa maior

Quando viajar para a Europa: Clima e Fusos horários

Clima

Em geral, o clima da Europa é temperado. O quadro mostra as temperaturas mínimas médias registadas em Janeiro e as temperaturas máximas médias registadas em Julho nas capitais da UE.

Temperaturas médias na Europa

País Capital Mínimas médias
Janeiro
° C
Máximas médias
Julho
° C
Áustria Viena -4 25
Bélgica Bruxelas -1 23
Bulgária Sófia -4 27
Chipre Nicósia 5 37
Républica Checa Praga -5 23
Alemanha Berlim -3 24
Dinamarca Copenhaga -2 22
Espanha Madrid 2 31
Estónia Tallinn -10 20
França Paris 1 25
Finlândia Helsínquia -9 22
Reino Unido Londres 2 22
Grécia Atenas 6 33
Hungria Budapeste -4 28
Itália Roma 5 30
Irlanda Dublin 1 20
Luxemburgo Luxemburgo -1 23
Lituânia Vilnius -11 23
Letónia Riga -10 22
Malta Valletta 10 29
Países Baixos Amesterdão -1 22
Portugal Lisboa 8 27
Polónia Varsóvia -6 24
Roménia Bucareste -7 30
Suécia Estocolmo -5 22
Eslováquia Bratislava -3 26
Eslovénia Lubliana -4 27

Fusos Horários

Hora de Verão

Em toda a UE, a hora de Verão começa no último fim-de-semana de Março, altura em que os relógios devem ser adiantados uma hora, e acaba no último fim-de-semana de Outubro, data em que devem ser atrasados uma hora.

Documentação necessária para viajar na Europa

Schengenzone

Para cidadão da União Europeia (UE)

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██ Estados-membros pertencentes à União Europeia

██ Estados-membros não pertencentes à União Europeia

██ Estados-membros que aguardam a implementação

██ Estados-membros que apenas cooperam policial e judicialmente

Ao abrigo do acordo de Schengen não há controlo nas fronteiras internas na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia. No entanto, para o Chipre, Bulgária, Roménia, Irlanda e Reino Unido, é necessário apresentar passaporte ou bilhete de identidade válidos, assim como em fronteiras externas à UE.

Deve no entanto fazer-se sempre acompanhar do seu documento de identificação que pode ser pedido para comprovar a sua identidade, ou em controlos temporários das fronteiras em algum estado membro.

Cidadãos da Islandia, Listenstein, Noruega e Suíça estão abrangidos por um acordo que lhes concedo os mesmos direitos dentro da UE.

Fronteira Hungria - RoméniaFronteira entre a Hungria e a Roménia, onde ainda é feito o controlo dos passaportes.

Para cidadãos de países não membros da UE

É necessário um passaporte válido. Há 28 países que não necessitam de visto para visitar a UE por um período inferior a 3 meses. Entre eles estão a Austrália, Croácia, Canadá, Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia. A lista de países que podem viajar para o Reino Unido e Irlanda difere da da UE e deve consultar a embaixada ou consulado mais próximo.

Obtendo um visto para um país do espaço Schegen pode viajar para qualquer outro país do espaço Schengen. Atenção, não confundir espaço Schegen com Europa! Pode necessitar de visto especifico para outros países da Europa.

Dinheiro e compras na Europa

O Euro

Euro accession██ Zona Euro

██ Estados da UE que em última instância, são obrigados a aderir ao Euro

██ Referendo a ser realizado sobre a adesão ao Euro (Dinamarca)

██ Estados da UE com uma cláusula de exclusão à Zona Euro

██ Áreas fora da UE que usam o Euro com acordo

██ Áreas fora da UE que usam o Euro sem acordo

.

Frankfurt, AlemanhaO Euro é a moeda de 16 dos países da União Europeia. São eles a Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. Também em Andorra, Mónaco, São Marino, Vaticano, Kosovo e Montenegro.

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< Sede do B.C.E. em Frankfurt, Alemanha

Outras moedas na Europa

Taxas de câmbio para moedas de outros países europeus (Novembro 2010):

Moedas da Europa

  • Lev Bulgaro: 1LEV = 0,51€
  • Coroa Chega: 1 CZK = 0,04€
  • Coroa Dinamarquesa: 1DKK = 0,13€
  • Coroa Estónia: 1EKK = 0,064€
  • Libra Estrelinha: 1GBP = 1,18€
  • Florim Húngaro: 1HUF = 0,0036€
  • Litas Lituano: 1LTL = 0,29€
  • Lats Letão: 1LVL = 1,42€
  • Zloti Polaco: 1PLN = 0,25€
  • Lei Romeno: 1LEI = 0,23€
  • Coroa Sueca: 1SEK = 0,11€

Algumas moedas europeias de países não aderentes ao Euro |

Compras

Não há limites aplicáveis aos bens adquiridos e transportados em deslocações entre países da UE, desde que esses bens se destinem a uso pessoal e não a serem comercializados.

Quando se entra na UE vindo de um país terceiro, é possível trazer mercadorias para uso pessoal isentas de IVA e de impostos especiais de consumo.

Os cidadãos de países terceiros que visitam a União Europeia têm direito ao reembolso do IVA das mercadorias que tenham comprado durante a sua estadia na UE, se estas forem apresentadas na alfândega no momento da partida, juntamente com os documentos necessários ao reembolso do IVA, no prazo de três meses a contar da data da compra. Regra geral, estes documentos são emitidos pelo vendedor, embora nem todos os comerciantes o façam, uma vez que se trata de um sistema facultativo. Alguns países fixam um valor de compras mínimo para se poder beneficiar do reembolso.

AndorraTabaco e Alcool

Para determinar se o tabaco e o álcool são para uso pessoal, cada país pode fixar quantidades de referência. Por outras palavras, se uma pessoa transportar consigo quantidades superiores destas mercadorias, poderá ter de provar que se destinam a uso pessoal e justificar a sua compra. Estes limites estão descriminados aqui: Compras na UE

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Devido à livre circulação de produtos, países como Andorra, onde os impostos sobre álcool e tabaco são mais baixos funcionam como verdadeiros shoopings destes produtos >


Produtos de carne, produtos lácteos e outros produtos de origem animal

Não existem restrições gerais ao transporte destes produtos nas deslocações no interior da UE, uma vez que todos os países membros têm de respeitar normas veterinárias comuns rigorosas. O mesmo se aplica quando se vem de Andorra, Liechtenstein, Noruega, São Marinho ou Suíça. Contudo, são aplicáveis algumas restrições em circunstâncias específicas, nomeadamente em caso de surtos de doenças animais.

La Boquería, Barcelona< Ovos no mercado de “La Boqueria”, Barcelona

Quando se regressa de países terceiros diferentes dos acima referidos, não é permitido transportar produtos de carne ou produtos lácteos sem documentação veterinária oficial. Estas normas foram introduzidas para impedir a propagação na UE de doenças animais graves. No entanto, é permitido trazer para a UE leite em pó e comida para bebés, bem como alimentos especiais necessários por razões de saúde, desde que sejam cumpridos certos requisitos. É igualmente permitido trazer quantidades limitadas, para consumo próprio, de outros produtos de origem animal, nomeadamente produtos da pesca, caracóis e mel. Os viajantes provenientes da Croácia, das Ilhas Faroé, da Gronelândia e da Islândia podem trazer pequenas quantidades de carne e de produtos lácteos para consumo próprio.

