Desde que no final da segunda guerra mundial foram reveladas ao mundo as atrocidades aqui cometidas pelos nazis que Auschwitz entrou para o nosso dicionário como sinónimo de terror. A pequena localidade polaca de Oświęcim a cerca de 60km de Cracóvia foi o local escolhido para a edificação de um dos seis principais campos de morte para aplicação da “Solução Final” por Hitler.
Auschwitz dividia-se em 3 campos: Auschwitz I, Auschwitz II – Birkenau e Auschwitz III – Monowitz. Uma visita leva no mínimo um dia inteiro para os dois campos. Vá bem cedo.
Auschwitz I
Campo de concentração original e que servia de centro administrativo para todo o complexo. Hoje os vários pavilhões albergam museus temáticos, uns dedicados às vitimas do holocausto de vários países e etnias, outros expondo toneladas de objectos pertencentes às vítimas que por lá passaram.
É sobre a entrada deste campo que está o famoso letreiro “Arbeit macht frei” (“O trabalho liberta”) e onde pode entrar numa das câmaras de gás e ver os fornos de cremação.
O espaço encontra-se aberto das 8h00 até às 18h00 nos meses de verão, fechando mais cedo no inverno, mas das 10h00 às 15h00 só se pode entrar acompanhado de guia. Nas restantes horas a visita é gratuita.
Auschwitz II – Birkenau
A dimensão do campo de Birkenau impressiona qualquer um logo à chegada. Lá dentro, os carris de caminho de ferro corroídos pelos anos teriam muita história para contar. Por todo o campo há placas informativas em polaco, inglês e hebraico que possibilitam uma visita independente a qualquer um.
Os mais sensíveis devem ir preparados para o que vão encontrar. Muitas das cabanas de madeira ou tijolo que ainda existem trazem-nos de imediato à memória as imagens dos prisioneiros esqueléticos à espera da morte que todos já vimos nos livros de história ou no cinema.
Seguindo sempre em frente, ao fundo do campo encontra-se o memorial aos mortos e o que resta dos dois fornos crematórios e câmaras de gás que foram destruídas pelos nazis antes de abandonarem o campo. Há sempre gente a chorar, judeus, bandeiras de Israel, velas acesas.
Lembre-se antes de entrar que vai visitar um memorial a um dos mais sangrentos acontecimentos da história recente e não num qualquer museu. Muitas das pessoas que ali vão estar ao seu lado são familiares de pessoas que viveram e provavelmente morreram aqui.
Como chegar a Auschwitz
Normalmente visita-se Auschwitz a partir de Cracóvia já que esta é uma cidade imperdível na Polónia e há transportes frequentes e rápidos para Oświęcim. Eu fiz a viagem para lá de comboio mas regressei de autocarro.
Comboio
Os comboios para Oświęcim a partir da gare central de Cracóvia são frequentes. Pode comprar o seu bilhete nas máquinas automáticas que há na estação por cerca de 23zl. O maior problema do comboio é que a estação fica a cerca de 2km dos campos de concentração e terá de ir a pé, taxi ou autocarro. Eu optei por ir de comboio visto ser este o meio usado para transportar tantos judeus na sua última viagem.
Autocarro
Os autocarros para Oświęcim partem da gare de autocarros que fica nas traseiras da gare dos comboios e o bilhete para cada lado custa 11Zl. O local de paragem destes junto ao parque do campo de Auschitz I está assinalado com uma placa amarela que apresenta os horários.
Entre Auschwitz I e Birkenau
Há um autocarro gratuito que faz o trajecto entre os dois campos (cerca de 1km) a cada 20minutos. Este vai normalmente sempre bem cheio!
Onde dormir
Em Auschwitz pode encontrar óptimos hotéis, mas também pode ficar em Cracóvia, que é bastante perto. Compare preços e condições de todos os hotéis em ambas as cidades aqui:
Visitei esta pequena aldeia da Transilvânia em Setembro de 2011 quando ia a caminho de Biertan, uma das igrejas fortificadas desta região da Roménia. Foi uma surpresa para mim que ia à boleia encontrar ali aquela igreja.
Por toda a região da Transilvânia são inúmeros os exemplares deste tipo de arquitetura religiosa/militar que se destinava a proteger as populações dos ataques Otomanos.
Quando cheguei a porta estava fechada e um papel escrito à mão em várias línguas dizia para bater na porta ao lado a pedir a chave. Na verdade não foi preciso bater, porque logo a porta se abriu. A igreja estava em parte em obras e lá dentro vive uma família, tipo guarda, o que torna o local ainda mais interessante, já que as outras são apenas museus, e nesta ainda andam as galinhas e os porcos a correr à solta, tal como seria na época em que foram construidas.
Şaroş fica na estrada que liga Sighisoara a Medias e os transportes públicos penso que serão raros ou mesmo inexistentes. O melhor é ir à boleia ou alugar um carro.
Curiosidade: em romeno, Şaroş soa a algo como “charros”!
Comece já a prepara a sua viagem à Roménia. A cidade mais próxima desta aldeia é Sighisoara. Compare preços e condições de todos os hotéis aqui: Hoteis em Sighisoara;
Se você não acredita que pode sobreviver por tempo indeterminado com apenas 2 pares de calças, 3 t-shirts e 3 mudas de roupa interior, longe do amaciador para o cabelo, ou do seu computador portátil, então esta página não é para si. Obrigado na mesma, mas procure na net, que há por aí páginas muito boas para encher uma mochila de 90 litros e ser um verdadeiro backpacker.
Se pelo contrário não quer sofrer das costas aos 30 anos, pagar taxas absurdas para levar o seu mochilão no avião, derrubar os frascos de compota no supermercado ou acabar por ficar mais uns dias naquela cidade só porque a mochila é pesada demais para ir até ao comboio, então esta página é para si! Venha daí, vamos viajar!
(Na imagem, eu em 2008, antes da iluminação, ainda com uma mochila gigante)
Porquê viajar com uma mochila pequena
Tal como na vida, busque a simplicidade nas viagens. Elas ensinam-nos isso, especialmente quando vamos para países pobres e vimos que todas as posses dos nativos cabiam na nossa mochila. E não, eles ao fim de umas semanas não vão voltar ao calor dos “seus” lares como você.
Grande parte das razões para viajar com uma mochila pequena já as enunciei, mas há outras:
Para além das taxas no avião, mesmo que não pague mais por isso, ao mandar a sua mala para o porão está a arriscar-se a que ela se perca. Se for sempre consigo não a perde de certeza nem tem de estar à espera dela no aeroporto;
O mesmo acontece nos autocarros, comboios, etc. Em países mais complicados em termos de segurança é sempre melhor ter a mochila consigo, ou em cada paragem estará com o coração nas mãos;
Se for numa viagem tipo interrail, se parar por algumas horas numa cidade está à vontade para a visitar, sem ter de pagar para que lhe guardem a mochila na estação;
Em locais onde isso seja conveniente, passa facilmente despercebido por entre a população local. Andar com uma mochila pequena às costas é algo minimamente normal em qualquer lado.
Então o que é que eu levo na mochila?
Antes de mais comecemos pela própria mochila:
Comprei a minha mochila antes de ir para a França andar à boleia em 2009. Porquê esta? Porque estava em promoção! Custou 15€ na Sportzone, tem capacidade de 30l e permite muito facilmente arrumar tudo lá dentro porque não é de carregar por cima: o fecho abre em toda a volta, como uma mala de viagem e então cabe sempre mais alguma coisa! Sinceramente não é a mochila ideal para as costas, mas como nunca anda com muito peso isso também não é muito problemático. O que gosto mesmo nela é o sistema de abertura e a cor, que é bastante discreta.
A lista de material que apresento agora é o que levei a minha última viagem, em Setembro de 2011 durante 15 dias pela Roménia, Ucrânia e Polónia, mas é muito semelhante, se não mesmo igual, à das outras viagens.
Roupa
Para além das calças, camisa, t-shirt, cuecas e meias que levava vestidos, dentro da mochila ia:
2 T-shirts velhas
1 calças/calção (daquelas que dão para tirar as pernas)
1 calção de banho
1 casaco para frio
1 casaco para a chuva
2 conjuntos de meias e cuecas
1 par de havaianas
As t-shirts que levei são velhas e apenas uma regressou a casa. A razão é que gosto de comprar t-shirts como recordação dos países por onde passo e assim poupo na lavandaria. O mesmo se pode fazer com outras peças de roupas, como umas meias que se estão quase a romper mas ainda duram mais 2 dias, etc…
Uns calções/calças, daqueles que dão para tirar as pernas são muito práticos e evitam andar com algum peso extra na mochila, porque em vez de 2 peças, leva só uma que serve tanto para os dias quentes como para os frios.
Pelo menos um casaco para o frio é sempre essencial, ainda que vá para um país muito quente. Se não previr apanhar chuva, em vez de um casaco de chuva pode levar um daqueles impermeáveis de plástico que desenrascam numa emergência e não pesa nada.
(Na imagem, roupa a secar num hostel na Jordânia)
Uns chinelos dão sempre jeito para andar pelo hostel e também para tomar banho, especialmente em países onde o local de banho normalmente também está a precisar de um…
A maioria dos hosteis na Europa oferecem serviço de lavandaria ou máquina de lavar que se pode usar por poucos euros. Se isso não acontecer pode sempre ir lavando a roupa à mão e seca-la durante a noite se estiver num clima quente ou aproveitar um local onde fique 2 dias para o fazer .
Higiene pessoal/Saúde
Sabão azul
Batom do cieiro
Pasta de dentes
Desodorizante
Comprimidos vários
Álcool Gel
Mini-toalha de secagem rápida
Corta-unhas
Passando agora à parte da higiene pessoal, quero apresentar a quem não conhece, o sabão azul, um dos maiores amigos do viajante de mochila às costas. Este artefacto, que entretanto quase caiu em desuso era usado pelas nossas mães e avós não só para o banho, mas também para lavar a roupa à mão e hoje em dia continua a cumprir as suas funções na perfeição! Aconselho a que experimente várias marcas antes de sair. Há alguns que são mesmo muito maus, mas há outros que são perfeitos. Há quem aconselhe o seu uso para vários problemas de pele e de cabelo, e sinceramente eu não o troco por nenhum champô. Uma pequena barra dura para 1 mês, mesmo a lavar a roupa e não causa problemas no aeroporto como os frascos de líquidos
Um pequeno frasco de álcool gel, esse produto que se encontra à porta de qualquer estabelecimento, é muito útil para os momentos em que não tem onde ir lavar as mãos antes de comer, o que acontece inúmeras vezes e pode evitar problemas de maior.
