Consegui este mapa em Théziers quando andava “perdido” a seguir o caminho de Santiago, procurando a Pont du Gard. O mapa tem marcadas algumas Grande Randonnée, incluindo a GR42 que corresponde ao caminho de Santiago e a 63 que liga Avignon ao aqueduto romano da Pont du Gard.
O Ksar de Ait Ben Haddou é um dos exemplares mais marcantes da arquitectura típica do Sul de Marrocos. Na zona em que se encontra existem às centenas, Kashbas e Ksares, isto é, casas ou pequenas vilas fortificadas construídas em adobe. Este destaca-se não só pela sua beleza e localização, numa colina ao lado do rio Ouarzazate, como pelo seu passado histórico. Ait Ben Haddou encontra-se na rota das antigas caravanas entre o Sahara e Marraquexe. Ait Ben Haddou é hoje largamente usado para cenário de filmes como por exemplo Lawrence da Arábia, O Gladiador, A Mumia, etc.
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Visitar Ait Benhaddou
Chegar a Ait Ben Haddou sem transporte próprio pode não ser fácil. A cidade mais próxima é Ouarzazate que fica a uns 40km. Certamente que aí, no posto de turismo saberão informar como chegar lá. O ksar fica a 8km da estrada que liga Ouarzazate até Marraquexe, por isso pelo menos até esse cruzamento será fácil de chegar. O ideal é mesmo levar o carro, já que Marrocos fica aqui tão perto de Portugal.
O Ksar fica na margem do rio contrária à estrada de acesso. Logo à entrada há um parque onde pode deixar o carro. Não sei se por sorte, a mim nem apareceu ninguém a pedir para pagar o estacionamento.
A vista clássica de Ait Ben Haddou é dessa margem do rio. Depois, pode cruzar o rio a pé se for no verão. No Inverno, os níveis da água sobem com a chuva e em casos extremos penso que será mesmo impossível a travessia. Quando eu fui, em Fevereiro, a água dava pelos joelhos. Há quem arregace as calças e passe a pé. Se não, por 10DHh pode passar montado num burro. Tenho de admitir que é uma forma muito mais bonita de entrar no Ksar.
Actualmente muitos destes Ksares estão ao abandono. Ait Ben Haddou não é excepção, e as poucas famílias que ainda restam vivem do turismo. Assim somos convidados a entrar em todas as casas e subir aos seus terraços, pagando 10 Dirhams.
Pintura tradicional que comprei em Ait Ben Haddou.
Em vários locais há artistas a pintar e vender estas aguarelas. Peça a um para demonstrar como faz. O azul é aguarela, o amarelo açafrão e o castanho, açucar, que é queimado depois de pintado para tomar essa cor escura.
Nota: Não tenho fotos de Ait Ben Haddou porque me esqueci da máquina fotográfica nesta viagem a Marrocos. Pode ver algumas fotos tirada pelo meu amigo João Leitão aqui: Fotografias de Ait Ben Haddou
Mapa de Ait Benhaddou
Ver Ait Ben Haddou num mapa maior
A medina de Tétouan encontra-se no Norte de Marrocos e foi uma importante cidade na época em que os Árabes dominaram a Andaluzia. Após a reconquista cristã e cidade acolheu muitos dos refugiados que trouxeram consigo fortes influências para a cidade. A medina é hoje uma das mais belas e intocadas de Marrocos. Ao contrário do que acontece por exemplo em Marraquexe e noutras cidades muito turísticas, aqui, o centro histórico continua vivo. As ruas estão repletas de vendedores de frutas, legumes, mobílias, roupas, etc, e não de produtos para turistas como acontece noutros lados. É a verdadeira vida marroquina.
Visitei esta cidade pela primeira vez em 2006 quando ia para a Guiné, e nunca mais esqueci o primeiro contacto com o cheiro intenso a especiarias que se sente em certas ruas das medinas marroquinas. Voltei a encontrá-lo agora em 2010 quando voltei.
Como chegar
O grande atractivo de Tétouan para nós que vivemos em Portugal, é a proximidade. Tétouan fica a uns 100km de Tanger e 40km de Ceuta. Com as promoções dos ferrys (nós pagamos 49€ por um carro e dois passageiros na passagem Tarifa-Tanger), Tétouan é uma óptima opção para um fim de semana diferente. Saindo de Lisboa à noite, apanha-se o primeiro ferry para Marrocos, e já se vai almoçar a Tétouan.
Há autoestrada em quase todo o percurso, o que agiliza muito a deslocação. Atenção que as autoestradas em Marrocos não são como na Europa. Há 2 faixas para cada lado, mas também há pessoas a circular a pé e de bicicleta!
Visitar
Tétouan é acessível a qualquer Português já que é seguro e o Portulhol é largamente falado. Deixe o carro no parque indicado no mapa (nós pagámos 5Dirhams por 3horas) e se quiser contrate aqui um guia que o levará a conhecer os melhores pontos. Se preferir, entre na cidade por sua conta e “perca-se” pelas ruas estreitas e animadas. Ponha os 5 sentidos a trabalhar e experimente tudo: os cheiros agradáveis das especiarias, e os não tão agradáveis dos curtumes nas “tanneries”, prove os doces e as frutas, regateie com os vendedores! Aqui é bem vindo em todo o lado.