Dados obtidos em: Viajar na Europa – Compras

E80; Estrada trans-europeia de Portugal ao Irão

Embora todos nós portugueses já tenhamos circulado nela, poucos são os que sabem que há uma estrada que liga Portugal ao Irão cruzando toda a Europa. Já repararam que na A1, entre Lisboa e Aveiro, nas placas junto ao nome “A1″ vem também a designação de “E80″? Essa sigla refere-se a uma rede europeia de estradas que ligam vários países e existem outras “E”.

Assim, torna-se teoricamente possível ir de Lisboa a Teerão pela mesma estrada. Digo teoricamente porque neste caso, a estrada pressupõe uma travessia de ferry da Itália para a  Croácia. Portanto, estamos ligados por uma estrada, mas não por asfalto (pelo menos por este itinerário).

Na viagem que fiz em 2010 tive a oportunidade de seguir esta estrada pelos últimos quilómetros, partindo de Sófia na Bulgária até Istambul e depois atravessando o Bósforo, em direcção ao leste do país até Dogubayazit, a 30km do seu fim na fronteira do Irão. É muito interessante a 5700km de Lisboa encontrar a mesma estrada.

Países e principais cidades por onde passa a E80

Portugal

  • Lisboa – Coimbra – Aveiro (pela A1 (IP1))
  • Aveiro – Viseu – Vilar Formoso (pela A25 (IP5))

Espanha

  • Salamanca
  • Valladolid
  • Burgos
  • San Sebastián
  • Irun

França

Monaco

Itália

  • Genova
  • Pisa
  • Roma
  • Pescara (Ligação de Ferry para a Croácia)

Croácia

  • Dubrovnik

Montenegro

  • Podgorica

Kosovo

  • Pristina

Sérvia

  • Niš
  • Dimitrovgrad

Bulgária

  • Dragoman
  • Sofia
  • Plovdiv

E80 - Dogubayazit, Turquia

Turquia

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Últimos quilómetros da E80 em Dogubayazit na Turquia, com o Monte Ararat ao fundo >

Palácio de Ishak Pasha, Doğubeyazıt, Turquia

Breve História

Palácio de Ishak Pasha, Doğubeyazıt, Turquia Em 1685, Colak Abdi Pasha, governador otomano da região de Beyazit iniciou a construção deste complexo palaciano que só viria a ser terminado em 1784 pelo seu neto Ishak Pasha. Nascia então um dos mais importantes centros de governação do império otomano a seguir ao palácio de Topkapi em Istambul.Este palácio, construído numa colina junto ao monte Ararat é um dos melhores exemplos da arquitectura Otomana do séc. XVIII.

Nos últimos anos este monumento foi alvo de obras de restauro (que ainda decorrem em algumas secções) e que levaram à colocação de uma cobertura de vidro em grande parte das salas, o que danificou um pouco a sua imagem a partir do exterior.  Lá dentro podemos encontrar várias divisões que eram destinadas ao harem, aos banhos, quartos, refeitórios, cozinha, mesquita, etc, grande parte delas magnificamente decoradas com esculturas de pedra, etc.

Preço de entrada: 3YTL (com cartão de estudante)

Como chegar

Doğubeyazıt, TurquiaO palácio de Ishak fica numa colina próximo de Dogubeyazit, a cerca de 30km da fronteira com o Irão (isto por estrada, porque pelas montanhas são só 9km!). Dogubeyazit é bem servida de autocarros para as outras cidades do país. Eu cheguei lá vindo de Trabzon numa viagem nocturna que durou umas 12 horas e custou 50$YTL. Para Van há 3 ou 4 mini-bus por dia, um deles ás 9:00 da manhã e custa 15$YTL. Estes mini-bus não partem da Otogar mas sim dum cruzamento no centro da cidade. Autocarros para os outros destinos partem da otogar que fica junto à estada que dá acesso ao palácio.

É junto a esta otogar que param os minubus que sobem até ao palácio por 3,5YTL e partem sempre que estão cheios. O mesmo acontece para a descida.  O palácio fica a 5km da cidade, o que dá para fazer bem a pé. Se o decidir fazer tenha atenção a dois aspectos:  não há sombras e para lá é a subir. Eu fiz o regresso a pé e apanhei um valente escaldão no pescoço!

Ali perto…

Rua de Doğubeyazıt, TurquiaPara visitar o palácio certamente ficará pelo menos um dia na cidade de Dogubeyazit. A orientação nesta cidade é muito fácil: ao lado da otogar tem uma rua que segue para o palácio e perpendicular a esta uma avenida. Do outro lado da avenida tem uma outra perpendicular e fechada ao transito. É a rua Dr Ismail Beskiçi, onde está tudo o que precisa: hotéis, mercearias, barbeiros, net cafés, souvenires, etc. Ao fundo dessa rua está o cruzamento de onde partem os mini-bus para Van.

Rua Dr Ismail Beskiçi em Doğubeyazıt >

Embora à primeira vista Doğubeyazıt possa parecer uma cidade suja e empoeirada  (e na verdade é-o um pouco devido à aridez do terreno em que se insere), nota-se um grande esforço dos habitantes por manter a cidade limpa, em especial a rua principal por onde circulam os turistas e que está sempre impecavelmente limpa e decorada com jardins.

Onde dormir

Normalmente recomendo nas minhas páginas os hotéis onde fiquei, mas aqui não é o caso. Fiquei no Hotel Erzurum, que é segundo o Lonely Planet o mais barato da cidade, mas não gostei do ambiente. Em conversa com o rapaz duma loja de recordações, este disse-me logo que o dono estava sempre bebado. E era verdade, para além de serem pouco atenciosos e de não ter água quente na casa de banho do meu piso. Não gostei.  Ainda assim, não digo que este seja um lugar a evitar, até porque estavam a decorrer obras e pode ser que fique melhor, mas sugiro que veja também outros locais na mesma rua. Quanto ao preço, paguei 15YTL por um quarto individual com casa de banho no exterior.

Na estrada que vai para o palácio há também alguns parques de campismo, que podem ser uma opção para quem levar tenda.

Fotografias de Ishak Pasha

Mapa de Doğubeyazıt e do Ishak Pasha


Ver Doğubeyazıt num mapa maior

Lefkosia (Nicosia), capital do Chipre

A cidade de Nicósia, apelidada agora de Lefkosia, é a capital do Chipre. Para mim, e penso que para qualquer viajante, o mais fascinante nesta cidade é que actualmente é a única capital europeia que se encontra dividida, à semelhança de Berlim nos tempos da guerra fria.

A linha verde

Ao longo da denominada “linha verde” depara-mo-nos constantemente com ruas fechadas por muros ou por portões altos, sendo a passagem livre entre os dois lados mediante a apresentação do passaporte. Sendo cidadão europeu, o passaporte nunca é carimbado do lado sul, mas apenas à entrada e saída do lado norte numa folha de papel que não deve perder.

Zona norte de Nicósia

texto

Parte Sul de Nicósia

Onde dormir em Nicósia

Se vai viajar para o Chipre comece já a preparar a sua viagem. Sugiro este site para encontrar o hotel que mais se adequa a si: Hoteis em Nicósia.