Na imagem, a minha mochila na mota, em Erfoud, Marrocos
Caso os problemas apareçam, na minha opinião convém ter sempre à mão alguns medicamentos. Por favor, não vá com a farmácia às costas: leve apenas 4 comprimidos de cada. Em qualquer parte do mundo pode encontrar uma farmácia. E quais são os mais essenciais? Eu levo sempre Imodium para a diarreia (e quase sempre os uso), analgésicos (tipo aspirina), anti-inflamatório e anti-alérgicos (pomada e/ou comprimidos), estes acho mesmo essenciais porque nunca se sabe quando vamos descobrir que somos altamente alérgicos a um qualquer produto ou picada de animal. E isso mata.
Outro pequeno segredo são as toalhas de fibras sintéticas que se podem encontrar nas lojas de desporto. Na verdade não secam o corpo tão bem como uma toalha normal, mas têm 1/4 do tamanho e depois secam numa hora e não ficam a cheirar mal como as outras.
Não se esqueça do corta-unhas! É incrível como as unhas crescem rápido quando anda a viajar. A unhas grandes associa-se logo sujidade, bactérias, doenças…
Equipamento de “campismo”
Saco cama pequeno
Colchonete insuflável pequena
Numa lista de material de campismo devia constar logo à partida a tenda. Na verdade, na minha primeira viagem levei uma tenda, e até a usei, 2 noites, num total de 40! E podia muito bem ter ficado num hostel. A não ser que vá mesmo a pensar em acampar, não leve tenda. Normalmente por pouco mais pode ficar num hostel.
Já um saco cama pequeno é quase obrigatório. Primeiro em alguns países vai-se deparar com camas de higiene duvidosa, depois há sempre imprevistos, uma noite no aeroporto ou na estação de comboio, etc. Um saco cama pequeno pesa até 1kg e têm o volume de uma garrafa de 1,5l de água.
A melhor invenção dos últimos anos para o meu estilo de viagem foram sem dúvida as mini-colchonetes insufláveis. Pode encontrá-las na Decathlon e custam cerca de 40€. São caritas, mas valem cada cêntimo. Em qualquer local pode dormir com quase tanto conforto como na sua cama. Eu já dormi algumas dezenas de noites em cima dela e muitas delas ao relento, na viagem que fiz pela França em 2009 (na imagem).
Outros
Máquina fotográfica
Cartões de memória
Pilhas e carregador
Passaporte
Bloco de notas e canetas
Telemóvel e carregador
Marcador grosso
Saco pequeno
Guia de viagem
Antes de mais, não se esqueça de deixar espaço para uma garrafa de água, alguma comida, e para as recordações! Depois pode começar a colocar os “outros”.
Se têm uma daquelas máquinas grandes que fazem as crianças chorar a pensar que é uma arma, esqueça tudo o que leu até aqui. Só para a máquina vai precisar duma mala deste tamanho! É certo que eu gostava muito de ter uma máquina dessas, mas não me imagino a viajar com uma máquina que não me caiba dentro do bolso. São manias. Atenção que qualquer que seja a máquina, compre uma a pilhas. Pode carregar em todo o lado, ter várias suplentes e quando viciar manda fora (ou antes, recicla) porque não são assim tão caras.
Faça um favor aos seus colegas viajantes e leve um bloco de notas. Aponte tudo o que vir e ouvir, e quando regressar, faça como eu, escreva um blog e partilhe connosco!
Um saco pequeno, tipo mala de senhora ou algo assim é útil para ter perto de si as coisas que são precisas sempre à mão. Se é homem, vai ter muita dificuldade em encontrar o que quer lá dentro, e por vezes vai mesmo pensar que perdeu o passaporte ou a carteira, mas depois vai ver que afinal está lá tudo!
Um guia de viagem é um bom amigo para ter por perto quando precisamos de saber onde fica um hostel barato, ou o posto de turismo para ir pedir um mapa de jeito, mas não se deixe levar por eles. Nem sempre as informações que eles contêm são as mais correctas. Aconselhe-se junto das pessoas da terra, no hostel, no posto de turismo, etc.
Desvantagem de andar com uma mochila pequena
Bom, na verdade, nem tudo são rosas e certamente que se viajar com uma mochila pequena vai notar isto mais cedo ou mais tarde.
Como referi logo no inicio, um verdadeiro “backpacker” ou “mochileiro” se preferir, tem de andar com uma mochila bem grande, ou de preferência, uma bem grande atrás, e uma pequena à frente. Se for como eles, imediatamente numa estação de comboio você identificará os seus “colegas” e eles o reconhecerão a si.
Mas, se andar com uma mochila pequena, até aquele pequeno sorriso que normalmente é trocado quando nos cruzamos, desaparece. Eles acharão que você é um turista, ou um estudante local, ou um sem abrigo, ou tantas outras coisas. Só você saberá a verdade!
Página do meu amigo João Leitão sobre o que levar na mochila (e que por mero acaso tinha uma igual à minha)
Página do homem que mais me inspira para as minhas viagens e que me “iluminou” acerca deste assunto das mochilas pequenas: Jorge Sanchez (ver página “La Vuelta al Mundo“, parágrafo “Bolsa”)
Comece já a prepara a sua viagem à Polónia. Cracóvia tem uma enorme oferta de óptimos hotéis e também hosteis baratos. Compare preços e condições de todos os hotéis nesta cidade:Hotéis em Cracóvia
Uma dos locais mais interessantes que pode visitar em Lviv é a torre da câmara Municipal. A entrada faz-se pela porta principal da câmara e depois é só seguir as setas até ao guichet onde se compra o bilhete para iniciar a subida final. O bilhete custa 5UH e vá bem preparado para a longa subida!
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Fotografias várias de cidade de Chernivtsi no sul da Ucrânia. Esta foi a primeira cidade que visitei neste país vindo da Roménia. É uma cidade calma e bonita onde está a Universidade e Residência dos metropolitanos de Bucovina e Dalmácia, recentemente inscrita na lista de património da humanidade da UNESCO.
Comece já a prepara a sua viagem à Ucrânia. Chernivtsi tem óptimos hoteis a preços incríveis. Compare preços e condições de todos os hotéis aqui: Hoteis em Chernivtsi
O museu de arquitectura tradicional de Lviv fica num enorme parque verde próximo do centro da cidade. É uma zona muito agradável para passear e respirar ar puro, com a vantagem ainda de poder conhecer um pouco mais de como viviam as pessoas nas aldeias (e ainda vivem algumas).
O mais interessante para um português é que aqui as construções eram feitas recorrendo quase unicamente à madeira. Isto inclui paredes, pilares, portas e também o telhado. Ainda hoje, em zonas mais rurais da Ucrânia, Polónia, Roménia, etc se vêm casas habitadas e novas com telhas de madeira, embora estejam mais popularizadas as de zinco ou cobre. Obviamente a matéria prima não falta e certamente não haverá tanta disponibilidade de argila.
A visita a todo o parque demora umas 2 ou 3 horas, conforme o tempo que queira despender a entrar em cada casa. Sinceramente não sei se visitei todo o parque, pois este é muito grande e falha um bocado na sinalização e limpeza dos caminhos, mas penso que sim.
Para além das casas de habitação há igrejas, moinhos de vento e mesmo uma pequena quinta com animais.
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Onde fica
Lviv é uma óptima cidade para conhecer a pé. Quando visitei, em Setembro de 2011 decorriam muitas obras e algumas ruas estavam fechadas, assim como os transportes públicos estavam com as rotas alteradas. Por isso fui a pé até ao parque.
Os principais locais de atracção turística estão sinalizados com placas em cada cruzamento da cidade, embora por vezes as indicações sejam um pouco duvidosas.
Quando chega mais próximo do museu há umas interessantes placas em madeira, como as que pode ver na foto ao lado.
Na primeira viagem que fiz a estes dois países estava em Lviv e queria viajar para Cracóvia, na Polónia. Sabia à partida que iria encontrar uma fronteira famosa pelo tráfico de álcool e tabaco, produtos que são muito mais baratos na Ucrânia, qualquer que fosse o tipo de transporte que usa-se. A contrapartida é que isso faz com que a passagem da fronteira possa ser muito demorada já que os guardas têm a colossal tarefa de encontrar os produtos escondido nos mais incríveis lugares e os transportes estão em muito mau estado de conservação devido a isso.
Fazendo a viagem num único comboio tem ainda de se sujeitar à aventura da troca de rodas. Nada de problemático, mas que demora algumas horas, já que a bitola é diferente da Polónia para a Ucrânia.
Por tudo isto perguntei no hostel em que fiquei em Lviv (o Kosmonaut) qual seria a melhor forma e a recepcionista arranjou-me logo uma folha com todas as instruções para um roteiro de que já tinha ouvido falar e que é o mais rápido e barato:
Viajar de Lviv para Cracóvia
1- Lviv – Shehyni
Esta viagem inicia-se na estação de comboios de Lviv. Em frente a esta fica a gare dos autocarros (não coberta) de onde saem sobretudo mini-autocarros para as localidades nos arredores. Terá de encontrar o autocarro 252 Lviv – Shehyni (Львів-Шегині). Este tem partidas frequentes (aproximadamente de 20 em 20 minutos), mas não é necessariamente amarelo, como o da fotografia. A viagem demora cerca de 2 horas e custa 21UAH (aprox. 2€)
2- Passagem da fronteira
O autocarro para mesmo ao pé da fronteira. Aqui deve caminhar pela via do lado direito, que tem entrada pelo meio de uns bares, e não pela via onde passam os veículos. À saída da Ucrânia vão-lhe carimbar o passaporte, sem grandes perguntas nem revistas às malas como na entrada. Depois caminha uns metros em terra de ninguém e por fim chega ao edifício novo da Polónia onde aí sim tem de abrir a mala. Sendo cidadão da União Europeia, apenas perguntaram se trazia álcool ou tabaco, e nem mexeram em nada. O guarda foi muito simpático para mim por eu ser português. Todo este processo demora no máximo 15 minutos.