Onde comer
Uma prova de que a cidade é pouco turística é a dificuldade em encontrar restaurantes. Há alguns nas imediações do palácio real. Nós almoçámos, e muito bem, num pequeno restaurante Al Bahr, na Av. Indépendence, nº 21, que é especialista em pratos de peixe, mas também tem comidas rápidas, tagines, etc, tudo muito limpo e bem servido.
Mapa de Tétouan
Ver tétouan num mapa maior
Cheguei a Eilat ao fim da tarde num dia de Verão de 2008. Todos os hosteis baratos referenciados no Lonely Planet estavam cheios, pois na época alta a cidade está lotada de jovens que procuram diversão barata na “Miami” do Médio Oriente. Por fim lá me indicaram um local onde poderia haver camas.
Embora com um bocado de mau aspecto, o Biancas Lodge não é assim tão mau como parece. Todo o hostel é 100% open space, sendo alguns dos colchões mesmo no exterior, numa espécie de tenda, mas tudo limpo quanto possível, e um ambiente muito descontraído mas calmo. Resumindo, é caro e com poucas condições, mas em último caso é uma hipótese a ter em conta numa cidade onde a procura excede a oferte nos dias mais quentes.
Preço de cama por noite em época alta:
80 Shekels (aprox 15€)
Onde fica
O hostel fica junto à gare dos autocarros, numa zona onde se encontram vários hosteis baratos.
Ver Biancas Lodge Hostel num mapa maiora
As ruínas da fortaleza de Massada são uma das mais impressionantes que já visitei. Quando lá passei a primeira vez, em 1999, já sabia da sua história e dimensão por ter visto num documentário. Infelizmente este local não estava incluído no programa e tive de me limitar à vista cá de baixo. Quando voltei a Israel em 2008, foi um dos locais que fiz questão em visitar.
Breve História
A fortaleza-palácio de Massada foi mandada construir por Herodes, o Grande poucos anos antes de Cristo. O palácio encontra-se numa fortaleza natural, um monte rochoso escarpado junto ao Mar Morto. Apesar das condições adversas, o palácio possuía várias piscinas e estava preparado para suportar longos cercos. Isto foi conseguido graças às enormes cisternas e armazéns onde eram guardados os mantimentos. Na vertente virada para o Mar Morto situava-se o palácio de Herodes, construído em vários socalcos na rocha.
Em 73d.c. Massada foi palco dum dos mais importantes acontecimentos para a história dos Judeus. Depois de em 66d.c. a fortaleza ter sido tomada pelos zelotas, naquela primavera as tropas romanas montaram vários campos em redor da montanha. Restos destes campos são ainda hoje bem visíveis do topo da cidade. Sendo impossível o acesso à cidade pelos caminhos normais, os romanos iniciaram a construção duma rampa de terra com mais de 100 metros de altura de forma a entrarem na cidade, no topo da qual construíram uma torre de ataque e começaram a destruir a muralha. Vendo a sua perdição, os Judeus decidiram que preferiam morrer a ser escravizados ou mortos pelos romanos. Sacrificaram assim as mulheres e crianças, e depois os próprios defensores, até que restaram apenas dez e o comandante Eleazar ben Yair. Tiraram sortes para ver qual deles sacrificaria os demais. Após cumprir a sua tarefa, o último homem ateou fogo ao palácio e lançou-se sobre a própria espada ao lado da família morta. Sobreviveram apenas 6 pessoas que se esconderam e ficaram para contar a história.
Visitar Massada
Visitei esta fortaleza do deserto num dia de imenso calor. Felizmente que me obrigaram a subir pelo teleférico e não pude subir pelo trilho da cobra, se não, não sei se tinha chegado lá acima. Houveram três coisas que gostei muito nestas ruínas: as casas reconstruidas, o palácio de Herodes com as suas vistas para o Mar Morto, e os restos das construções bélicas romanas:
Como Chegar
Há autocarros de Jerusalém e de Eilat para Massada. A partir de Jerusalém, deve apanhar o autocarro 444. Este faz 6 viagens por dia durante a semana (menos frequente ao fim de semana) e custou-me 41 Shekels. Depois, para seguir para Eilat, ou regressar a Jerusalém, pode apanhar outro autocarro, mais ou menos com a mesma frequência. O ideal é informar-se à chegada quando há autocarros para onde deseja e assim planear a visita. Os autocarros vão mesmo junto ao teleférico. Se levar mochila grande pode deixá-la no centro de acolhimento.
Mapa de Massada
Links
A área de Santa Catarina é um dos locais património da humanidade que tenho marcado para revisão, pois quando lá estive não visitei o mais importante: o mosteiro.
Este está construído na base do monte Sinai, onde Deus terá entregue as tábuas da lei a Moisés, sendo portanto um local sagrado para as três religiões monoteístas. O mosteiro foi construído no séc. VI, e é actualmente o mosteiro cristão mais antigo ainda em uso.
As suas características arquitectónicas são típicas da arte bizantina e, no seu interior, podem observar-se importantes peças de arte, incluindo mosaicos árabes, ícones gregos e russos, pinturas ocidentais a óleo e em cera, mármores, esmaltes e ornamentos sacerdotais. O mosteiro tem ainda a segunda maior colecção do mundo de iluminuras (a maior é a do Vaticano), com cerca de 3500 volumes em grego, copta, arménio, árabe, hebraico, Línguas eslavas e outros idiomas.
Existe ainda, dentro do mosteiro, uma pequena mesquita do século X ou XI e uma capela, chamada Capela de São Trifónio, onde se encontra a “Casa dos Crânios”. Conta-se que o profeta Maomé teria visitado a região e, tendo sido bem tratado pelos monges ortodoxos, prometeu-lhes a sua protecção, o que se tornou uma orientação para todos os muçulmanos daí para a frente.