Note que a oferta para viajantes de mochila às costas é reduzida ou inexistente. Eu quando lá estive em 2010 acabei por ir ao posto de turismo do lado sul perguntar qual era o local mais barato para ficar. Indicara-me uma rua onde havia alguns hotéis a bom preço. Acabei por ficar no Tony B&B na Solonos St.

Mapa de Nicósia

 

Harran, Ruinas da cidade onde viveu Abraão na Turquia

Da Bíblia:

31* E tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harran, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harran e habitaram ali.  32* E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harran.

Capitulo  XII

1*O Senhor disse a Abrão: «Dei­xa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. 2*Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos.  3*Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem. E todas as famílias da terra serão em ti abençoadas».

4*Abrão partiu como o Senhor lhe dissera, levando consigo Lot. Quando saiu de Harran, Abrão tinha setenta e cinco anos.  5*Tomou Sarai, sua mulher, e Lot, filho do seu irmão, assim como todos os bens que possuíam e os escravos que tinham adquirido em Harran, e partiram todos para a terra de Canaã, e chegaram à terra de Canaã.  6*Abrão percorreu-a até ao lugar de Siquem, até aos carvalhos de Moré. Os cananeus viviam, então, naquela terra.

Genesis 11, 31-32 e 12, 1-6

Ruinas de Harran, Turquia

O que me levou até esta cidade foi mesmo o facto de ter sido aqui que começaram as 3 grandes religiões monoteístas, que têm origem no mesmo profeta: Abraão.

Harran é um local que facilmente passa despercebido à maioria dos viajantes que se deslocam à Turquia. Eu próprio só dei pala sua existência poucos dias antes de partir para aquela região e depois de longa pesquisa. Chamou-me a atenção um texto que dizia que este era um dos locais mais antigos habitados pelo homem. As primeira referências a Harran vêm no próprio livro dos Génesis, na Bíblia, poucos capítulos depois da criação do Mundo e a própria arqueologia confirma a antiguidade da cidade. Foram encontrados registos que confirmam a sua existência em 2300A.C.

Hoje Harran é uma cidade pequena que rodeia um enorme espaço de ruínas daquela que foi outrora uma das grandes cidades do “crescente fértil” e em seu redor voltam agora a crescer campos de cultivo de arroz e algodão, graças às barragens que estão a ser construídas pela Turquia ao longo dos rios Eufrates e Tigre.

Visitar Harran

Ruinas de Harran, TurquiaOs mini-bus que vêm de Urfa para Harran param mesmo em frente à entrada das ruínas. Assim que se sai da carrinha somos logo cercados de alguns jovens que se oferecem para fazer de guias por 5 ou 10YTL. Parece que até já sabem o que diz o Lonely Planet para justificar a contratação dum destes guias: “As crianças da cidade vão perseguir-te e não consegues fazer uma visita descansada”. Isto é o que dizem os guias, tanto os de papel como os locais, mas depois na verdade as crianças não incomodam nada.

Quem visita Harran é suposto pagar um bilhete e até há um guichet para o efeito, mas no parque onde param os autocarros dos turistas. Por isso se evitar passar lá perto, pode andar livremente sem pagar nada, já que o espaço não se encontra vedado. Só algumas zonas de escavação têm rede em redor para evitar que sejam danificadas e aí não pode mesmo entrar (excepto pelos buracos, mas mesmo assim, não deve, vai estar a estragar o património que é de todos!)

As ruínas concertram-se em dois locais: o castelo, localizado no estremo Este da cidade e a cidade com as muralhas, algumas portas ainda visíveis e a impressionante mesquita e o minerete, um dos mais antigos da Anatólia, que ainda se mantém de pé.

Como chegar

Harran fica a cerca de 50km a Sul de Sanliurfa (ou simplesmente Urfa), junto à fronteira com a Síria. Há mini-bus da Otogar central de Urfa para Harran regularmente por 4 YTL. Partem do piso inferior desta e há um local especifico para eles, com um letreiro. A Otogar de Urfa é nova e muito bem organizada. Estes mini-bus fazem algumas paragens a recolher passageiros pelo centro da cidade, mas se não estiver com alguém que conheça o seu percurso, o melhor é ir mesmo à otogar.

Otogar de Sanliurfa, TurquiaPara o regresso volte a apanhar um mini-bus pelo mesmo preço, no mesmo local onde o deixaram.

Sanliurfa é uma das grandes cidades do sul da Turquia e muito bem servida de transportes públicos com o resto do país. Tome atenção que a otogar nova pode ainda não estar marcada nos mapas de alguns dos guias de viagem e fica um pouco afastada do centro. Autocarros urbanos para o centro partem da estrada no exterior, são de cor azul e custam 1YTL por trajecto.

Otogar de Sanliurfa

Fotografias das ruinas de Harran

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Casas Colmeia em Harran

Estas casas típicas conhecidas como “casas colmeia” encontra-se em algumas aldeias do Sul da Turquia e do Norte da Síria. Aqui, em Harran existem algumas que se podem visitar por dentro e funcionam mesmo como hoteis e bares, embora decoração tenha pouco a ver com o tradicional. Quando visitei, estavam a fazer filmagens com um cantor, que se vê nas fotos. Na verdade, grande parte dos turistas que vem a Harran, fá-lo para ver as casas e não as ruínas. Estas casas preparadas para turismo são de visita gratuita.

Mapa de Harran


Ver Harran num mapa maior

Mosteiro de Sumela, Trabzon, Turquia

Mosteiro de Sumela, TurquiaApresentação

Estas linhas são dedicadas à história do mosteiro de Sumela nas montanhas de Altındere  no norte da Turquia. Este é um dos mais conhecidos mosteiros do mundo pela sua peculiar localização numa escarpa rochosa.  O mosteiro inicial foi fundado no ano de 386D.C. no local onde dois frades afirmaram ter encontrado um icon milagroso a Virgem Maria. Durante os primeiros séculos o mosteiro teve períodos de abandono e restauro, até 1461, ano da conquista da região pelo império Otomano, que lhe garantiu protecção até ao século XIX, tendo o mosteiro ganho extrema popularidade. Com a conquista dos russos, o local foi abandonado definitivamente em 1923. Foi poucos anos antes do abandono que se iniciou a construção dos edifícios principais que hoje o tornam numa atracão turística.

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Como chegar

Vazelon tours, Maska, TurquiaSumela fica a cerca de 40km a sul de Trabzon, uma importante cidade turca junto ao Mar Negro. É por isso a partir desta cidade que normalmente se visita o mosteiro. No entanto, para chegar a Trabzon terá quase sempre de passar por Maska, uma vila que fica a 15km do mosteiro. Eu cheguei vindo de Erzincan de autocarro e saí logo em Maska, onde dormi. No outro dia de manhã apanhei um mini-bus para o mosteiro. Os mini-bus para o mosteiro partem junto ao escritório da “Vazelon Tours”  (ver foto ao lado) e custam 12,5$YTL. Este preço inclui a viagem de ida e volta em que o condutor espera 2 horas (ou mais uns minutos se se atrasar), tempo suficiente para a visita.  Os mini-bus entre Maska e Trabzon custam 3$YTL e partem do mesmo local.

Se preferir ir até Trabzon, pode certamente arranjar o mesmo serviço a partir desta cidade no seu hotel ou numa agência de viagens.