3- Autocarro para Przemysl
Depois de cruzar a fronteira chega à vila de Medyka. Não se assuste, que aquelas pessoas todas não estão ali para apanhar o autocarro para Przemysl. São na sua maioria mulheres que traficam álcool e tabaco da Ucrânia. Os seus passaportes estão repletos de carimbos de entrada e saída, e as suas mala carregadas de garrafas de vodka e maços de tabaco (tantos quanto a legislação permite). Há algumas lojas de fast food e também onde cambiar dinheiro (a uma taxa razoável, pareceu-me). O pequeno autocarro faz a viagem entre as 6 da manha e as 6 da tarde por 2Zl (cerca de 0,5€) e demora 20 minutos.
4- Comboio para Cracóvia
Uma vez em Przemysl o autocarro pára mesmo ao pé da estação de comboio. Há 6 comboios por dia, o que pode implicar que fique algum tempo à espera do próximo. O bilhete custou-me 39Zl e a viagem dura pouco mais de 3h.
Assim, gastei ao todo cerca de 12€ e passei tudo sem stresses e sem estar condicionado aos horários de comboios ou autocarros já que a qualquer hora posso sair de Lviv. Saí de Lviv pelo meio dia e cheguei a Cracóvia ás 18:30, porque tive de esperar umas 2h pelo comboio e estive também algum tempo na fronteira a almoçar e a observar os movimentos das traficantes.
Para o percurso inverso, é seguir estas indicações, mas ao contrário.
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Chernivtsi foi a primeira cidade que visitei na Ucrânia. Era um país que já há mito tempo queria visitar, e proporcionou-se entrar por aqui vindo da Roménia em 2010. Depois do choque inicial, a dificuldade de comunicação numa cidade onde era difícil encontrar alguém que falasse inglês e os hostels estavam escondidos, a Ucrânia começou a revelar-se um país com muito para oferecer.
A universidade até me poderia ter passado despercebida não fosse a sua inclusão na lista de património da humanidade poucas semanas antes.
Como chegar
brevemente
Onde dormir
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Comece já a prepara a sua viagem à Roménia. Compare preços e condições de todos os hotéis em Sinaia e também em Brasov, que fica bastante perto: Hoteis em Brasov ,Hoteis em Sinaia
Já tinha lido algo sobre este local num guia de viagem e até já me tinha interrogado sobre a estranha concentração de linhas de caminho de ferro ali próximo de Cracóvia, antes de visitar esta cidade pela primeira vez em 2010.
Por sorte logo no primeiro dia encontrei um tour guiado gratuito pela cidade de Cracóvia e decidi acompanhar pois é sempre bom ir com alguém que sabe um pouco da história dos locais e que nos leva direto aos pontos de interesse. No final propuseram um tour extra (este pago) à cidade de Nowa Huta (hoje um bairro de Cracóvia). Inesperadamente este acabou por ser um dos mais marcantes lugares que visitei nesta viagem.
Arka Pana – primeira igreja de Nowa Huta
Construída pedra sobre pedra pelos trabalhadores que residiam em Nowa Huta, foi começada em 1967 e terminada 10 anos depois, em 1977. Quem lançou a primeira pedra foi nem mais nem menos que Karol Wojtyla, que pouco depois se tornaria Papa João Paulo II.
Esta é certamente a mais importante igreja de história recente da Polónia e um símbolo da luta do povo contra o ateísmo comunista. Toda a obra está repleta de detalhes extremamente simbólicos, como os pequenos seixos que forram as paredes exteriores, em símbolo da contribuição de todos para a sua construção, a impressionante imagem de Cristo no seu interior, ou a via sacra pintada nas paredes onde é o povo Polaco que crucifica Jesus com os seus pecados enquanto os judeus o defendem.
Por fora, a enorme cruz teve de ser estudada para que do lado de Nowa Huta se parecesse com uma chaminé duma fábrica, pois para dentro da cidade não podia entrar religião. Lá dentro no sacrário, crentes e não crentes podem ter a certeza que se encontra algo do outro mundo: um pedaço de rocha lunar oferecida ao papa pelos astronautas da missão Apolo XI que depois a doou para aqui. No piso inferior, há uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima.
A visita custa 50Zl para 3 pessoas ou mais e dura cerca de 4 horas. Inclui bilhetes de tram, um copo de vodka e cartazes de propaganda comunista para recordação no final.
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Construídas no norte da província romena da Moldavia (não confundir com República da Moldávia, ou Moldova) numa época em que a região era assolada por invasões do império Otomano, estas igrejas eram parte central de fortalezas onde as tropas se reuniam.
Sendo a população, assim como os soldados, geralmente analfabetos e com alguma dificuldade em entender a liturgia, surgiu a ideia de decorar as igrejas, por dentro e por fora com frescos relatando passagens da bíblia, histórias de santos e de mártires.
As centenas de anos ao longo dos quais estes frescos estiveram expostos aos elementos da natureza danificaram sobretudo as fachadas viradas a norte. Já as outras, protegidas como que por milagre, mantêm todo o seu esplendor. É difícil encontrar explicação para um tão bom estado de conservação destes frescos pintados com recurso a corantes naturais.
Todos estes mosteiros têm o altar orientado a oriente e estão divididos no seu interior em 3 a 5 salas, todas elas igualmente decoradas com belíssimos frescos que complementam os de fora. Em seu redor há sempre uma mais ou menos imponente muralha e torres.
Os frescos
De uma forma geral os frescos do exterior são semelhantes. Há excepção de Dragomina, que não é pintado, todos ele apresentam três representações:
O Juízo Final – (na imagem ao lado) Pintado na fachada poente, é duma forma geral a mais bem conservada e interessante pintura. No topo aparecem os anjos a enrolar um pergaminho com os símbolos do Zodíaco, que representa o fim dos tempos, abaixo destes Deus sentado no seu trono, a ressurreição dos mortos, o seu julgamento (os infiéis são claramente representados com trajes árabes), e por fim, na base, à direita de Deus os justos no paraíso e à esquerda os pecadores a arderem no fogo do inferno. O melhor mosteiro para observar este painel é o de Voronet.
A árvore de Jessé – Ocupa cerca de metade da fachada Sul e representa a árvore genealógica de Jesus a partir de Jessé, pai do rei David e que faz assim a ligação entre o velho e o novo testamento.
O cerco de Constantinopla – em 1453 Constantinopla caíra nas mãos dos Otonamos, infiéis, razão pela qual os guerreiros por aqui passavam e encontra-se representada também na fachada Sul, normalmente junto à porta de entrada.
Mosteiro de Humorului
Mosteiro de Voronet
Mosteiro de Moldovita
Mosteiro de Sucevita
Visitar os Mosteiros
Eu visitei os mosteiros em Setembro de 2011, tendo em 2 dias conseguido visitar 4 das 8 igrejas mais o mosteiro de Dragomina. Na verdade podia ter visitado facilmente mais 2, mas aconteceu que não sabia onde ficavam e estive mesmo ao lado delas. Só agora com alguma pesquisa consegui ver que uma fica mesmo na cidade de Suceava, a igreja de S. João Novo, e o local onde ficam as outras.
Neste mapa a vermelho estão as que eu visitei e a amarelo as outras.
Como de costume, o transporte para os melhores locais é muito limitado e as três opções são os tours organizados, o carro próprio ou a boleia. Eu obviamente optei pelo último.
Roteiro para visitar os mosteiros à boleia
Viajar à boleia na Roménia é super fácil. Eu comecei a minha viagem na Bucovina na cidade de Gura Humorului, onde cheguei às 7h00 da manhã num comboio nocturno vindo de Cluj Napoca. Na verdade tinha comprado bilhete até Suceava, mas decidi sair aqui porque esta cidade fica logo muito próximo de 2 dos mosteiros.
Visitei primeiro o mosteiro de Humor, ao qual cheguei a pé: são uns 4km de caminhada. É também possível ir nuns mini autocarros (na imagem), e de regresso a Gura Humorului foi como vim. Como cheguei ao mosteiro muito cedo, a bilheteira ainda não estava aberta, mas a porta sim, pelo que visitei gratuitamente.
Novamente em Gura, caminhei até ao cruzamento para Voronet (1km) e aí apanhei boleia num velho Dácia 1300 por 5km até ao mosteiro, tendo regressado a esse cruzamento à boleia com um casal de Polacos que andavam de carro a visitar os mosteiros.
O mosteiro que visitei de seguida foi o de Moldovita. Para lá chegar apanhei primeiro uma boleia até Vama, onde assim que saí estava para partir um mini autocarro para Moldovita que me deixou junto ao mosteiro. Todas estas boleias e transportes foram muito rápidos. Na verdade penso que se fosse com carro próprio, com os enganos e andar a procurar as estradas não conseguia fazer este percurso tão rápido.
Apenas de Moldovita para Sucevita demorou um pouco mais a apanhar boleia. A estrada que une as duas localidades é uma estrada de montanha muito pouco frequentada e por isso estive quase1 hora à espera, juntamente com uma criança com 2 sacos de compras enormes que certamente vivia em alguma aldeia das montanhas. Consegui boleia com um camionista. O cruzamento (como se pode ver na imagem ao lado) estava sempre com 2 ou três pessoas a apanhar boleia noutras direcções.
De Sucevita segui para Radauti onde pernoitei. A ligar estas duas localidades há um mini autocarro de meia em meia hora.
No dia seguinte apanhei o mini autocarro para Suceava e saí à entrada da cidade onde apanhei boleia para Dragomina, o último mosteiro que visitei. Daqui podia ter seguido o trilho de 3 ou 4 km para Patrauti, mas como estava a chover apanhei logo boleia para Suceava, onde terminei a saga.
Onde comer e dormir
Todos estes mosteiros à excepção do de Suceava encontram-sem em aldeias. Ainda assim, sendo este um dos principais locais de atracção turística e religiosa da Roménia, existe em seu redor uma boa infraestrutura de apoio ao turismo. Em todas estas aldeia há sempre no mínimo um café à semelhança de Portugal, e em algumas delas há mesmo restaurantes.
Quanto às dormidas, pode optar por dormir numa das cidades da zona ou ficar em pensões nas próprias aldeias. Eu fiquei a primeira noite em Radautsi e a segunda em Suceava.
Tenho pena de não ter ficado nenhuma noite numa pensão. Por exemplo, na estrada de Gura Humorului para o mosteiro de Humor há bastantes pensões familiares que oferecem quartos a partir de 40 ou 50LEI (aproximadamente 10€)!