A minha visita
Visitei esta zona em Fevereiro de 1999 numa peregrinação à terra Santa que fiz com os meus pais e um grupo de outras pessoas. O programa incluía uma ascensão opcional a pé ao monte Sinai para ver o nascer do Sol. É claro que fui! Foi o meu primeiro contacto com o deserto, e ainda hoje tenho na memória as cores do Sol nas rochas pela manhã, muito parecido com Wadi Rum, ali ao lado, na Jordânia. Infelizmente, na altura não sabia da importância daquele mosteiro velho que estava lá na base, por isso nem fiz birra para visitar.
Para quem quiser visitar este local, vindo de Israel ou da Jordânia, não necessita de tirar visto para o Egipto. É dado na fronteira um visto válido por 15 dias para a península do Sinai.
Mapa do Sinai
Ver sinai num mapa maior
Links/Fontes
Mosteiro de St Catarina na Wikipédia
O Mosteiro de Alcobaça é o mais antigo dos três mosteiros góticos património da humanidade na zona centro de Portugal (Alcobaça, Batalha e Tomar). Foi fundado no séc. XII pelo rei D. Afonso I para a ordem de Cister, que dominava toda a área. O mosteiro é enorme, sendo apenas visitável a igreja, o claustro de D. Dinis e salas adjacentes. Os outros dois claustros encontram-se em maus estado de conservação e estão fechados ao público.
É possível assim visitar a igreja, que alberga os túmulos de Pedro e Inês, duas das mais belas obras tumulares da Europa, a sala do capitulo, os dormitórios, o refeitório, a cozinha com a sua colossal chaminé, e a sala dos réis, por onde se inicia a visita, decorada com belos azulejos e estátuas de todos os réis portugueses.
Como chegar
Há sete autocarros diários da rede expressos para Alcobaça a partir de Lisboa, sendo que dois deles nao funcionam aos fins de semana e feriados. Deve consultar os horários actualizados em Autocarros Rede Expressos
Para se deslocar entre Alcobaça, a Batalha e Tomar, onde pode encontrar outros mosteiros património da humanidade, ou para a Nazaré, pode utilizar os autocarros da Rodoviária Tejo. Pode consultar os horário aqui: Rodoviária Tejo
Se vier de carro, estacione no parque indicado no mapa.
Fotografias do Mosteiro de Alcobaça
Mapa de Alcobaça
Ver alcobaca num mapa maior
O Mosteiro dos Jerónimos é um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa. Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.
Ali perto, a Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. O monumento é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitectura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna).
Estes dois monumentos, e ainda a capela de S. Jerónimos, estão classificados como património da humanidade UNESCO desde 1983.
O mosteiro dos Jerónimos alberga ainda os túmulos de alguns dos homens mais importantes da história de Portugal: Luís de Camões, D. Manuel I, D. João III, Fernando Pessoa e, especialmente importante para todos os viajantes: Vasco da Gama.
É por isso um local que adoro visitar, e sempre que parto de viagem em Lisboa dou lá um saltinho, e também ao Padrão dos Descobrimentos que fica ali perto. É um local inspirador e incontornável para qualquer viajante, onde se concentra toda a mística das grandes viagens de descoberta que deram novos mundos ao mundo. Visitar o túmulo de Vasco da Gama e prestar-lhe homenagem é ainda tido como um dos 222 “Traveler’s Exploits” eleitos por Jorge Sanchez.
No mosteiro funciona ainda o museu nacional de arqueologia.
Mapa do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Capela de S. Jerónimo e Padrão dos Descobrimentos
Ver belem num mapa maior
“Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa
E onde Febo repousa no Oceano.”
Luís de Camões, Lusíadas, canto III
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O Cabo da Roca é um dos lugares mágicos de Portugal, da Europa e do Mundo, pois ali se concentra todo o espírito que levou os Portugueses a lançarem-se à descoberta de novos mundos: o inicio do mar. Quando lá vou gosto também de o ver doutra forma: virar-me de costas para o Mar, e imaginar a imensidão de terra que ali começa e vai até ao estreito de Bering. São 12.000km de terra até ao cabo de Dezhnev na Sibéria, o ponto mais oriental do continente Euro-asiático!
Certificado do Cabo da Roca
Embora aqui tão perto, só la fui o ano passado, e depois disso já voltei outra vez. Gosto destes lugares. Quem visita o cabo da Roca pode obter por 9,9€ um belo certificado de visita no posto de turismo ali ao lado.
Como chegar
Vindo de Lisboa, apanhe a A5 até ao fim e depois siga pela N9-1 em direcção a Sintra por 9Km até encontrar um corte à esquerda que indica Cabo da Roca. Saindo de Belém, pode também fazer uma viagem mais agradável pela costa de Estoril/Cascais pela N6. À saída de Cascais já encontra sinalização para o Cabo da Roca / Sintra.
A partir de Sintra siga as placas para o Cabo da Roca por 13km, depois corte à direita.
Mapa do Cabo da Roca
Ver cabo da roca num mapa maior
A poucos quilómetros de Madrid, Alcalá de Henares é uma pequena cidade muito bonita e com uma riqueza histórica muito grande. Foi declarada património da humanidade pela UNESCO em 1998, pela sua universidade, fundada em 1499 pelo cardeal Cisneros, entre outros monumentos históricos. É também cidade natal do famoso escritor espanhol Miguel Cervantes, autor do romance Dom Quixote de La Mancha.