Fotografias do Mosteiro de Sumela

Os frescos do mosteiro

Pintados a partir do século XIII numa pequena capela construída numa cavidade da rocha escarpada duma montanha, estes sofreram várias modificações ao logo dos séculos seguintes, até ao séc. XVIII. Retratam no exterior cenas bíblicas com um detalhe maravilhoso, e no interior da gruta estão pintadas imagens da Virgem e de Cristo entre outras.

Infelizmente, o que mais chama a atenção de quem visita o mosteiro olha para estes fresco, é o deplorável estado em que estes se encontram. E de quem é a culpa: dos visitantes. Não dos grupos que visitam em massa o mosteiro nos nossos dias, mas dos que vieram há 100 e 200 anos atrás e mesmo mais recentemente turistas russos e militares da força aérea norte americana, assim como alguns pastores locais, todos deram o seu contributo para provar que a idiotice é internacional.

Não deixa de valer a pena uma visita por causa disto. Os fresco são maravilhosos. Os que estão mais altos que os braços destes visitante menos bem vindos, mantêm o seu esplendor e depois, na verdade, ninguém vai a Sumela por causa dos frescos, mas sim pelo local onde o mosteiro foi construído. Hoje obviamente não faltam guardas e sinais a relembrar que é crime escrever nos frescos.

Viagem de barco da Turquia para o Chipre

Porto de Girne (Kyrenia), ChipreOutrora o meio de transporte mais usado para chegar ao Chipre era obviamente o barco. Hoje não é bem assim. Os barcos regulares que outrora ligavam a ilha à Grécia, Líbano, Israel e Egipto, passaram a circular em menor número para dar lugar aos aviões que transportam turistas principalmente do Reino Unido e Rússia. Com a divisão da ilha a única rota que continua a funcionar todos os dias do ano é entre o porto de Tasucu na Turquia e a cidade de Girne no norte da ilha.

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Como chegar a Tasucu

Tasucu é apenas uma pequena aldeia portuária nas margens do Mediterrâneo, 10km a sul de Silifke. Para chegar a Silifke pode partir de Adana, Tarsus ou Mersin, ou qualquer outra cidade da costa e apanhar um dos mini-bus que regularmente percorrem a rota. Se vier de leste é obrigatória uma paragem em Kizkalesi, um belo castelo no meio do mar.

Preços de referência para os mini-bus:

Tarsus – Mersin: 3,5$YTL

Mersi – Kizkalesi: 6$YTL

Kizkalesi – Silifke: 3$YTL

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O bilhete e o embarque

Agencia de ferrys em Tasucu, TurquiaA companhia que faz esta ligação é a Akgünler. Os bilhetes podem ser comprados poucas horas antes no escritório da companhia no centro de Tasucu. Este fica mesmo junto à marina e tem um painel com letras vermelhas grandes “AKFER”. Creio que não haverá problema em conseguir lugar, pois eu viajei em época alta e não havia falta de lugares.

Ferry rápido

Há viagens  Tasucu – Girne às 11:30 e Girne – Tasuco às 9:30, todos os dias

O preço é de 58$YTL para estudantes e 69$YTL para adultos.

Ferry “lento”

Há viagens  Tasucu – Girne de Domingo a Quinta às 00:00 e Girne – Tasuco de Segunda a Sexta ás 12:00, no ferry “lento”.

O preço é de 53$YTL para estudantes e 59$YTL para adultos.

Foi neste ferry que fiz a viagem e durou cerca de 8 horas. Depois de comprar o bilhete terá de estar junto ao escritório ás 22:30, ou à hora que lhe for indicada. A essa hora vêm carrinhas que fazem o transporte dos passageiros até ao porto, que fica a cerca de 2km. Esteja mesmo a horas.

Antes do embarque paga-se uma taxa de 10$YTL, que eu não percebi muito bem por quê, mas que todos os passageiros (ou quase todos, penso eu) pagaram. No entanto não me pediram mais o recibo deste pagamento… Depois de passar pelo raio-x e a revista, são carimbados os passaportes com a saída do Chipre, já que a República Turca do Norte do Chipre é considerada pela Turquia como território independente.

Mais informações: http://www.akgunler.com.tr/

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Fotografias da viagem

Visto para a Síria, como e onde fazer; Fronteiras da Síria

A Síria é um país de uma enorme riqueza histórica e cultural, mas muitas vezes deixado de lado pelos viajantes por medos relativos a segurança e a questões relacionadas com os vistos de entrada. Esta página serve para desmistificar um pouco esses problemas que na verdade já não o são. Veja como é fácil entrar na Síria!

Respostas a algumas das dúvidas mais frequentes:

  • Sou português. Posso tirar o visto na fronteira?

Sim! Qualquer cidadão que no seu país de residência não tenha uma embaixada ou serviço consular da Síria pode obter o visto de entrada nas fronteiras do país.

  • Ainda assim prefiro ir descansado e tratar de tudo antes de lá chegar. Posso tirar o visto previamente?

Sim, pode! Mas eu pessoalmente não aconselho. A embaixada da Síria mais próxima de nós é em Madrid, mas lá apenas tratam dos vistos para cidadãos espanhóis. As outras nacionalidades são remetidas para a embaixada de Paris.

Visto em Istambul

É frequente que os viajantes que se dirigem à Síria o façam por terra pela Turquia. Assim, podem tirar o visto na embaixada em Istambul. O processo é algo complicado e envolve deslocações ao consulado português para obter uma carta de recomendação, para além de ficar mais caro.

  • É verdade que se tiver o visto de Israel no meu passaporte não posso entrar na Síria?

Sim, é verdade. Embora não conheça pessoalmente nenhum caso concreto, pelas histórias que tenho lido e ouvido, tudo me leva a crer que não há forma de escapar. Se já esteve em Israel tire um passaporte novo. Se pretende visitar Israel nesta viagem, deixe para o fim, e enquanto estiver na Síria não diga a ninguém que pensa em lá ir. Israel é vulgarmente apelidado de “Disney Land” na Síria pelos viajantes para não proferirem o nome. Inclusive, não leve guias de viajem de Israel, etc. Se for descoberto ou denunciado as autoridades tratarão de o por fora do país pela fronteira mais próxima, que pode não ser a mais conveniente para si.

visto siriaPreços e modalidades do visto para a Síria

Há dois tipos de visto que pode tirar na fronteira:

  • Visto de turista válido por 15 dias:   33$USD
  • Visto de transito válido por 3 dias:   25$USD

Convém levar dólares, mas também há normalmente casas de câmbio.

À saída tem de pagar uma taxa de 550 SP, pagável apenas em Liras Sirias

Fronteiras da Síria

A Síria tem fronteiras terrestres com a Turquia, Iraque, Líbano Jordânia e Israel, sendo que esta última se encontra fechada.

Turquia

As duas principais portas de entrada para a Síria a partir da Turquia são uma na fronteira situada na estrada que liga Antioquia (Turquia) a Aleppo (Síria) e a outra na estrada que vai de Gaziantep via Kilis (Turquia) para Azaz e Aleppo (Síria). A primeira é vulgarmente a mais usada. É por esta que passam os autocarros que fazem a viagem directa a partir de Istambul e a melhor em qualquer situação que venha do oeste da Turquia. Em Antioquia, na otogar dos minibuses, há taxis partilhados que fazem a viagem entre os dois países mas dá também para apanhar um autocarro nesta cidade para Aleppo ou Damasco. Se vem de Gaziantep ou do leste da Turquia será mais conveniente passar nesta segunda.