Estas aldeias com as suas igrejas fortificadas são a melhor imagem da paisagem cultural do Transilvânia. Sete delas foram inscritas na lista de património da humanidade em 1993 devido ao seu significado para a história da humanidade. Fundadas pelos saxões da Transilvânia entre os séculos XIII e XVI refletem o sistema organizacional da divisão da terra, dos aglomerados populacionais e das famílias que habitavam a região na idade média.
A sua arquitetura é dominada pelas igrejas fortificadas, em que as suas torres serviam de torres de vigia, sendo estas rodeadas como que por um forte no qual se abrigava a população em caso de ataque do exército Otomano.
Visitar as igrejas da Transilvânia
Ao todo fazem parte da lista 7 igrejas: Biertan, Prejmer, Saschiz, Câlnic, Dârjiu e Valea Viilor. Ao percorrer a região facilmente se aperceberá que em cada aldeia há uma igreja com uma enorme torre, ou uma muralha. Existirão algumas dezenas, umas melhor preservadas que outras e que poderá visitar ao longo do seu trajeto. Um exemplo disso é a igreja de Şaroş próximo de Biertan, que aquando da minha visita se encontrava em obras de restauro.
De forma resumida há três formas de visitar as igrejas: através de tours que alguns hosteis organizam, com viatura própria ou alugada, ou à boleia.
Brevemente escreverei uma página sobre andar à boleia na Roménia, mas desde já informo que é o melhor país da Europa para o fazer, mesmo que não tenha experiência nenhuma. Tentar usar transportes públicos pode implicar vários dias para ver 3 ou 4 igrejas.
Na imagem, uma foto de Saschiz tirada enquanto esperava por boleia para Sighisoara >
Mapa das Aldeias e Igrejas fortificadas da Transilvânia
Biertan é uma pequena aldeia muito próxima de Sighisoara e uma das mais bonitas e completa destas igrejas, localizada numa zona rural com muitas colinas, colmeias, muito verde!
A não perder em Biertan:
Uma pequena casa na traseira da igreja foi durante muitos anos usada como remédio para os divórcios: os casais que se queriam divorciar eram ali fechados por duas semanas. So havia uma cama… O método era tão eficaz que em 400 anos apenas um casal avançou com a ideia do divórcio!
A porta da Sacristia da igreja possui uma formidável fechadura de alta segurança premiada na exposição universal de Paris de 1900! Uma maravilha da engenharia.
A paisagem em redor das muralhas. (na imagem)
Dentro do conjunto funciona uma livraria dedicada ao turismo com muitos mapas, livros de história e álbuns, guias turísticos (incluindo Lonely Planet entre outros), a preços semelhantes aos praticados noutros locais.
Igreja fortificada de Prejmer
Prejmer é a mais fortificada de todas estas igrejas e também a mais próxima de Brasov. A pequena igreja no seu centro perde toda a importância quando comparada com a grandiosidade da construção que a rodeia, com mais de 270 salas, onde a população se abrigava em caso de ataque dos Otomanos.
A escadas e varandas de madeira que dão acesso aos vários pisos são um autentico labirinto. Algumas dessas salas estão abertas e expõem artefactos e mobílias antigas.
O ponto alto, literalmente, é o sótão que era usado como uma muralha coberta com guaritas para a defesa em caso de cerco.
Igreja fortificada de Saschiz
Esta foi a menos interessante das 3 igrejas fortificadas que visitei. A igreja em si foi recentemente restaurada e parece nova. Ao lado existe ainda a enorme torre, que para além do sino e de um relógio e arquitetura que por momentos fazem pensar que já se está em Sighisora, tem enormes fendas nas suas paredes que fazem temer que se desmorone em breve.
Junto a esta existe um posto de informação turística muito bom, com bastantes desdobráveis gratuitos e também alguns livros para quem tiver interesse em saber mais sobre estes locais.
Estive pouco tempo em Saschiz porque parei lá quando viajava de Brasov para Sighisoara já ao final do dia e precisava ainda de apanhar outra boleia.
No entanto esta aldeia merecia um pouco mais de tempo. Há mais algumas igrejas e até mesmo um castelo na colina ao lado, que embora pareça estar em ruínas, deve ter uma vista bastante interessante.
Comer e dormir
À semelhança de Portugal, em cada uma destas aldeias há pelo menos um café e/ou um mini-mercado. Biertan tem mesmo um restaurante.
Quanto ao alojamento, o ideal será ficar em Sighisoara ou em Brasov já que as igrejas se encontram nas proximidades. Compare preços e condições de todos os hotéis em ambas as cidades aqui: Hoteis em Sighisoara; Hoteis em Brasov
Pelo menos Biertan tem algumas pensões, assim como outras aldeias na região. Esta é uma boa opção se estiver a viajar com viatura própria ou alugada.
Fundada no século XIII por artesãos e comerciantes alemães, Sighisoara foi uma pequena cidade medieval que desempenhou um importante papel estratégico e comercial na Europa Central. O centro histórico mantém ainda hoje os traços dum centro urbano medieval com as suas ruas estreitas onde no piso inferior das casa funcionava uma loja ou uma oficina e nos pisos superiores a habitação.
Naturalmente que estas oficinas foram substituídas por restaurantes e lojas de recordações e os pisos superiores por hotéis, mas as fachadas, as ruas sombrias à noite e coloridas durante o dia mantêm-se lá, assim como as impressionantes igrejas e a enorme torre do relógio que proteje a principal rua de acesso à zona alta da cidade.
Sighisoara é a cidade com a melhor iluminação nocturna que vi até hoje por isso, na sua viagem à Roménia inclua pelo menos uma noite aqui.
Locais a visitar
O centro histórico de Sighisoara é muito pequeno e não precisará mais do que meio dia e claro, uma noite, pela razão que já expliquei. Enquanto andar a deambular pelas estreitas ruas e pequenas praças, há alguns locais que não pode perder:
Torre do relógio
A enorme torre do relógio será o seu ponto de referência. É visível de quase todo o lado, assim como do seu topo se consegue ver toda a cidade. A todas as horas o seu relógio composto de alguns bonecos animados toca as horas e de um dos lados uma figura apelativa, baseada na mitologia, indica qual o dia da semana em que estamos.
É possível subir ao topo da torre visitando o museu que se encontra no seu interior. À boa maneira da Roménia, há uma taxa extra para tirar fotos, que a meu ver não vale a pena pagar. Na varanda no topo não há ninguém a controlar quem tira fotos.
Casa onde nasceu Vlad Tepes
Situada na praça em frente à torre do relógio, foi nesta casa amarela que nasceu em viveu o mais famoso dos habitantes de Sighisoara: Vlad Tepes, imortalizado na obra de Bram Stoker, “Drácula“.
O verdadeiro personagem histórico, o príncipe Vlad, terá nascido aqui em Dezembro de 1431, filho de Vlad II Dracul e vivido até aos 4 anos de idade, ficando conhecido como excelente estratega militar na defesa do seu território contra os otomanos e a técnica do empalamento que usava para aterrorizar os seus inimigos.
No piso inferior da casa funciona hoje um restaurante.
Escadaria coberta
Com 175 degraus, esta escadaria conduz à igreja Luterana da colina, na zona mais alta da cidade e é coberta com uma estrutura de madeira.
Este tipo de construção é comum na Transilvânia e pode-se encontrar por exemplo em Biertan, uma igreja fortificada a poucos quilómetros daqui.
Torres e Museus
Em redor da cidade velha há algumas torres, cada uma com uma arquitectura diferente, mas com um elemento em comum: os enormes telhados inclinados.
Sighisoara tem ainda alguns museus, dos quais se destaca o museu de história, na torre do relógio, onde ao longo dos vários pisos pode conhecer um pouco da história da cidade, ver de perto as figuras do relógio e contemplar as melhores vistas sobre a cidade da varanda do topo.
Com entrada por baixo da torre do relógio pode ainda visitar a minúscula sala da tortura e na praça em frente a esta o museu de armas.
Fotografias de Sighisoara
Onde comer e dormir
Sighisoara tem uma boa oferta de restaurante e hoteis.
Os melhores locais para comer encontram-se em redor da praça Hermann Oberth, na zona baixa da cidade fora das muralhas. Aí há alguns restaurantes e explanadas onde se pode comer a bom preço, desde pratos típicos a pizzas, etc.
Eu jantei no “Rustic”, um restaurante rústico, como o nome indica. Tem uma boa atmosfera e serve deliciosos pratos típicos assim como excelente vinho da Transilvânia.
Para dormir, há imensos hoteis, para todas as carteiras, dentro e fora da zona histórica. Pode ver aqui preços e informações de quase todos os Hoteis em Sighisoara.
O melhor é que por poucos euros pode dormir num hostel mesmo no centro da zona histórica. Eu primeiro tentei ficar na Pensão Cristina & Pavel, que fica mesmo no inicio da escadaria coberta, mas estava cheio. A senhora foi muito simpática e indicou-me outro hostel, o Burg hostel, onde acabei por ficar. Os preços por noite rondam os 10€.
Transportes
A melhor forma de chegar a Sighisoara de transportes públicos é recorrendo ao comboio. Há várias partidas e chegadas diárias para outras cidades da Transilvânia com Sibiu, Brasov, ou mesmo para Cluj Napoca e daqui ligações para Suceava na Bucovina. É ainda possível apanhar comboios internacionais para Budapeste ou Viena por exemplo.
Não há visita completa a Cracóvia sem um saltinho às minas de sal de Wieliczka nos arredores da cidade. Hoje um dos locais mais visitados na Polónia, esta local foi inscrito no ano de 1978 na lista de património da humanidade da UNESCO ou seja, logo na segunda sessão do comité! Pode-se por aí começar a imaginar o que está lá debaixo.
Muito mais que um local de extração de sal, o que tornou Wieliczka internacionalmente conhecida foi a arte e o engenho dos mineiros que durante séculos (a sua exploração começou no séc. XIII) souberam usar para suportar as enormes galerias escavadas e também para tornar o espaço onde passavam grande parte da sua vida mais agradável.
Fotografias da mina
Visitar a mina
Preço do bilhete – 69Zl
Autorização para fotografar – 10Zl
A visita à mina é feita obrigatoriamente com um guia oficial, tudo incluído no preço do bilhete. Há grupos em várias línguas (não há em português) com espanhol (penso que 2 por dia) e em inglês a cada meia hora. Se quer tirar fotografias no interior, é obrigatório mesmo pagar a taxa e colar o autocolante que lhe dão no peito.