O que visitar
Eu estive uma tarde em Alcalá, penso que o suficiente para visitar os principais monumentos. Comecei por ir até à praça de Cervantes, onde se encontra o posto de turismo e aí fizeram-me um roteiro do que poderia visitar naquela tarde.
Universidade de Alcalá
A universidade é o principal ponto de interesse da cidade. Fundada em 1499 pelo cardeal Cisneros, ainda funciona hoje como edifício administrativo da universidade restabelecida naquela cidade, mas noutros edifícios. Há visitas guiadas de hora a hora durante a semana, e de meia em meia hora aos Sábados, Domingos e feriados, por 4€ para o público em geral e 2€ para estudantes.
Nesta visita ficamos a compreender a maravilhosa fachada do edifício, as tradições dos estudantes que outrora viviam naqueles pátios, a vida do cardeal Cisneros cujo túmulo se encontra na capela da universidade, terminando a visita na sala nobre onde todos os anos os réis de Espanha entregam o prémio Cervantes.
Hospital de Antezana e museu casa natal de Cervantes
A caminho entre a Universidade e a Catedral, pode-se entrar gratuitamente no hospital de Antezana para visitar o pátio interior, de arquitectura típica local. Ali mesmo ao lado fica o museu casa natal de Cervantes, que se encontrava já fechado à hora que eu passei, construído no local onde terá nascido Cervantes. Lá dentro tenta mostrar-se como seria a vida de uma família castelhana no séculos XVI e XVII. A entrada é também gratuita das 10:00 às 18:00.
Catedral Magistral dos Santos Meninos Justo e Pastor
A origem desta catedral remonta ao século IV, ano do martírio dos santos Justo e Pastor. A actual catedral é também da responsabilidade do cardeal Cisneros, em estilo gótico. Lá dentro, encontra-se sobre o altar os restos mortais dos dois santos e a pedra sobre a qual terão sido mortos pelos romanos. É também nesta catedral que se encontram os restos mortais de Cisneros, embora o mausoléu esteja na capela da universidade. A catedral está aberta das 10:00 às 13:00, e das 18:00 às 20:00. Há também um centro de interpretação a funcionar nos claustros que está aberto apenas de manhã, sendo o preço de entrada de 1€.
Como chegar
A forma mais prática de chegar a Alcalá de Henares é de comboio. A rede RENFE Cercanias parte frequentemente para lá a partir de Atocha. O preço ida e volta é de 5,40€.
Links Úteis
Universidade de Alcalá de Henares
Mapa de Alcalá de Henares
Principais pontos:
19 – Posto de Turismo
20 – Praça de Cervantes
15 – Universidade
8- Hospital de Antezana
7 – Museu casa natal de Cervantes
31- Catedral Magistral
O aqueduto romano de Pont du Gard foi construído no século Ia.c. para fazer a passagem do aqueduto que levava a água para Nimes por cima do rio Gard. Esta ponte é composta por dois níveis. O primeiro servia de estrada para pessoas e animais, e duas arcadas mais acima corria a água do aqueduto. A ponte tem 49 metros de altura e 275m de comprimento total, e encontra-se num impressionante estado de conservação.
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Como chegar e visitar
A maior parte das pessoas chega ao local em carro próprio ou alugado. Vindo do lado Sul (Nimes), junto à ponte há um parque pago onde se podem parar os carros, ou então terá de o deixar em Remoulins, a localidade mais próxima e fazer o resto a pé. Eu cheguei à boleia por isso não tive de me preocupar com estacionamentos. Do lado Norte penso que também há parques.
Não é necessário pagar nada para visitar a ponte, excepto se quiser subir e percorrer o tubo do aqueduto na parte superior, que nem sempre está aberto. O bilhete custa 10€. Cheguei lá já ao fim do dia, e penso que por isso estava tudo fechado. Aproveitei por isso para tomar um banho no rio. Há sempre muita gente a fazer praia nestes rios e a saltar dos penhascos, já que a zona é rochosa. É também possível alugar canoas para fazer um passeio.
Outra forma de chegar é a pé. Seguindo a GR63 esta vai passar sobre a ponte. Eu encontrei por acaso esta rota e a 42 (que corresponde ao Caminho de Santiago) perto de Avignon, e sabia que uma delas ia para a Pont du Gard. Acabei a seguir a 42 e fui dar uns quilómetros ao lado, tendo feito o resto à boleia.Vale a pena percorrer o caminho a pé, pois desfruta-se uma paisagem muito bonita.
Mapa da Ponte do Gard
Ver pont du gard num mapa maior
A floresta Laurissilva da Madeira é a maior e mais bem conservada mancha deste tipo de floresta que se encontra apenas nas ilhas da Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias. É composta essencialmente por árvores do tipo das lauráceas (loureiros). A particularidade aqui é que 90% dos 15000ha classificados, são de floresta primária, isto é, que não sofreu qualquer alteração pelo homem desde sempre. Está no estado mais primitivo possível.