Fronteira de Kilis – Aleppo

Esta fronteira é famosa por ser talvez a mais corrupta da Síria. Foi esta a que eu escolhi para entrar no país, mas por pouco não ficava à porta. Os guardas insistiram comigo que necessitava de um visto, e que tinha de ir a Istambul tira-lo. Por fim, depois de muita insistência minha e deu eu ter feito referencia a que vi outras pessoas pagarem subornos, lá me propuseram pagar mais 10$USD e deixaram-me entrar. Em conversas com outros viajantes que tinham usado esta fronteira descobri que isto é muito comum acontecer. Eles vão sempre inventar algum problema, por isso o melhor é meter logo 10$ dentro do passaporte.

Shared taxi para Damasco, Beirut, LíbanoLíbano

A passagem entre a Síria e o Líbano é perfeitamente pacifica. Beirut fica a poucos quilómetros de Damasco e em pouco mais de 2 horas é possível viajar entre as duas capitais. Em Beirut apanhe um autocarro ou táxi partilhado na estação de Charles Helou, que fica por baixo de um viaduto e é a principal garagem da cidade. desta vez na fronteira não encontrará corrupção.

Táxi partilhado em Beirute >

Em qualquer das fronteiras e das formas de as passar de transportes públicos, se o condutor não falar inglês, vai sempre haver um passageiro a ajuda-lo nas formalidades da fronteira, uma vez que o processo para um estrangeiro pode levar tanto tempo como para os outros todos e eles querem é despachar-se.

Algumas recomendações:

  • À entrada do país tem de preencher um papel azul com os seus dados. Guarde-o sempre, pois tem de o apresentar à saída;
  • Nesse papel pede para indicar um hotel. Mesmo que não tenha nada reservado, coloque um qualquer que venha num guia de viagem. Eles não verificam isso, e assim não fazem mais perguntas;
  • Todos os processos na fronteira têm de ser tratados por si. À saída, o primeiro passo é pagar a taxa, normalmente num guichet à parte e antes de tudo o resto.

Páginas de outros viajantes portugueses sobre as fronteiras da Síria

Cruzar fronteiras – Da Jordania para a Siria

Fotografias de Milão, Itália; Maio 2010

Fotografias do aeroporto de Milão Malpensa e hotel Crowne Plaza

Viagem à Roménia, Bulgária, Turquia, Síria, Libano e Chipre, no verão de 2010

Esta página encontra-se em construção. Por favor, volte também mais tarde.

Calendário de viagemDiários da Viagem:


Estatísticas:

Quilómetros percorridos de:

Boleia: 234 km

Barco: 120 km

Autocarro: 7819 km

Comboio: 835 km

Pé: km

world_heritage_logo Lugares UNESCO visitados (14):

O que mais gostei:

O que menos gostei:

Orçamento

Voos:  34,99€ (Lisboa-Milão) + 87,67€ (Chipre – Londres) + 58,05 (Londres – Lisboa) = 180,71€

Transportes:

Dormidas:

Comida, Monumentos, etc:

Total:

Mapas do Vale Sagrado, Ouadi Qadisha, Líbano

Mapa do Vale Sagrado que me foi oferecido no mosteiro da Senhora de Quenoubia

Clique para ver o mapa em grande.
Mapa do vale sagrado, wadi qadisha, Libano

Nota: atenção que o trilho que desce de Bcharré para o vale está em parte destruído devido a obras de uma estrada que decorrem na encosta. Desça as escadas por de trás da igreja e depois siga a linha de água até retomar o trilho. Peça informações aos locais.
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Mapa Google Maps de Wadi Qadisha, o vale sagrado do Líbano


Ver Ouadi Qadisha num mapa maior

Cidade antiga de Bosra; Património da Humanidade na Síria

Anfiteatro romano e Bosra, SíriaQuando se viaja muito em redor do Mediterrâneo chega-se a uma altura em que as ruínas romanas se começam a tornar repetitivas. Tudo muda quando se chega as Bosra. Bosra é diferente. Os tijolos de barro e as pedras de cor clara, como o mármore ou o calcário, dão aqui lugar a um basalto escuro, quase preto.

A cidade, fundada no século XIVa.c., Bosra foi depois a primeira cidade dos Nabateus e mais tarde conquistada pelos romanos no ano 106, vindo mesmo a ser a capital da província da arábia. Foi sob o domínio romano que foi construída a mais significante obra desta cidade que chegou aos nossos dias: o teatro. Com capacidade para acolher 15 mil espectadores, é um dos teatros romanos melhor conservados do mundo. Uma boa parte da culpa deste teatro ter chegado assim aos nosso dias é das obras que sofreu após a conquista da cidade pelos árabes em 634 e que o converteram numa citadela, conservando na mesma o teatro.

Outro facto interessante desta cidade e que também a distingue das restantes, é que a cidade nunca foi completamente abandonada e hoje as pessoas continuam a viver no meio das ruínas! Há casas sobre os arcos romanos, o cardo ainda continua a ser uma rua viva com o pavimento romano e as entradas das casas ladeadas de colunas romanos.

Como chegar e visitar

Bosra é facilmente visitável a partir de Damasco numa viagem de um dia. Os autocarros para Bosra saem da estação de As-Sumaria, a mesma de onde saem os que vão para o sul do país, Líbano e Jordânia. O bilhete Damasco – Bosra custa 100SP e a viagem dura cerca de 2 horas. Convém chegar cedo à garagem ou comprar o bilhete no dia anterior para garantir lugar. Os autocarros param depois a alguns metros para lá do teatro, e deve comprar o bilhete de regresso logo que chega. Compre mesmo! Não deixe para depois porque os autocarros enchem depressa e pode não ter lugar. Se por acaso se esquecer e não tiver lugar, pode pedir para ir de pé, mas paga o mesmo, e não tem condições.

Tanto quanto li nos guias e observei lá, o alojamento em Bosra limita-se a um hotel de 5 estrelas que fica junto ao teatro.

A visita às ruínas é gratuita, à excepção do teatro, que custa os normais 150SP / 10 SP (normal / estudante). Partindo da paragem dos autocarros, caminhe para o teatro passando pela enorme piscina da peregrinação e depois visite o teatro. As visitas são livres e normalmente não têm quase ninguém a visitar. Depois de sair do teatro, vagueie pela cidade. Logo ali fica o Cardo, com duas das portas da cidade nas extremidades e pelo resto da cidade pode ver ruínas de igrejas, mesquitas, arcos, colunas e ruínas que não se percebe muito bem que idade têm.

Outros sites sobre Bosra

Bosra na wikipédia (inglês)

Bosra, Património da Humanidade UNESCO (inglês)

Fotografias de Bosra

Coloque em ecrã inteiro clicando “play” e depois no botão do canto inferior direito,  para ver as fotografias e grande.

Mapa de Bosra

Ver Bosra num mapa maior

Fotografias do Parque Natural do Alvão; Agosto 2010

Parque Natural do Alvão; Agosto 2010Pode aqui ver fotografias de vários locais do Parque Natural da Serra do Alvão no distrito de Vila Real, tais como: aldeia de Dornelas, cascatas das Fisgas do Ermelo e da barragem de Lamas de Olo.