A visita inicia-se com a descida de uma escadaria em madeira com cerca de 60m de profundidade! Depois irá percorrer durante cerca de 1h cerca de 3,5km de galerias (menos de 1% de toda a mina!!!), mais escadas, salas, ver as ferramentas com que os mineiros trabalhavam, as esculturas que fizeram, as capelas, os elevadores, os lagos, etc.
No final da visita, ainda antes de subir, tem um restaurante e pode ainda optar por continuar a sua visita a outras partes da mina, pagando um bilhete extra. Se estiver ansioso por ver a luz do dia um elevador com 6 pisos que transporta 36 pessoas de cada vez, como sardinha enlatada, trá-lo-á de volta à superfície em poucos segundos.
Pessoas com mobilidade reduzida podem também visitar algumas partes da mina.
Como chegar
Wieliczka fica nos arredores de Cracóvia e há uma linha de autocarros urbanos que faz o trajeto entre o centro da cidade e as minas.
O autocarro é o número 304 e parte numa rua mesmo em frente à estação de comboios central de Cracóvia aproximadamente a cada meia hora. Sendo esta mina de sal um dos locais mais visitados da Polónia, o autocarro está habitualmente sobre-lotado. Prepare-se para ir como sardinha enlatada.
O bilhete é comprado no interior do autocarro numa máquina de venda automática e custa 3,2Zl por trajeto.
Uma vez em Wieliczka o autocarro para mesmo ao pé das minas. Só tem subir pela estrada uns 30m.
Comece já a prepara a sua viagem à Polónia. Wieliczka tem ótimos hotéis, mas também pode ficar em Cracóvia, que é bastente perto. Compare preços e condições de todos os hotéis em ambas as cidades aqui: Hoteis em Wieliczka; Hoteis em Cracóvia
Fundada pelos romanos no século I a.C. com o nome de Civitas Igaedinorum, mais tarde viria a ser chamada de Egitania pelos visigodos e depois de Idania pelos árabes, Idanha-a-Velha possui um rico património fruto da presença dos inúmeros povos que aí se estabeleceram ao longo dos séculos.
A entrada na aldeia faz-se junto à porta norte da muralha romana que ainda hoje rodeia uma grande parte da povoação.
Dos principais monumentos destacam-se a Igreja de Santa Maria, do principio do cristianismo e que sofreu algumas alterações no período manuelino, a Torre dos Templários construída no século XIII no espaço do antigo fórum romano e o largo do Pelourinho e a igreja matriz. É imprescindível também uma passagem pelo posto de turismo onde pode visitar um muito bem recuperado lagar de azeite.
Posto de Turismo
O posto de informação turística funciona todos os dias por trás da igreja de Santa Maria, no edifício recuperado do antigo lagar de varas. O horário de funcionamento é:
Inverno: 9:30 às 13:00 e das 14:00 ás 17:30
Verão: 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00
Telefone: 277 914 280
Fotografias de Idanha-a-Velha
Onde Dormir
Está a pensar viajar até Idanha-a-Velha e procura um hotel? Não há alojamentos na aldeia de Idanha-a-Velha, por isso a solução será ficar por exemplo em Idanha-a-Nova. Aqui pode encontrar fácilmente a melhor solução para si. Procure o seu hotel, veja os preços, fotografias e comentários de outros viajantes e faça a sua reserva aqui: Hoteis em Idanha-a-Nova
Criado no século XVIII pelo bispo João de Mendonça é um dos mais belos jardins barrocos em Portugal e um local incontornável numa visita a Castelo Branco. Este jardim está organizado segundo um complexo padrão que organiza estátuas de santos, virtudes, signos, continentes, reis, etc, ao longo de um labirinto verde e com bastantes lagos que garantem a frescura do espaço.
A rica escadaria lateral apresenta as estátuas de apóstolos e dos reis portugueses. Um pormenor interessante, é que os odiados reis da dinastia dos Filipes que durante 60 anos governaram Portugal não foram esquecidos mas são apresentados em tamanho muito mais reduzidos que os demais.
Horários e Preços
O jardim está aberto todos os dias das 9:00 ás 19:00 no Verão e até ás 17:00 no Inverno. O preço da entrada é de 2€ havendo desconto de 50% para maiores de 65 anos, e grátis para crianças até aos 10 anos.
Fotografias do Jardim
Onde dormir
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Diariamente há leitores deste site interessados em fazer o caminho de Santiago que deixam comentários espalhados um pouco por todo o site em busca de companhia para fazer o caminho. Por isso decidi criar esta página para onde moverei todos esses comentários e onde devem a partir de agora deixar os vossos.
Caminho de Santiago. Sozinho ou com companhia?
Esta é uma questão que muitos candidatos a peregrinos se interrogaram. Posso ir sozinho? É seguro? Não me vou sentir só?
Na minha opinião o ideal é partir sozinho para o caminho. Tal como nas viagens, a companhia vai aparecendo o longo dos dias. Pelo menos todos os dias à noite vai conhecer alguns peregrinos nos albergues onde vai pernoitar e no dia seguinte podem partir juntos. Se a sua ideia é fazer também um caminho de descoberta pessoal, sem dúvida que deve ir sozinho. O percurso oferece momentos únicos para o conhecimento interior e a reflexão, coisas que sem dúvida se vão perder um pouco se for com alguém conhecido.
Há algumas zonas em que fará alguns quilómetros longe da civilização, mas hoje em dia com os telemóveis terá sempre forma de pedir ajuda em caso de dificuldade.
Como fazer para encontrar companhia
Deixe um comentário ao fundo desta página. Se encontrar alguém nessa lista que vá fazer o caminho na mesma altura que você, contacte-a pela forma que ela indicou. Por forma a facilitar a leitura pelos outros peregrinos, escreva o seu comentário da seguinte forma:
Nome:
Local e data de partida:
Contacto:
Outras indicações:
Sugiro que escolha a opção de ser notificado quando houverem respostas para assim saber se há mais alguém interessado.
Uma rota de peregrinação milenar, uma experiência de vida única aqui tão perto de nós. Saiba aqui tudo o que precisa para fazer o caminho português de Santiago partindo do Porto. Guia Caminho de Santiago
Desde o inicio da história de Marraquexe esta praça é o centro da vida e da cultura e um local por onde irá passar inúmeras vezes na sua visita. Assim, a agitação, os sons, cheiros e sabores que vai ali presenciar não são algo de novo, nem as musicas e representações feitas para uma ocasião especial: é assim há cerca de 1000 anos, todos os dias, todas as noites. A meu ver é isto que torna Marraquexe única.
É certo que nos dias de hoje a praça já não é densamente povoada por vendedores de peles ou camelos ou frutas, etc, mas principalmente por artistas. Os mais tradicionais destes são os contadores de histórias, que, em língua árabe, contam histórias tradicionais a quem os quiser ouvir. Este é no entanto um espectáculo em extinção.
Durante o dia há encantadores de serpentes e macacos domesticados com os quais pode tirar fotografias. Claro que tudo isto tem um preço. Qualquer fotografia que tire a uma destas pessoas com vestes tradicionais, ou com os animais vai ter de pagar. Eles vão pedir quantias do género 5 ou 10€, mas o normal é dar 10dh.
Acima de tudo é necessário manter a calma. Se é o seu primeiro contacto com Marrocos ou com a cultura árabe, vai custar um bocadinho, pois todos vão parecer muito chatos, sempre atrás de si para tentar vender alguma coisa. Tenha calma, se não está interessado diga educadamente que não ou então entre no jogo do regateio.
Algumas das atracções da praça
Vendedores de caracóis
Se é apreciador destes animais, durante dia e noite há uma série de bancas de vendedores de caracóis. Eu não gosto, por isso nunca fui cliente de nenhum. Poderá é sentir a falta de uma cervejinha a acompanhar, algo difícil de encontrar aqui na praça.
Vendedores de sumo de laranja
Não há nada melhor que um sumo de laranja fresquinho e espremido na hora para combater o calor de Marraquexe. Os vendedores estão por todo o lado. Cada copo custa 4Dh. Há também um sumo de laranja vermelha que é mais caro (10Dh) mas nem por isso melhor.
Frutos secos
Outras bancas bastante abundantes na praça são as dos frutos secos, desde tâmaras, alperces, amendoins, pistachos, etc. Para dizer a verdade, nunca achei que as tâmaras aqui fossem grande coisa. As frutas acabam por apanhar algum pó o que não favorece muito.
Encantadores de serpentes e outros animais
Uma das imagens de marca da praça Djema el Fna são os encantadores de serpentes, os macacos, os esquilos, camaleões, etc. Apenas os pode encontrar durante o dia e por 10Dh tirar uma foto com um macaco ao colo ou uma cobra ao pescoço.
Pelo que sei as cobras estão sob o efeito de drogas e com os dentes cortados, mas como com todos os animais, há que ter cuidado para evitar mordeduras.
Jantar na Praça
É impossível ir a Marraquexe e não jantar uma noite na praça Djema El Fna. Pelas 4 da tarde começam a chegar as bancas dos restaurantes e a praça transforma-se por completo. O ambiente é em tudo semelhante ás tradicionais tasquinhas que abundam nas festa de verão portuguesas.
A concorrência é imensa mas os preços são muito semelhantes em todas elas. Aproveite para provar todo o tipo de comida tradicional marroquina num ambiente acolhedor. A comida encontra-se já preparada e exposta. É só escolher e esperar que por exemplo a espetada vá a grelhar. Se uma banca não tiver tudo o que quer, pode saltar por várias e comer um prato em cada uma
Hoteis em Marraquexe
Vai viajar para Marraquexe? Encontre o hotel ideal para si. Compra preços, veja fotografias e comentários de utilizadores nesta página: Hoteis em Marraquexe
A palavra Marraquexe traz-nos de imediato à mente exotismo, calor, agitação, enfim: Marrocos. Visitei pela primeira vez esta cidade em 2006 quando viajava de carro por Marrocos, mas fiz apenas uma pequena paragem. Em 2010 voltei lá, tendo dessa vez tempo para visitar um pouco mais. Ainda assim, soube-me a pouco. Por isso, voltei em 2011, tendo regressado na esperança de não ser a última vez.