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Como visitar
A área de floresta ocupa 20% da ilha e existem numerosos trilhos, muitos deles aproveitando as levadas que a atravessam. Um dos troços mais bonitos que percorri dentro da floresta foi a vereda do Pico Ruivo à Encumeada. Passa-se por zonas de floresta sombria, em que os raios de Sol entram pelo nevoeiro criando um efeito lindíssimo. Este trilho está marcado e pode iniciar-se tanto na Ecumeada, como no Pico do Areeiro e seguir depois o PR1 para o Pico Ruivo. Brevemente irei escrever um artigo sobre estes trilhos. Para já pode encontrar alguma informação aqui: Transportes na Ilha da Madeira; Viajar de Autocarro e pedir boleia
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Mais informação
Floresta Laurissilva da Madeira – Site UNESCO
Floresta Laurissilva da Madeira – Wikipédia
Floresta Laurissilva da Madeira – Blog dos Bichos
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Criado pelas águas saturadas de calcite que brotam das montanhas, Pamukkale, “Castelo de Algodão” em turco, é para mim o local mais bonito e agradável de visitar da Turquia. Os romanos acharam o mesmo, e por isso construíram ali uma grande cidade termal no século II A.C., por onde viriam a passar mais tarde os primeiros apóstolos cristãos.
Visitar Pamukkale e a Hierápolis
Pamukkale
Já todos vimos fotos de Pamukkale, e normalmente ficamos a pensar que aquilo é gelo. Muito bonito, mas frio. Felizmente, errado! O castelo de algodão é formado pela solidificação da calcite que sai junto com as águas das fontes termais. Esta água nasce entre 35º a 100º, por isso de frio não tem nada. Depois o que acontece cá fora é um fenómeno parecido ao das nossas grutas de calcário com a formação de estalactites e estalagmites. Aqui a concentração de calcite é tão elevada que se deposita em tudo quanto é sitio e cria estas piscinas de mármore travertino, que portanto não são nem macias, nem frias, mas sim quentes e duras!
Quanto aos visitantes, de forma a preservar as formações naturais das centenas de visitantes que diariamente lá entram, foram criadas algumas artificiais mesmo ao lado. Há duas zonas onde se pode tomar banho: nas grandes piscinas que ficam na encosta, que são tipo depósitos com lama e onde toda a gente vai, ou então numa zona, bem mais bonita lá no cimo, com uns socalcos tal como as naturais e o jardim ao pé. Um local mesmo muito agradável!
Hiérapolis
As ruínas da cidade romana de Hierápolis estendem-se por vários quilómetros em redor, com teatros, fóruns e especialmente interessante uma enorme necrópole cristã com centenas de túmulos, alguns deles já meios enterrados pela calcite. Acontece que com Pamukkale ali ao lado, as ruínas, mesmo sendo muito boas tornam-se secundárias. Recomendo portanto que vá com tempo. Vale a pena dispensar duas horas para as visitar. Há ainda uma piscina muito bonita criada sobre as ruínas da piscina romana. Pode nadar pelo meio das colunas romanas, como se fosse a Lara Croft no Tomb Raider. É o único local onde tem de pagar um extra para além do bilhete de entrada.
Eu estive lá apenas uma tarde, mas a vontade era de ficar uma semana inteira.
Por isso vá pelo menos por um dia, e faça como se estivesse na praia. De manhã banhe-se em Pamukkale, pode almoçar lá dentro (há restaurantes), ou levar a bucha para de tarde fazer uma caminhada pelas ruínas e terminar na piscina Antiqua.
Os bilhetes de entrada custam 20YTL (aprox. 10€) e permitem o acesso a todo o espaço.
Como chegar
Pamukkale fica a cerca de 20km de Denizli, uma grande cidade. Em qualquer local da Turquia pode comprar bilhetes de autocarro para Pamukkale. Estes param todos em Denizli, e daí embarcará com o mesmo bilhete num autocarro mais pequeno para Pamukkale. Eu fiquei em Denizli e depois fui à boleia com um Couchsurfer para Pamukkale, que me levou até à entrada. Penso que os autocarros também param aí, ou então deve haver outra entrada na base do “castelo”. Se não, apanhe um táxi ou vá à boleia. São uns 2km.
Mapa de Pamukkale
Ver Pamukkale num mapa maior
As ruínas da cidade de Petra foram consideradas recentemente como uma das sete novas maravilhas do mundo. Na verdade não concordo nada com esta eleição. São uma maravilha sim, mas do mundo antigo. E uma maravilha mesmo! Tanto pela beleza, que a arquitectura em combinação com a tonalidade das rochas em que foi escavada dão ao conjunto, como pelo engenho técnico dos homens que a construíram. Como a maior parte das pessoas, tive o primeiro contacto com Petra no filme do Indiana Jones, numa altura em que sonhava ser arqueólogo.
Como Chegar
Cheguei lá por fim (não a arqueólogo, mas a Petra) em 2008. Não foi fácil. Pode ver aqui, como cheguei a Petra. Normalmente, vindo de Amman deve apanhar um autocarro para Ma’an e daí seguir para Wadi Musa, ou então um taxi. O meu amigo João Leitão fez a viagem de taxi desde a fronteira com Israel em Aqaba até Petra e tem uma página muito boa sobre isso. Veja aqui: Petra e Wadi Rum, Táxi Fronteira de Israel e Jordânia na cidade Aqaba até Petra e Wadi Rum na Jordânia, Transporte Petra Jordânia
Breve História
O local começou a ser habitado cerca de 1200 a.C. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., foi colonizada pelos Nabateus no ano de 312 a.C. que a nomearam como sua capital. Petra e a região envolvente floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath ‘Ammon (a moderna Amã) e Gerasa.
Sob domínio dos Nabateus que controlavam as rotas comerciais da região, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira. O estilo arquitectónico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza activa e cosmopolita.