Coloque em ecrã inteiro para visualizar as legendas das imagens.

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Linhares da Beira; Aldeia Histórica de Portugal

Fotografia de Linhares da Beira

 

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Marialva, Aldeia Histórica de Portugal

Fotografias de Marialva

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Piódão; Aldeia Histórica de Portugal na Serra do Açor, Arganil

Fotografias do Piódão

Viajar à boleia de Baalbek para Bcharre, no Norte do Líbano

Estrada de Baalbek para Bcharre, LibanoDe uma forma geral os transportes no Líbano funcionam bem. A população concentra-se sobretudo junto ao litoral e aí não há dificuldade em arranjar transporte entre as várias cidades. Mesmo no interior, a estrada que liga Beirute a Damasco é também ela bem servida de autocarros e mini-autocarros, assim como entre Zahle e Baalbek. Por isso, todas as rotas seguidas pelos turistas são possíveis de fazer sem carro próprio. Todas excepto uma, muito útil e que permite fazer uma viagem circular em redor do país, poupando assim algum tempo em viagens desnecessárias. Falo da estrada no norte do país que liga Baalbek a Bcharré.

Baalbek é a famosa Heliopolis romana, a cidade do Sol, onde encontramos ruínas muito bem conservadas de templos romanos e as maiores colunas de pedra dessa civilização. Em Bcharré inicia-se o vale de Qadisha e encontra-se a poucos quilómetros o parque dos cedros de Deus, árvore que tornou o Líbano famoso em todo o mundo antigo. Todos estes locais foram declarados património da humanidade pela Unesco.

Acontece que não há transportes regulares entre as duas localidades que distam cerca de 50km uma da outra, separadas por uma montanha de mais de 3000 metros.  Sabendo de tudo isto, os taxistas dispõem-se a fazer a viagem por 50$USD, que se for a dividir por 4 passageiros até nem fica caro, mas se for sozinho já é um valor um bocado elevado.

Qual é a solução? Usar um misto de transportes públicos e boleias para lá chegar.

Como eu fiz

Vale de Qadisha, LíbanoEm Baalbek informei-me junto dos taxistas e minibus de como chegar a Deir El Ahmar, a última localidade servida pelos táxis partilhados e minibuses. Todos acharam estranho um turista querer ir para lá e tentaram convencer-me a ir de táxi até Bcharré. Por fim lá me indicaram onde poderia apanhar o minibus para lá. Este parte de uma rotunda à saída de Baalbek, mas há quem já tenha apanhado táxi partilhado ali mesmo junto aos templos. Nessa rotunda, apanhei o primeiro minibus que vi e que me levou até um cruzamento a uns 2km de onde estava um service taxi. Mesmo sendo um táxi partilhado acabei por fazer a viagem quase toda sozinho. Levou-me até Deir El Ahmar por 3000LL e ofereceu-se também para me levar até Ainata por mais 10000LL.  No entanto recusei a oferta. Como tinha de ir à boleia, decidi ir logo dali.

Caminhei um pouco até à saída da povoação e esperei junto ao quartel dos bombeiros. Pelo caminho vi um militar à espera de transporte e decidi perguntar-lhe se era aquela a estrada para Bcharré, na esperança de que depois quando ele passasse me dessem boleia, já que o Filipe Morato Gomes tinha conseguido boleia com militares neste mesmo percurso há um mês atrás. Enquanto estive à espera apareceu um jeep da policia que me perguntou o que estava ali a fazer e depois foi embora. Passavam poucos carros, mas ao fim de uns 15 ou 20 minutos lá parou um que me levou por alguns quilómetros e me deixou junto a algumas casas no meio das montanhas. Esperei mais uns 15 minutos até passar o segundo carro, um jeep que trazia lá dentro o militar com quem eu tinha falado, mais um colega e o condutor, um civil. Ficou admirado de eu ter chegado ali a pé, mas falavam muito pouco inglês ou francês. O condutor deixou-nos aos 3 em Ainata.

Todas estas localidades são maioritariamente (se não mesmo exclusivamente) cristãs. Em Ainata os militares tinham já um local estratégico para pedir boleia, que parece ser comum por aqui e toda a gente pára para os levar. Mesmo eles só falando árabe perguntei se podia ficar com eles, mas por gestos e francês misturado com árabe lá me disseram para seguir, que depois quando arranjassem boleia pediam para parar e me levar. Assim foi. Nem 5 minutos andei e lá parou outro jeep onde eles iam que me levou até aos cedros, onde pedi para sair.

Esta parte do percurso entrou para o top das estradas mais bonitas por onde já passei, com algumas nuvens a cobrir o cume do monte e uma vista divinal lá de cima.

Mapa da viagem


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Fotografias da viagem

Casa da Pinheira; She Pine Tree House; Hotel em Sintra, Portugal

Garden Room, Casa da Pinheira, SintraFiquei neste hotel quando fui a Sintra em Agosto de 2010.  Na verdade trata-se de um hotel um pouco diferente do comum, já que tem apenas 7 quartos distribuídos pelos vários pisos de uma casa que pertenceu ao artista, escritor, poeta e coleccionador de antiguidades, Olavo d’Eça Leal e está hoje transformada em hotel museu. Todas as paredes estão forradas a quadros de Olavo, e toda a casa decorada com muito bom gosto.

As únicas desvantagens deste hotel são ficar a cerca de 10km de Sintra, na aldeia de Sabugo e não ter estacionamento. No entanto compensa bem a viagem, pois os preços praticados em Sintra são muito mais elevados mesmo para hotéis mais fracos e pode deixar o carro a 100 metros do hotel, ou mesmo ir de comboio que eles vão busca-lo à estação.

Actualmente decorrem obras de construção de uma piscina, spa, etc.

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Preços

Fiquei no “Garder Room”, uma pequena suite no piso inferior, com acesso directo ao jardim.

O preço foi de 65€, com pequeno almoço.

Preço dos jantares: 12,5€

Reservas

Vai viajar até Sintra?  Faça aqui a sua reserva na casa da Pinheira. Compare neste site os preços, comentários, fotos deste e outros hotéis em Sintra: Hotel em Sintra

Onde comer

A casa da Pinheira serve jantares por 12,5€, tudo incluído. Há mais um ou dois restaurantes na aldeia de Sabugo. Nós fomos ao “Ó Lisboa” que fica a uns 300m do hotel. Não é um local recomendado ás pessoas mais sensíveis, mas eu adorei! :) É daqueles autênticos tascos portugueses, com homens a beber cerveja, ver futebol, jogar cartas e chamar nomes ao árbitro. Mas a comida é muito boa.

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Fotografias do Hotel

Mapa


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Fotografias do Castelo dos Mouros, Sintra, Portugal; Agosto 2010

Fotografias do Palácio da Pena, Sintra, Portugal; Agosto 2010

Buddha Eden, jardim da paz; Jardim oriental na quinta dos Loridos em Bombarral

Buddha Eden, Jardim da Paz, BombarralO Buddha Eden Garden é um jardim com cerca de 35 hectares, idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, na quinta dos Loridos perto do Bombarral.