Esta é uma cidade que recomendo a qualquer português que procure um pouco de exotismo e queira fazer o seu primeiro contacto com a cultura árabe. A grande vantagem de Marraquexe em relação a outras cidades é a distância que a separa de Portugal ser muito pequena e termos agora voos low cost.
Documentos necessários para ir a Marrocos
Apenas precisa de um passaporte válido. O visto de entrada é obtido na fronteira, quer seja terrestre, marítima ou aérea, é grátis e permite-lhe ficar no país por 3 meses.
Também não são necessárias nenhumas vacinas especiais.
Como chegar a Marraquexe
De avião
Desde há poucos meses, a Ryanair realiza voos entre a cidade do Porto e Marraquexe 3 vezes por semana. Ora, Ryanair é sinónimo de preços muito baixos, por vezes, verdadeiras pechinchas. Não é difícil encontrar voos por menos de 50€ ida e volta, mesmo em época alta ou por 15€ em algumas promoções, para esta viagem que dura 1h45.
Assim, o mais difícil será ir até ao aeroporto do Porto, especialmente se não viver nesta cidade ou arredores, já que as portagens e a gasolina está cara e os comboios sempre em greve.
Existe apenas um aeroporto em Marraquexe, o aeroporto Menara que fica a 6km do centro da cidade. É por isso muito fácil e barato também ir depois até ao coração da medina. Para o ajudar escrevi esta página que explica tudo pormenorizado para você ir de e para o aeroporto: Transporte do aeroporto de Marraquexe para Djema El Fna.
De carro
Viajar de carro para Marrocos é uma boa opção se quiser ir explorar o país fora das grandes cidades. Se vai apenas para as cidades, como Fez, Casablanca, Ouarzazate, El Jadida, Tange, etc, o ideal será ir de avião e depois usar os transportes públicos como o autocarro e o comboio.
Os transportes públicos em Marrocos são bastante bons e a preços acessíveis e assim, não tem as preocupações com estacionamentos, seguros, etc e fica mais barato. Para além disso a condução dos marroquinos é um quanto anárquica e exige alguma destreza conduzir naquelas estradas.
Não quero com isto assustar ninguém, pelo contrário. Viajar de carro para Marrocos recomenda-se: vá de carro até ao sul de Espanha. Pode apanhar um ferry em Algeciras ou em Tarifa. Recomendo que apanhe o ferry (na imagem) de Tarifa para Tanger. Já consegui preços de 40€ para o carro mais 2 passageiros! Os preços normais ultrapassam um pouco os 100€.
Para conduzir em Marrocos serve a carta europeia, mas terá de pedir uma extensão do seguro ou fazer um na fronteira.
Onde dormir
Agora que já está quase de partida para Marraquexe convém escolher o local onde vai dormir. Marraquexe não é uma cidade para descontrair. O constante apelo aos sentidos que as cores os sons e os cheiros provocam não vão deixá-lo parar (comigo é assim).
Portanto convém que escolha um bom local para dormir. Para além dos normais hotéis, alguns mesmo da redes internacionais, Marraquexe oferece locais dignos dos contos das mil e uma noites.
Estes locais são conhecidos por Riads. Uma Riad é uma casa tipica desta cidade, com um pátio no interior para onde dão todas as divisões da casa (daí que vá notar que em muitas das ruas as paredes não têm janelas, porque estas são todas viradas para o pátio) que foi adaptada para receber turistas. Normalmente estes locais têm poucos quartos e é necessário que reserve com antecedência, especialmente em época alta. Se vai com amigos pode mesmo alugar a casa toda.
Um outro site que eu recomendo para encontrar todo o tipo de hoteis e riads aos melhores preços e onde pode ver fotografias, comparar preços e condições, etc, é este: Hoteis em Marraquexe.
Pode usar este motor de busca para encontrar hotéis também noutras cidades do mundo já que ele pesquisa em quase todos os sites de reservas de modo a obter para si o melhor preço. Já sabe: Procurar hotéis
Algumas dicas
Agora que já está pronto para mergulhar na confusão, deixo algumas dicas para que esteja melhor preparado para o que o espera:
O transito nas ruas da medina é anárquico. Em ruas com menos de 3m de largura têm de caber vendedores, peões, bicicletas, motas e por vezes até carros. Não há acidentes, simplesmente porque está escrito nas estrelas que não podem haver. Para evitar riscos, caminhe sempre pela direita!
As ruas da medina são verdadeiramente labirinticas. Tente obter um bom mapa. Se andar perdido muita gente vai tentar indicar-lhe o caminho, mas todos eles vão querer uma gorjeta.
Em geral os marroquinos são simpáticos, mas na medina de Marraqueexe, estão de tal forma corrompidos pelo turismo que todos andam à procura de grojeta. Se precisar de informações talvez seja mais fácil perguntar a outro turista.
Há vendedores de droga por todo o lado e parecem-me estar a aumentar. Cuidado que algumas pessoas que até podem parecer que o estão para ajudar podem estar simplesmente a tentar vender haxixe. Se lhe perguntarem se fuma, vire logo as costas.
As placas com os nomes das ruas estão escritos em árabe e em francês. Um “Derb” é um beco sem saída. Não vá por aí. Siga apenas pelas “Rue”.
Onde comer
Existem inúmeros restaurantes em Marraquexe que servem pratos típicos marroquinos, todos muitos bons (a comida marroquina é das minhas favoritas).
Não deixe de experimentar as tagines, os couscous, as espetadas, o peixe frito, a sopa harira, etc. Mesmo os vegetarianos encontrarão uma grande variedade de saladas. A comida é em geral mais temperada que a portuguesa, podendo mesmo ter surpresas com chás e bolos picantes.
O local de eleição para jantar em Marraquexe é a praça Djema El Fna. Ao anoitecer inicia-se a montagem das tendas dos restaurantes (na imagem), que se assemelha às tasquinhas que temos nas festas de verão em Portugal.
Os preços são semelhantes em todas elas, assim como a qualidade da comida. Devido à grande afluência de turistas a este local, a qualidade da comida é controlada de modo a não haver problemas.
Para ter uma ideia, uma refeição completa, com uma sopa, uma salada, uma tajine e uma garrafa de refrigerante ronda os 50dh a 80dh (5 a 8€ aproximadamente). É por isso muito barato comer em Marrocos.
Durante o dia e noite pode encontrar na praça os vendedores do sumo de laranja natural (na imagem). O preço é o mesmo em todos: 4dh o copo.
Praça Djema El Fna
Desde o inicio da história da cidade esta praça é o centro da vida e da cultura de Marraquexe e um local por onde irá passar inúmeras vezes na sua visita. Assim, a agitação, os sons, cheiros e sabores que vai ali presenciar não são algo de novo, nem as musicas e representações feitas para uma ocaisão especial: é assim há cerca de 1000 anos, todos os dias, todas as noites. A meu ver é isto que torna Marraquexe única.
É certo que nos dias de hoje a praça já não é densamente povoada por vendedores de peles ou camelos ou frutas, etc, mas principalmente por artistas. Os mais tradicionais destes são os contadores de histórias, que, em língua árabe, contam histórias tradicionais a quem os quiser ouvir. Este é no entanto um espectáculo em extinção.
Durante o dia há encantadores de serpentes e macacos domesticados com os quais pode tirar fotografias. Claro que tudo isto tem um preço. Qualquer fotografia que tire a uma destas pessoas com vestes tradicionais, ou com os animais vai ter de pagar. Eles vão pedir quantias do género 5 ou 10€, mas o normal é dar 10dh.
A mesquita da Koutoubia é a principal imagem de Marraquexe e fica a poucos metros da praça Djema El Fna. O seu minerete tem 69 metros de altura e serviu de inspiração para outros incluindo a Giralda de Sevilha. Infelizmente, à semelhança das outras mesquitas marroquinas não é possível visitar o seu interior. Aproveite para passear pelos jardins que a rodeiam.
A antiga medina de Marraquexe encontrasse rodeada por uma muralha com um perímetro total de 19km, uma média de 2m de largura e uma altura que vai até aos 9m. À semelhança de toda a cidade, a muralha tem tons vermelho alaranjado o que dá um contraste lindíssimo com o azul do céu.
No extremo Sul da cidade encontra-se o palácio Real e mais a Sul, também rodeado de muralhas o jardim de Agdal, onde crescem árvores de fruto tais como laranjeiras, oliveiras, figos, etc.
Das portas da cidade destaca-se a porta de Agnaou (na imagem).
A Qoubba (Cúpula em árabe), é o mais antigo e único exemplo da arquitectura dos Almorávidas e foi construída em 1064, junto à mesquita aí existente no local das abolições antes das orações.
O interior do topo da cúpula é em pedra ricamente esculpida, um exemplar único da belíssima arquitectura árabe. Fica mesmo em frente ao Museu de Marraquexe e à Mesquita de Ben Youssef.
Madrassa é uma palavra árabe que significa “escola”. Neste caso trata-se de uma escola especial onde era ensinado o Corão. Podemos quase fazer um paralelismo com um seminário. Construída no século XIV, esteve em funcionamento até 1960 e podia albergar até 900 estudantes. Era uma das maiores do norte de África e o seu pátio ricamente decorado com mármore, madeira de cedro e estuque esculpidos com motivos geométrico e passagens do Corão. É dos monumentos mais bonitos da cidade.
O Palácio Bahia em Marrakech foi construído no final do século XIX para residência do Vizir Ibn Moussa e desenhado pelo arquiteto Muhammad al-Mekki. Considerado obra prima da arte Marroquina pelos seus soberbos mosaicos, estuques e esculturas em cedro, deve o seu nome a uma das mulheres do Vizir.
Para além de vários pátios e jardins interiores (riades), inclui uma mesquita, áreas de residência das suas mulheres e concubinas e salas de recepção, abrangendo uma área total de 8 hectares. Durante o período de protectorado Francês serviu de residência ao Marechal Lyautey.
Embora em ruínas, o palácio El Badi merece uma visita. A arquitectura do edifício foi buscar inspiração a Alhambra na Andaluzia e possuía uma enorme piscina ao centro em redor da qual estavam 360 quartos entre outras dependências descoradas com ouro trazido do Sudão, mármores italianos, entre outros.
Hoje pouco mais resta que algumas paredes em pedra, a piscina, os túneis onde se encontrava a prisão e, uma torre à qual é possível subir a um terraço de onde se têm excelentes vistas sobre Marraquexe.