Entre os anos 64 e 63 a.C., os territórios Nabateus foram conquistados e anexados ao Império Romano. Adriano rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio. Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até o ano em que um terramoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após este acontecimento muitos dos edifícios “antigos” foram derrubados e reutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifícios públicos. Em 551, um segundo terramoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra não se conseguiu recuperar desta catástrofe pois a mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.
As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia (1904).
Fonte: Wikipédia
Visitar Petra
As ruínas de Petra estendem-se por uma área enorme, e para ver tudo serão necessários 2 ou 3 dias. Há bilhetes de 1, 2 e 3 dias, mas em nenhum dos casos se tem desconto de estudante. O preço é de 21JD para 1 dia e de 26JD para 2 dias (aproximadamente o mesmo em euros). Se for com tempo, se calhar até vale mesmo a pena ficar os dois dias e ver tudo com calma. Eu comprei o bilhete de 2 dias, sem saber se os ia ficar, mas acabei por ficar só 1 dia.
A entrada faz-se pelo centro de acolhimento, onde se compram os bilhetes e depois se caminha ou vai a cavalo até à entrada do Siq. Para chegar aí a maior parte dos hotéis faz o transporte até lá pela manha, e passa depois ao fim do dia a recolher os visitantes, gratuitamente.
Para dizer a verdade, fiquei um pouco desiludido com esta visita. Não pelas ruínas em si, que são realmente maravilhosas, ainda mais que aquilo que se possa imaginar. Chateou-me foi o ambiente que se vive no espaço. Por todo o lado, mesmo no canto mais escondido lá estava algum beduíno a tentar vender souvenirs ou alugar um burro. Acho que pela fortuna que se paga para lá entrar, as ruínas e os turistas mereciam um bocadinho mais de respeito, assim como os animais que são usados e abusados pelos seus donos. Mas pronto, é a cultura deles, e há que respeitar e até apreciar. Talvez no dia em que lá fui também anda-se um bocadinho do contra.
Penso que se pode obter um mapa à entrada, ou então pode sempre levar um de casa, ou um guia que o tenha. As placas a indicar os locais de interesse são muito raras. Convém portanto desenvolver o sentido de orientação. A entrada na cidade faz-se pelo Siq, um desfiladeiro de pedra de 2km que culmina com a mais conhecida imagem de Petra: a fachada do Tesouro. Depois há alguns locais de visita obrigatória, como o teatro, as ruínas romanas, e claro, o Mosteiro. Para lá chegar é necessário subir uma longa escadaria, ou apanhar um burro.
Ao fim do dia percorri ainda um outro desfiladeiro que leva ao incio do Siq. O Lonely Planet chama-lhe o “Adventure Canyon”. É um bom local para descontrair, com passagens muito estreitas, locais onde é preciso escalar, etc. Atenção que não se pode percorrer em períodos de chuva, já que este foi em parte construído pelos Nabateus para escoar a água do Siq!
Mapa de Petra
Ver Petra num mapa maior
A cidade do Vaticano, um dos lugares mais sagrados da cristandade, é testemunha de uma grande história e um formidável empreendimento espiritual. Dentro das fronteiras deste pequeno estado encontra-se uma colecção única de arte e arquitectura. No seu centro ergue-se a Basílica de São Pedro, sobre o túmulo do apóstolo, e em frente a praça circular rodeada de palácios e jardins. A basílica, o maior edifício religioso do mundo é fruto do génio de artistas como Bramante, Rafael, Miguel Angelo, Bernini e Maderna.
Este, penso eu, é o único caso em que um estado é todo ele património da humanidade. E não é para menos. Todo ele é um museu. O Vaticano encontra-se encaixado no meio da cidade de Roma, e pode-se entrar por vários pontos da colunata que rodeia a praça. Sob o altar da basílica de São Pedro encontram-se os túmulos dos Papas, entre eles São Pedro e João Paulo II. É obviamente um local de peregrinação para os cristãos (ou mais correctamente romagem), tal como Jerusalém ou Santiago de Compostela.
Encontra-se ali uma das maiores colecções de arte do mundo. Na própria basílica encontram-se esculturas como La Pietà, obra prima de Miguel Ângelo. Mas para ver a colecção em todo o seu esplendor, é necessário voltar a sair do Vaticano para Roma até à entrada do Museu do Vaticano. A visita pode levar um dia inteiro. Eu estive lá 5 horas, e foi sempre a correr. A correr até chegar à capela Sisitina, onde se tem de fazer uma grande pausa para admirar com a multidão que lá se acotovela os frescos mais famosos do mundo, pintados por Miguel Angelo e Botticello.
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Antoni Gaudi, arquitecto catalão, é um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde viveu e desenvolveu grande parte da sua obra ao serviço do mecenas Guell. Aparece como um arquitecto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).
Na sua arquitectura Gaudi vai buscar inspiração ao gótico e principalmente à Natureza. Dentro de alguns dos edifícios projectados por ele temos a sensação de estar dentro de um organismo vivo devido às formas e às cores e nao numa construção de pedra e cal.
Gaudi foi um ferveroso nacionalista Catalão. Nos seus últimos anos devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada Família, obra ainda não concluída. Gaudi nunca se casou. Morreu aos 72 anos de idade vitima de atropelamento por um eléctrico. Decorre actualmente no Vaticano um processo de beatificação de Gaudi: “Gaudí era um grande cristão. Tinha uma espiritualidade franciscana, de amor e contemplação das belezas da natureza, imagens da beleza do Criador.”