A decisão de construir este jardim veio na sequência da destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão em 2001 pelo regime talibã. Estas estátuas de Buda eram umas das mais importantes da região e classificadas como património da humanidade pela Unesco, mas nem isso chegou para travar a intolerância religiosa deste grupo radical islâmico. Assim, este pretende ser um espaço aberto a todas as pessoas independentemente da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social e ser um lugar de promoção da paz e tolerância.

A visita ao espaço é livre e gratuita e o espaço, embora o horário de abertura seja até ás 18h00, ficou aberto até ás 20h00 quando eu visitei. Como o parque se estende por uma área muito grande há mini-comboios para levar os visitantes.

As duas principais atracções são a estátua gigante de Buda deitado, com 15 metros, e os coloridos exércitos de soldados de terracota, inspirados nos guerreiros de Xian na China. Fiquei um bocado triste por ver que estas estátuas bastantes frágeis são pouco respeitadas pelos visitantes e apesar de todos os avisos vêem-se pais que em vez de educarem os filhos ainda os ajudam a montar os cavalos de barro.

Fotografias

Mapa do Buddha Eden Garden


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Igrejas pintadas da região de Troodos; Património da Humanidade no Chipre

As 10 igrejas de Troodos classificadas pela UNESCO encontram-se nas montanhas com o mesmo nome no interior da ilha de Chipre. Aí, protegido naturalmente dos ataques muçulmanos encontra-se um dos maiores e mais bem conservados grupos de igrejas do império Bizantino. Construídas numa arquitectura rural tradicional, estas igrejas são decoradas com belos frescos que datam dos séculos XI ao XVII. Para além dos frescos há ainda ícones e outros exemplos de arte bizantina que se encontram albergados em museus junto a estas igrejas.

O que visitei em Troodos

Igreja do  Arcanjo Miguel em Pedoulas

Igreja do São Miguel Arcanjo em Pedoulas, Troodos, ChipreDatada de 1474, esta igreja fica na aldeia de Pedoulas e foi a primeira que visitei. Destaca-se logo pela sua arquitectura tradicional e tem uns frescos fantásticos no seu interior. A entrada é gratuita. Em frente pode ainda visitar um museu de arte bizantina, também grátis, que expõem exemplares recolhidos noutras igrejas da região, de peças como ícones, cálices, bíblias, etc.

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Igreja de Panagia tou Moutoulla

Igreja de Panagia tou Moutoulla, Troodos, ChipreDepois de caminhar sobre um forte calor de Pedoulas para Moutoulla, acabei por chegar aqui e encontrar esta igreja fechada e com obras a decorrer no exterior. Estava um padre a regar o jardim do cemitério ao lado, mas ele também não me pode ajudar. É de arquitectura muito semelhante à de Pedoulas, com paredes de pedra e telhado forrado a madeira. Data do século XIII.

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Mosteiro de Agios Ioannis Lambadistis em Kalopanagiotis

Igreja de Agios Ioannis Lambadistis, Troodos, ChipreOriginalmente um mosteiro, a igreja principal é composta por 3 capelas que datam de entre os séculos XI e XVI, apresentando frescos muito elaborados. Penso que seja a maior de todas. Em redor há ainda alguns edifícios do mosteiro que albergam outro museu Bizantino. Quando cheguei eram já 17:00 e o horário deste era até às 16:00. Como não havia ninguém empurrei a porta, entrei e visitei calmamente. Fiquei sem saber se os bilhetes que estavam à entrada eram também para a igreja se só para o museu.

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Mosteiro de Kikkos

Mosteiro de Kikkos, Troodos, ChipreO mosteiro de Kikkos, embora não faça parte da lista classificada pela UNESCO, é hoje o principal centro de culto do Chipre por aqui se encontrar também o túmulo do primeiro presidente do país. Fundado em 1100 e dedicado à virgem Maria encontra-se todo renovado, com grandes claustros decorados com impressionantes frescos e mosaicos, tudo novo. Há ainda um museu de arte bizantina, que está aberto das 10 da manhã às 6 da tarde.

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Como chegar, onde dormir e comer

Visitar a região de Troodos sem carro próprio (ou alugado) pode ser um verdadeiro desafio. A rede de transportes públicos no Chipre é muito deficiente e nas montanhas é praticamente inexistente.  Como fazer então? O melhor será mesmo alugar um carro e assim consegue visitar umas quantas igrejas num só dia. Se não, pode aventurar-se a apanhar um autocarro até Troodos Plateia, bem no topo das montanhas, e a partir daí ir a pé e à boleia até às aldeias. Foi o que eu fiz.

Troodos de autocarro, boleia e a pé

Troodos, ChiprePara chegar ao topo das montanhas pode apanhar autocarro em Lefkosia às 1o:00 da manhã que o levará até Troodos Square, onde está também o centro de visitantes do parque. Há também possibilidade de parar em Kakopetria onde há também uma igreja e daí irá até Pedoulas. Eu fiquei em Troodos Square e depois desci até Pedoulas. Há muito pouco trânsito na estrada, a maioria carros alugados de turistas (com matricula vermelha), que nunca param. Já a população local, é muito simpática e como sabem que não há transportes, param sempre a oferecer boleia, mesmo que não se peça. O problema é que por vezes está-se mais de meia hora sem passar nenhum carro, especialmente na estrada para Kikkos.

Há ainda autocarros (pelo menos vi isso numa placa) de Lemesos para Troodos com partida às 9:30 e regresso às 15:30.

Portanto, eu fiz Lefkosia >Troodos > Pedoulas > Moutoulas > Kikkos (onde dormi) > Polis (já na costa). Isto demorou 1 dia e meio. Caminhar nestas estradas pode ser algo desgastante, porque são estradas cheias de curvas que serpenteiam pelas montanha e muitas vezes, vemos a aldeia logo ali, mas demoramos horas a lá chegar. Entre Gerakies (a seguir a Kakopetria) e o mosteiro de Kikkos, quase não há trânsito, nem qualquer outro tipo de civilização. Convém levar água e comida para estes 17km.

Nas restantes aldeias, assim como junto ao mosteiro de Kikkos,  há sempre restaurantes e pensões onde pode pernoitar e comer. Tem sempre a hipótese de acampar nas montanhas. Eu dormi junto ao mosteiro de Kikkos e durante a noite fui acordado por uma manada de moufllons, uma espécie de cabras selvagens que habitam estas montanhas.

Fotografias das Igrejas

Mapa das Igrejas de Troodos


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Viajar de autocarro da Itália para a Roménia na Eurolines

Com a expansão das companhias de aviação de baixo custo, viajar de autocarro ou comboio pela Europa caiu em desuso nos últimos anos, já que o avião alia a rapidez ao baixo custo. Se o comboio ainda mantém alguma popularidade, especialmente para o mítico interrail, o autocarro, especialmente para longas distâncias é visto apenas como último recurso.

Viagem na RoméniaEm Maio de 2010 acabei a viajar de autocarro de Milão para Brasov depois de ver o meu voo Milão – Sófia cancelado devido a uma greve em França. Quando vi que tinha ficado em terra comecei a pesquisar que alternativas teria para chegar ao meu destino por terra, já que um re-agendamento do voo iria fazer-me esperar alguns dias, e eu queria era viajar. Assim, lembrei-me de ter lido na net que era possível viajar de autocarro da Bulgária para Portugal em linhas regulares de autocarro, logo, deduzi eu, também o seria de Itália para a Bulgária. Encontrei assim autocarro de Milão para Sófia, mas que só saía daí a dois dias. Como estava no primeiro dia da minha viagem, e ansioso por conhecer novos locais, acabei por optar ir para Bucareste no dia seguinte e depois apanharia comboio para Sófia.