De realçar a história particularmente “des”interessante deste palácio para os portugueses, já que foi construído para comemorar a vitória de Molei Moluco sobre Molai Mohammed e o Rei Dom Sebastião em Alcácer Quibir.
Este museu localiza-se entre o palácio Bahia e a praça Djema El Fna e alberga uma rica colecção de artesanato marroquino, roupas tradicionais, instrumentos musicais, etc.
A meu ver vale principalmente a visita pela riqueza da casa onde se encontra, que possui algumas salas mais bem decoradas que as do próprio palácio Bahia, com ricos estuques, pedras e madeira trabalhada (na imagem).
À semelhança de Dar Si Said, o museu de Marraquexe vale também principalmente pelo edifício onde se encontra. Localiza-se no centro da medina, junto à Madrassa Ben Youssef e apresenta sobretudo exposições temporárias de artistas contemporâneos.
No pátio central, que é se encontra coberto, existe um gigantesco candelabro de estanho e numa das dependências do palácio pode-se ainda entrar nas salas do antigo hammam.
As “tanneries” são um dos locais mais autênticos que pode visitar em Marraquexe. Tratam-se de espaços onde as peles dos animais são limpas, tratadas e tingidas para posteriormente serem transformadas em malas, casacos, babuchas, etc.
Não vai encontrar uma espécie de museu nem nada do género, mas sim locais onde se trabalha mesmo hoje em dia. Para combater o cheiro nauseabundo que paira nestes locais, são oferecidos à entrada a troco de alguns dirahms (que deve comprar já que aqui não é cobrado bilhete de entrada) ramos de hortelã para ir cheirando lá dentro.
É impossível resistir! Marraquexe foi desde a sua fundação uma cidade de comerciantes e hoje continua. Os cheiros, os sons, o multicolorido das bancas de mil e um produtos vão deixar qualquer um rendido aos encantos dos souqs (mercados cobertos) árabes.
Desde o par de brincos aos tapetes, passando pelas babuchas e pelos candeeiros tudo aqui tem de ser regateado. Nas zonas com maior afluencia de turistas há já algumas lojas que indicam o preço nos produtos, o que tira a piada a este “jogo” do negócio.
Prepara-se para descobrir poucos minutos depois de ter fechado aquele que lhe pareceu o negócio da sua vida para ali ao lado encontrar a mesma coisa a metade do preço, ou mesmo para descobrir que afinal aquela peça que lhe parecia de madeira afinal é de plástico. Não se enerve, mantenha a calma. Quando regressar a casa terá mais uma história para contar e os seus amigos vão achar os presentes fantásticos!
Os principais souqs encontram-se a norte da praça Djema El Fna, entre esta e a Place des Épices.
O aeroporto de Marraquexe Menara fica a cerca de 6km da praça Djema El Fna, mesmo no centro da medina. Actualmente este aeroporto é servido por várias companhias Low Cost com voos para toda a Europa, incluindo Portugal, tornando assim esta cidade num óptimo ponto de entrada no país. Este aeroporto é o único da cidade e embora seja muito pequeno e simples (não existem por exemplo mangas de embarque) é dos mais bonitos que já vi, pela sua fachada que resultou duma ampliação recente.
Uma pequena mas importante nota, se vai viajar para lá: Antes de passar a segurança para a zona de embarque, é obrigatório ter o seu bilhete carimbado no balcão do checkin, mesmo que tenha feito checkin online e não tenha malas de porão. Por isso reserve tempo suficiente para o fazer.
Apresento de seguida algumas das opções para viajar entre o aeroporto e o centro de cidade:
De Autocarro
O autocarro é actualmente o melhor meio de transporte para fazer esta viagem. A cada 30 minutos tem um autocarro que parte mesmo em frente ao terminal das chegadas e faz a viagem até ao centro da cidade. O preço é de apenas 20dh só ida e 30dh ida e volta.
As viagens realizam-se entre as 6:15 e as 21:15 (primeira e última partidas da Praça Djema El Fna) e as 6:30 e as 21:00 (primeira e última partidas do aéroporto). Este autocarro faz ainda passagem pela Gare Routier e pela Estação de Caminhos de Ferro.
As partidas junto à praça Djema El Fna são na zona onde se encontram as paragens verdes de autocarros, embora nenhuma delas indique o número 19.
Outra opção, mais económica é o autocarro 18 que pára na avenida que dá acesso ao aeroporto e custa uns 5dh. No entanto acerca deste não tenho informações sobre o percurso ou horários.
Mapa do percurso do autocarro 19
Clique no mapa para aumentar.
De Taxi
Não acredite se um taxista lhe disser que já não há mais autocarros hoje ou que o autocarro não passa ao seu hotel ou qualquer outra desculpa para o fazer ir de taxi. Sempre que não está um autocarro parado os taxistas aproveitam para atacar os turistas.
Na maioria dos casos o serviço prestado por eles não pode ser muito melhor que o do autocarro já que a maioria dos hoteis e riads apenas são acessíveis a pé.
Taxi Suburbano (Grand Taxi)
À semelhança dos autocarros, existe um painel afixado junto à paragem dos táxis com as tarifas a aplicar para cada local.
Preços em vigor em Abril de 2011 (preço por viatura – até 4 passageiros):
Para o centro: 50dh
Para a Palmerie: 100dh
Estes preços são aumentados em 50% entre as 20h00 e as 06h00
Taxi urbano (Petit taxi)
Estes táxis funcionam com taximetro. Note-se que no caso de taxis com taximetro, o valor a cobrar é o dobro do indicado no mostrador.
Hotel em Marraquexe
Procura um hotel em Marraquexe? Veja estes dois sites que podem ser uma boa ajuda para encontrar o hotel ou riad ideal para si. Pode comprar preços, ver fotografias, comentários e fazer reservas de modo a que tudo corra bem na sua viagem:
Utilizar o serviço de transfer do seu hotel ou riad pode ser uma boa opção em Marraquexe, especialmente se esta se encontrar no centro da cidade velha (Medina), uma vez que as ruas são labirinticas e as sinalizações praticamente inexistentes.
Se não optar por este serviço tenha sempre à mão o número de telefone do local, assim como o nome e morada para contratar um guia para o conseguir encontrar.
O preço deste serviço ronda os 15€.
A Pé
Sim, porque não a pé? Da praça Djema El Fna até ao aeroporto são 6km, que pode ser uma distancia um pouco grande se tiver uma mochila pesada mas, se por exemplo for de táxi ou autocarro ou até charrete até aos Jardins da Menara fica a menos de 3km do aeroporto. Pode assim deixar este local para último e depois ir apanhar o seu avião. Eu da primeira vez que voei deste aeroporto caminhei desde Djema El Fna já de noite e a meio caminho um segurança do aeroporto que passava por mim de motobicame ofereceu-me boleia para o resto do caminho. É só uma sugestão…
A Qoubba (Cúpula em árabe), construída em 1064, era uma construção adjacente à mesquita aí existente onde se encontrava o tanque para a realização das abolições antes das orações.
Trata-se do mais antigo e único exemplo da arquitectura dos Almorávidas, a dinastia que fundou a cidade de Marraquexe.
O complexo em que estava inserida esteve activo durante vários séculos e constituía também uma das principais fontes da cidade, fornecendo água para pessoas e animais, como prova a cisterna e as fontes que se podem ver nas escavações em redor.
O interior do topo da cúpula é em pedra ricamente esculpida, um exemplar único da belíssima arquitectura árabe.
Visitar a Qoubba
A Qoubba fica mesmo junto ao museu de Marraquexe e à madrassa e mesquita Ben Youssef. Comprando um bilhete conjunto para os 3 monumentos fica mais barato, e todos eles merecem uma visita.
Horário de abertura: todos os dias das 9h00 ás 18h30
Santarém fica no coração do Ribatejo e é uma cidade muito rica em história e cultura. No tempo dos romanos chamava-se Scalabis, daí que os seus habitantes sejam chamados de escalabitanos. Embora chamada de capital do gótico, já são poucos os monumentos desse estilo que restam. Por toda a cidade existem no entanto inúmeros edifícios, igrejas, conventos, muralhas, etc que mostram a importância que esta cidade teve na história de Portugal.
Entre estes monumentos destacam-se as Portas do Sol, a Igreja da Graça (na imagem), onde está sepultado Pedro Álvares Cabral, a Torre das Cabaças, a Igreja de S. Nicolau, entre outros.
Descubra o hotel que melhor se adapta a si. Encontre os melhores hoteis aos melhores preços para explorar à vontade. Veja nesta página preços e fotografias de hotéis em Santarém. Hoteis em Santarém
Estas fotos do maior comboio do mundo, na Mauritânia, tiradas pelo meu tio que voltou a realizar em Março de 2011 uma viagem ida e volta de carro à Guiné-Bissau, ele que também me acompanhou na minha primeira viagem.
Este comboio chega a ter mais de 2km de comprimento e transporta minério de ferro das minas de Zouerat no interior da Mauritânia até à cidade portuária de Nouhadibou e é daqueles transportes que quero mesmo um dia viajar.
O comboio circula apenas na Mauritânia e a linha tem cerca de 600km, contornado sempre junto à fronteira com Marrocos (Sahara Ocidental). Segundo uns amigos que já viajaram nele, pode-se ir livremente nos vagões e o comboio pára nas localidades pelo caminho. Nestas fotos são mesmo visíveis pessoas em cima do minério e cabras e tudo. Há no entanto uma carruagem para passageiros mas parece que as condições não são muito melhores.
No século XVII os barcos eram o mais eficiente meio de transporte de mercadorias e na França, a viagem entre o Norte e o Sul era dificultada pelas características geográficas do país: a única hipótese por via aquática era contornar a península ibérica navegando por águas repletas de piratas.
A solução foi encontrada pelo visionário Pierre-Paul Riquet: construir um canal que ligasse o Mar Mediterrânico ao Oceano Atlântico Norte.
O resultado foi o Canal Du Mudi, uma via aquática com 235km de extensão que liga em Toulouse o rio Garonne que desagua no Atlântico, ao porto Mediterrânico de Sète.
Inaugurado em 1681, esta monumental obra da engenharia contem mais de 300 estruturas significativas, entre elas mais de 100 comporta, várias pontes, represas e mesmo um túnel! Durante mais de 3 séculos esta extraordinária via aquática cumpriu na perfeição a sua função trazendo prosperidade à populações que viviam nas suas margens.