Obras de Gaudí classificadas pela UNESCO:
Parque Güell, Barcelona (1984)
Palacio Güell, Barcelona (1984)
Casa Mila, Barcelona (1984)
Casa Vicens, Barcelona (2005)
Fachada da Natividade e Cripta da Sagrada Familia, Barcelona (2005)
Casa Batlló, Barcelona (2005)
Cripta da Colónia Güell, Santa Coloma de Cervelló (2005)
Mapa dos trabalhos de Antoni Gaudi em Barcelona
Ver gaudi barcelona num mapa maior
Meteora, em grego Μετέωρα, ou seja “colunas do céu”, é o segundo maior complexo de mosteiros ortodoxos na Grécia.
Apesar de ser desconhecida a data de fundação de Meteora, crê-se que os primeiros eremitas se estabeleceram em cavernas no século XI. No final deste e início do século XII, formou-se um estado monástico rudimentar centrado à volta da Igreja de Theotakos (mão de Deus, que ainda hoje existe. Os monges eremitas, procurando um refúgio seguro à ocupação otomana, encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora um refúgio ideal. Foram construídos mais de 20 mosteiros, mas hoje em dia apenas existem 6; os seis mosteiros são: Megalos Meteoros (Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração), Varlaam, Agios Stephanos (Santo Estêvão), Haguia Triada (Santíssima Trindade), São Nicolau Anapausas e Roussanou. Dos seis mosteiros, cinco são masculinos e um é feminino. Se sonhava com o que viu no filme do 007, ou nas séries do Young Indiana Jones, desengane-se. O acesso aos mosteiros era feito por guindastes, mas em 1920 foram construídas escadas de acesso, por onde se sobe actualmente. Os guindastes são usados hoje apenas para transporte de materiais. Em 1988, este monumento com montes e vales revestidos com florestas que têm a presença de animais selvagens como o lobo e a víbora foi classificado Património Mundial pela UNESCO.
Como chegar:
Pode chegar a Meteora tanto de autocarro como de comboio. Eu fui de comboio. A viajem custa cerca de 13€ de Atenas para Kalampaka (Καλαμπάκα), a vila que fica no sopé das montanhas. Para Salónica ronda os mesmos valores. Há vários serviços diários nos dois sentidos para as duas cidades. Normalmente há lugares disponíveis e portanto não é necessário (nem possível) reservar com antecedência.
Como chegar aos mosteiros:
Os mosteiros são todos acessíveis por estrada (infelizmente!). O que recomendo é que dedique um dia inteiro de trekking nestas fantásticas montanhas. Não é necessária nenhuma preparação especial. A entrada nos mosteiros custa 2€ pessoa em cada um dos 6 que estão abertos ao público. No entanto todos os dias há um que está fechado. Isto obriga q que fique 2 dias em Meteora se os quiser ver todos. A minha opinião é que só por isso não vale a pena. No fundo são todos muito semelhantes por dentro, e quem vêm um vê os outros todos. A grandeza de Meteora está mesmo na majestosidade da paisagem em que se insere.
Mais aqui: Mosteiros de Meteora na Grécia; Percursos pedonais;
Onde comer/dormir:
Existem vários restaurantes em Kalampaka e Kastraki. Para a caminhada pode contar com alguns vendedores ambulantes que costuma estar próximo dos mosteiros com sandes, cachorros, etc. Se preferir não arriscar leve o seu próprio almoço volante. Pode fazer as suas compras num supermercado DIA que fica ao cimo da rua em frente à estação de comboio.
Quanto a dormidas, há alguns hotéis nas duas localidades, assim como parques de campismo. Eu fiquei num, o Vrachos, em Kastraki. Tem óptimas condições, amplo balneário, piscina, churrasco e um óptimo restaurante. O pessoal é super simpático, e o restaurante serve óptimas refeições a bons preços. Paguei 7€ por noite (1 tenda mais uma pessoa).
Mapa de Meteora:
Fontes: wikipedia.org / planetware.com
A cidade muralhada de Carcassone é um dos mais impressionantes locais que se pode visitar em França. Segundo já li em algum lado, é mesmo o terceiro ponto onde acorrem mais turistas (a seguir a Paris e ao Monte de St Michele). E não é de admirar. A cidade é algo de espantoso, que rapidamente nos traz à memória os retratos das épocas medievais, as guerras, os castelos, os príncipes e as princesas, etc. Visitei a cidade num tórrido dia de Agosto de 2009 quando viajava à boleia pelo Sul de França. A cidade estava apinhada de turistas que se acotovelam pelas ruas estreitas.
O principal ponto de atracção é o castelo, sendo paga a entrada. O resto da cidade pode ser visitada de forma gratuita. Há também uma catedral gótica, e é possível passear pelas muralhas ou assistir a encenações de torneios medievais.
As melhores vistas da cidade são para mim do exterior, quer do lado da cidade nova com o rio e a ponte, quer ao longe. Por exemplo do lado do canal do Midi, a cidade ergue-se com as suas torres como num conto de fadas por cima de tudo o resto.
Carcassone na Wikipédia
A primitiva ocupação do sítio da cidadela de Carcassonne, no cruzamento do caminho entre Toulouse e Narbone e do que corre ao longo do Aude, remonta a povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas retratam com clareza essas sucessivas ondas civilizatórias.
Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista, e representa o ápice da engenharia militar do século XIII. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs, poternas e portas.
Foi restaurada por Violet-le-Duc que lhe deu o aspecto que tem actualmente
Ao final do século XIX, o conjunto estava praticamente abandonado, quando foi redescoberto por turistas ingleses.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadela foi usada como campo de prisioneiros.
Mapa de Carcassonne
Ver Sem título num mapa maior
Fotos de Carcassonne
Desde os tempos da escola, em que adorava a história e arqueologia, que sonhava visitar Mérida. Isto por causa do anfiteatro romano, muito famoso na Península Ibérica já que é um dos mais bem conservados da região, e por isso aparece em todos os livros de história, etc. Já tinha estado à porta uma vez, com os meus pais, mas acabei por não visitar. No fim do ano passado finalmente realizei esse velho sonho e finalmente lá entrei. Depois da desilusão que tive com alguns monumentos romanos que visitei em França este Verão, estava preparado para ficar desiludido, mas não foi isso que aconteceu. Pelo contrário. O monumento, ex-libris de todo o conjunto arqueológico protegido pela UNESCO, surpreendeu-me pela positiva. Fez-me recordar a fachada da biblioteca de Celsus em Efesu, Turquia. Estão de pé ainda muitas das estátuas, e a fachada interior do teatro está muito bem restaurada. Ao lado encontra-se uma anfiteatro tipo coliseu também muito bonita de visitar. Pela cidade e arredores há ainda mais ruínas, termas, etc
Como ia com pouco tempo, visitei apenas o recinto do Anfiteatro e Teatro e o museu arqueológico que alberga muitas estátuas e mosaicos romanos num edifício só de si monumental.
Conjunto Arqueológico de Mérida na Wikipédia
“Emerita Augusta, a actual Mérida, na Espanha, também referida como Augusta Emerita, foi uma colónia romana estabelecida por volta de 25 d.C., pelo legado imperial Publio Carisio por ordem de César Augusto, com a finalidade de estabelecer um posto intermédio para as legiões. Emeritas Augusta tornou-se entretanto a capital da Lusitânia.
Emeritas era um enclave estratégico na margem do rio Anas que servia de eixo de comunicação entre a província Bética com as terras do noroeste peninsular e as do eixo meridional (Olissipo).
O conjunto de ruínas denominou-se Conjunto Arqueológico de Mérida, um dos principais e mais extensos conjuntos arqueológicos de Espanha, declarado Património Mundial em 1993 pela UNESCO.”
Onde fica
Mérida fica na província da Extremadura em Espanha, a 60km de Badajoz, muito perto portanto de Portugal.
Ver Mérida num mapa maior
Veja também: Conjunto Arqueológico de Mérida na página da UNESCO
Fotos
Este é o local para quem procura uma noite de descanso. A residencial fica nas margens do rio Guadiana e os quartos (penso que todos) têm vista para o rio, com um pequena varanda ou mesmo um grande terraço como foi o caso daquele em que fiquei. Passei aqui a noite da passagem de ano, e constatei que havia mais gente a escolher a calma do Alentejo para fazer a festa. Uma nota bastante positiva para os funcionários que são super atenciosos.
< Vista do Terraço
Preços
Quarto Duplo c/ pequeno almoço: 45€
Localização
Rua Dr. Afonso Costa nº108 – 7750-352 Mértola
Ver residencial beira rio num mapa maior
Fotografias
Contactos
Site web: Residencial Mértola
Rua Dr. Afonso Costa nº108 – 7750-352 Mértola
Tel.: +351 286 611 190
Tel.: +351 286 611 191
Fax: +351 286 611 192
Telm: +351 91 340 20 33
E-mail: info@beirario.pt
Sevilha é uma cidade onde não é fácil encontrar alojamento barato. Há uma oferta muito grande de hosteis e hoteis de 2 estrelas na zona velha da cidade. Escolhi ficar neste pela sua localização e preço. Fica num edifício antigo no inicio de uma das principais ruas pedonais da cidade, a uns 200m da Catedral, Arquivo das Índias e Alcazar. Se for de carro é também fácil encontrar estacionamento próximo (pelo menos para mim foi).
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Preços
Quarto Duplo: 41,5€
Localização
Puerta Jerez, 3, Casco Antiguo, 41001 Sevilla
Ver hostal dalis num mapa maior
Fotografias
Fiquei alojado neste hotel na bela vila de Llerena na Extremadura espanhola. A cidade fica a meio caminho entre Mérida e Córdoba, e é uma boa opção para passar a noite quando se viaja entre as duas cidades pois é um local muito calmo e também bastante bonito.
O hotel está dividido em duas zonas. Uma parte no edifício antigo, onde se situa a recepção, restaurante e as suites, e uma zona nova onde ficam os quartos standard. Há quartos com cama de casal e duas camas. Todos os quartos dispõem das normais facilidades para um 4 estrelas: casa de banho equipada, mini-bar, cofre, televisão, acesso à Internet, etc.
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< Igreja da Senhora das Neves em Llerena
Preços
Quarto duplo com cama de casal com pequeno almoço: 63€
Fotos
Localização
Ver hospedaria llerena num mapa maior
Contactos
Site web:
Morada
Aurora 7 .
06900 – Llerena
Badajoz
Telefone :
924 870 597
Fax :
924 870 136
Email :
recepcion-llerena@hospederiasdeextremadura.es





































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