Acerca da Roménia apenas me lembrava que era lá o castelo do Drácula. Assim, telefonei a uma amiga que me arranjou as informações necessárias para lá chegar. Por sorte, a rota do autocarro passava mesmo por Brasov, a cidade junto ao castelo, e por isso parei logo ali, tendo seguido para Bucareste apenas no dia seguinte.

Todos os passageiros à excepção dum grupo de Italianos turistas que entrou em Pádova e de mim, eram Romenos, pelo aspectos trabalhadores emigrantes em França, que usam o autocarro para se deslocar para a sua terra. O próprio autocarro e tripulação era romena.

Bilhetes e garagem Eurolines em Milão

Garagem de Lampugnano, Milão, ItáliaComprar bilhetes de autocarro Eurolines em Milão é muito fácil: basta ir ao posto de turismo na praça do Duomo e eles tratam de tudo. A reserva é feita pela net, mas assim evita de ir a um cybercafé. Eles imprimem, pode pagar em dinheiro e recebe logo um mapa do local onde fica a garagem.

Os autocarros partem da garagem de Lampugnano, onde se pode chegar de metro. Também aí pode comprar o seu bilhete e obter informações.

O autocarro em que eu fui, vinha de Marselha, e tinha partida prevista para as 13:30, mas acabou por sair com 2 horas de atraso. No entanto as chegadas na Roménia já se efectuaram às horas previstas.

Pode também comprar o seu bilhete online em: http://www.eurolines.com/

Preço da Viagem

Milão – Bucareste (Jovem): 76,50€  (em Maio 2010)

Milão – Bucareste (normal, Agosto 2010): 103€

Milão – Bucareste (Jovem, Agosto 2010): 92,70€

O preço para Brasov é o mesmo.

Como é a viagem

Castelo de Bran, Roménia

Ia um bocado apreensivo quando entrei nesta aventura de mais de 30 horas num autocarro. O máximo que já tinha feito eram 12 horas na Turquia. Ainda assim, não foi difícil. Os bancos dão para inclinar até quase à horizontal, dando para dormir durante a noite. Durante quase toda a viagem se vêm os filmes dos DVD’s piratas que eles transportam, e há paragens de 15 a 20 minutos a cada cerca de 3 horas, para mudar de condutor, comer, reabastecimento, descanso. À chegada à Roménia os passageiros são distribuídos por dois autocarros, conforme o seu destino.

Castelo do Drácula em Bran, Roménia

Itenerário

Partida Milão: 15:20   -   Pádova (18:50)   -   Veneza   -   Fronteira Eslovénia (ao anoitecer)   -   Ljubliana   -   Maribor   -   Fronteira Hungria   -   Budapeste   –   Fronteira Roménia (7:00)   –   Arad  -  Brasov (19:00)   –   Bucareste (22:30)

O autocarro apenas fez paragem para recolha de passageiros na Itália e Roménia. De resto, foi sempre a andar! :)


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Fotografias da Viagem

Castelo do Drácula em Bran na Transilvania, Roménia

Breve História

Castelo de Bran, RoméniaO castelo de Bran seria apenas mais um dos muitos castelos da Roménia não fosse Bram Stroker inspirar-se nele para o seu famoso romance “Drácula”.

Construído no Sec. XIV numa importante passagem nas montanhas, o castelo começou por ser usado na defesa contra os Otomanos, e mais tarde como posto aduaneiro na passagem entre a Transilvânia e a Valáquia. O seu mais famoso habitante, Vlad Tepes, príncipe da Valáquia, terá usado o castelo, mas provavelmente nem nunca lá terá vivido. Ficou conhecido como “o empalador” pelos métodos que usava contra os seus inimigos, e foi mais tarde tornado famoso pelo romance de Stroker como Drácula.

Mais recentemente, a partir de 1920, o castelo tornou-se residência dos réis da Roménia, sendo habitado pela rainha Maria. Com o fim da segunda guerra mundial e a tomada de poder pelo regime comunista, a família real foi expulsa e o castelo transformado em museu. É hoje o segundo edifício mais visitado pelos turistas na Roménia, atrás do castelo de Peles.

Visitar Bran

Castelo de Bran, Roménia

A entrada para o parque que rodeia o castelo faz-se por uma pequena porta de madeira que está rodeada de vendedores de souvenires, junto ao museu nacional de Bran, e não pelo portão principal que fica junto à paragem dos autocarros. Os bilhetes custam 25LEI para adultos, 10LEI para estudantes e 5LEI para crianças. Mesmo sendo pequeno, preveja gastar mais de uma hora a visita-lo já que há um infinidade de salas, corredores, varandas, etc, e muita muita gente para tão pouco espaço. Grande parte do castelo/museu está dedicado à rainha Maria, e só nos últimos pisos há duas salas que contam a história de Vlad Tepes e de Stroker.

Cá fora, não deixe de provar os deliciosos queijos tradicionais, e visite também o museu nacional de Bran, que fica mesmo junto à entrada do castelo, um museu ao ar livre onde são apresentadas vários tipos de casas típicas da Roménia. O preço é de 2LEI para estudante.

Veja também: Página web do castelo de Bran

Como chegar

O castelo de Bran fica no centro da Roménia na província da Transilvânia, a poucos quilómetros da cidade de Brasov (lê-se Brachov). É a esta cidade que se tem de dirigir para chegar ao castelo. Pode-se lá chegar de autocarro ou de comboio. Eu cheguei de autocarro pois vinha de Milão na Itália, num autocarro directo que demorou pouco mais de 24horas de viagem. Há também comboios para a capital, Bucareste, que será o mais conveniente para a maioria dos viajantes. A viagem dura 3 horas e o bilhete custa 38,80LEI.

Autogar Codreano, Brasov, RoméniaPara ir de Brasov até Bran, há autocarros que partem da Autogar Codreano (Codreano é a companhia de autocarros) que fica mesmo junto ao estádio. Atenção que há outra gare para os autocarros nacionais e internacionais, que fica já à saída de Brasov, mas aí apenas vai encontrar taxistas “sedentes de sangue” a quererem levá-lo ao castelo por 3,5Lei/km. Os autocarros para Bran partem a cada meia hora, aproximadamente (ver horário),  e custam 4LEI.

< Autogar Codreano

Recomendo que veja o mapa abaixo e as fotografias de Brasov para identificar melhor os locais de onde partem estes transportes. De qualquer forma, à excepção dos taxistas, as pessoas são simpáticas e ajudam a encontrar o que procuramos. :)

Onde Dormir

Procure e reserve aqui o seu hotel em Bran. Vá a este site e veja fotos, compare preços, leia opiniões e reserve um de entre os vários hoteis de Bran.
Se preferir não será pior ficar em Brasov, local com uma maior oferta hoteleira e bem mais interessante para passar a noite. Veja aqui: Hoteis em Brasov

Fotografias de Bran

Mais fotos de Bran: O meu amigo João Leitão esteve em Bran em 2001 e tem na sua página mais fotos do castelo: Fotografias do Castelo Bram, Castelo do Drácula na Transilvânia, Roménia 2001

Mapa de Bran e Brasov


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