Quando em 1980 o tráfego comercial a sua função passou a ser recreativa. É fácil perceber porquê: o canal corre por zonas maioritariamente rurais, pequenas cidade em aldeias que mantêm o seu carácter e charme. É possível percorrer de barco o canal em toda a sua extensão, em barcos de cruzeiro ou particulares fazendo paragens ao longo do percurso para visitar as cidades.
Quando visitei o Canal du Midi
Em 2009 cruzei-me em Carcassonne com o canal e percorri a pé alguns quilómetros junto a ele. Esta é também uma interessante forma de conhecer o canal: a pé ou de bicicleta, já que paralelo às suas margens segue sempre um caminho pedonal.
O mais interessante de observar é sem dúvida a passagem dos barcos pelos sistemas de comportas que permitem assim vencer grandes desníveis e também as pontes que são construídas por cima de outros rios que correm a uma cota diferente (na imagem). É algo difícil de imaginar, ver um barco a passar numa ponte e o outro rio por baixo.
Principais cidades servidas pelo canal
As principais cidades servidas pelo Canal du Midi em França eram:
Toulouse
Castelnaudary
Carcassonne (na imagem)
Béziers
Fotografias do Canal du Midi junto a Carcassonne
Hoteis ao longo do canal
Se não quiser dormir no barco, deixo algumas recomendações de hoteis nas principais cidades atravessadas pelo canal. Descubra o hotel que melhor se adapta a si. Veja nestas páginas alguns exemplos, preços e fotografias de hotéis ao longo do canal.
Localizada nas margens do rio Ródano cerca de 95km a Noroeste de Marselha, Avignon ou Avinhão em português é conhecida como “Cidade dos Papas”.
Tudo começou em 1309 quando Clemente V, um papa francês, fugiu para aqui devido a tumultos políticos em Roma. O Terceiro papa de Avinhão, Benedictus XII iniciou a construção de um vasto palácio fortificado em 1335 que viria a ser concluído pelo seu sucessor Clemente VI alguns anos depois.
O palácio viria a ser profanado durante a revolução francesa e os seus tesouros saqueados mas a dimensão das salas, os frescos pintados nas paredes e os azulejos demonstram o quanto luxuosa era a vida ali.
Junto ao palácio encontra-se a catedral de Notre Dame des Domes um edifício românico parcialmente reconstruído no século XV. Um pouco mais ao lado encontra-se o pequeno palácio, onde o papa e a sua corte viviam antes da construção do grande palácio. Este alberga hoje uma excelente colecção de arte renascentista italiana onde se destaca a obra prima de Botticelli “A Virgem e o Menino”.
Através das muralhas junto ao rio pode-se chegar ao que resta da ponte de St Bézénet, construída no século XIV mas que viria a colapsar em parte no século XVI.
Fotografias do Palácio dos Papas e Conjunto Episcopal
Outras fotografias de Avignon
Onde Dormir
Descubra o hotel que melhor se adapta a si. Algumas sugestões de bons hotéis em Avignon aos melhores preços, todos eles bem no centro da cidade para estar perto de tudo e poder explorar à vontade. Veja nestas páginas alguns exemplos, preços e fotografias de hotéis em Avignon.
Santiago é um dos mais antigos destinos de peregrinação cristã do mundo onde todos os anos milhares de peregrinos se dirigem, de carro, autocarro, bicicleta, cavalo ou a pé. Em resposta a isso, desde cedo apareceram nesta cidade albergues para acolher peregrinos e viajantes.
À semelhança do restante caminho de Santiago, também aqui há albergues destinados exclusivamente a peregrinos que venham a pé, de bicicleta ou a cavalo. O principal encontra-se no Monte do Gozo, com capacidade para centenas de peregrinos.
De seguida apresento uma lista de alguns hotéis um pouco melhores, que permitem ficar muito mais perto da catedral. Enfim, o merecido descanso para que percorreu centenas de quilómetros a pé, ou simplesmente um local para descansar das peregrinações do dia a dia e conhecer esta cidade maravilhosa.
Hostal de los Reyes Catolicos
Considerado um dos mais belos hoteis da Europa, o Hostal de los Reyes Catolicos pode também ser considerado um dos mais antigos hotéis do mundo já que se encontra instalado no edifício do antigo hospital de peregrinos onde eram recebidos os peregrinos que se deslocavam a pé a Santiago desde 1499.
O edifício, exemplar único da arquitectura tradicional galega, com 4 claustros no seu interior, encontra-se na praça do Obradoiro a mesma para onde dá a fachada da catedral.
Em 1958 o edifício foi convertido para hotel tornando-se uma referência na hotelaria de Santiago. Uma interessante cláusula no contrato que permitiu esta obra e que ainda hoje se mantém em vigor, obriga os hotel a dar alimentação a 10 peregrinos por dia, durante o máximo de 3 dias cada um, que apresentem cópia da Compostela.
Tendo em conta toda a história, a qualidade e a localização do hotel, os preços nem sao assim tão caros: há quartos a partir dos 120€.
Consulte detalhadamente os preços do Parador, dependendo da altura do ano em que viaja e do tipo de quarto que pretende. Planeie a sua viajem, veja fotos e comentários de hóspedes e reserve o seu hotel nesta página: Hostal de los Reyes Catolicos
Albergue do Seminário Menor de Santiago de Compostela
Este hostel situa-se num seminário, a uma caminhada de 10 minutos da Catedral de Santiago de Compostela. Fica em frente ao parque Belvis, que oferece uma vista maravilhosa sobre a área histórica de Santiago.
O Albergue Seminário Menor oferece quartos privados individuais e camas individuais em grandes dormitórios mistos. Todos os quartos dispõem de casas de banho partilhadas. O hostel tem uma sala comum e o acesso à Internet está disponível por uma pequena taxa.
Os hóspedes poderão preparar as suas refeições numa das salas comuns, que dispõem de micro-ondas, fornos eléctricos e alguns utensílios de cozinha. Existem também máquinas de venda automática para bebidas e snacks.
Depósito de bagagens é fornecido, e, o hostel oferece uma lavandaria self-service.
Preços: a partir de 10€ em dormitório e de 15€ em quarto individual
Consulte detalhadamente os preços do albergue do seminario menor, dependendo da altura do ano em que viaja e do tipo de quarto que pretende. Planeie a sua viajem, veja fotos e comentários de hóspedes e reserve o seu hotel nesta página:Albergue do Seminário Menor de Santiago de Compostela
Uma rota de peregrinação milenar, uma experiência de vida única aqui tão perto de nós. Saiba aqui tudo o que precisa para fazer o caminho português de Santiago partindo do Porto. Guia Caminho de Santiago
Os desfiladeiros do Verdon, ou “Gorge du Verdon”, en français, ficam na região da Provence no Sul de França e foram escavados ao logo de 21km pelo rio Verdon. Em certos pontos o desfiladeiro chega a ter mais de 800m de profundidade, tornando-se assim no mais profundo de toda a Europa. É por isso muitas vezes apelidado de “Grand Canyon” Europeu.
A acção da água do rio Verdon durante mais de 25 milhões de anos sobre as rochas de calcário daquela região originou grutas, túneis e o desfiladeiro que termina no lago artificial de Sainte-Croix.
Em 1905, o espeleólogo Edouard Alfred Martel liderou uma equipa na exploração da área que até então apenas era conhecida pelos habitantes locais, mas que rapidamente se viria a tornar numa importante atracção turística.
Depois disso foi aberta uma estrada que permite fazer uma excelente visita a todo o vale, mas sempre com cuidado para não tirar os olhos da estrada, já que, como será de esperar tem zonas verdadeiramente vertiginosas. Em 1997 foi criado o Parque Natural Regional do Verdon para proteger a riqueza natural da área.
Fotografias das Gorges du Verdon
Transportes
Sendo que esta é uma zona pouco povoada, os transportes públicos são raros ou mesmo inexistentes. Assim, o ideal será levar o seu próprio carro, alugar um ou, como eu fiz, andar à boleia.
As gargantas ficam entre Aix-en-Provence e Nice e as povoações base para uma visita serão Castellene, uma vila que fica no inicio do desfiladeiro e Moustiers-Sainte-Marie junto ao lago de Sainte-Croix.
Se tiver tempo, e sem dúvida que este local merece, aproveite para fazer trekking e percorrer o desfiladeiro a pé. Existem vários trilhos marcados, que o podem levar a locais onde não dá para chegar de outra forma. Convém ter alguma preparação física e levar uma lanterna já que nas zonas mais estreitas do vale terá de caminhar por túneis paralelos ao rio.
Em qualquer altura do ano, principalmente quando chove, é necessário que se informe primeiro se pode percorrer certas partes, uma vez que há uma barragem a montante que quando abertas as comportas inunda parte do percurso!
Onde Dormir
Junto ao rio, especialmente perto de Castellane há bastantes parques de campismo e caravanismo. Em Castellane e Moustiers pode encontrar alguns hotéis. Veja nestas páginas alguns exemplos, preços e fotografias de hotéis.
As ruínas de Anjar foram descobertas em 1949 aquando duma campanha arqueológica no vale de Beqaa e revelaram uma cidade com uma planificação única, exemplo da arquitectura Omiada.
No local, que há muito tempo já era habitado por gregos, romanos e cristãos, foi fundada no século XVIII pelo Califa Walid I esta cidade, como uma cidade comercial que continha mais de 600 lojas, banhos tipo romano, dois palácios e uma mesquita. O seu nome deriva do árabe “ayn al-jar” que quer dizer “água da rocha”, referindo-se à água que nascia ali nas montanhas.
Apesar da sua exemplar organização, a cidade apenas prosperou por 20 ou 30 anos, tendo sido conquistada pelos Abássidas, a terceira dinastia árabe, e caído depois em desuso e no esquecimento.
A planificação de Anjar, conforme visível nesta planta que se encontra no verso do bilhete, foi extremamente cuidada e inspirava-se em grande parte na planificação das cidades romanas. A cidade era dividida em quatro por duas ruas principais e na sua intersecção, ao centro havia um tetrapilon. O palácio principal e a mesquita ficavam no quadrante sudeste, o palácio menor e os banhos nos quadrantes noroeste e nordeste, sendo apenas o quadrante sudoeste dedicado à habitação e densamente povoado. As ruas principais eram ladeadas de lojas.
Fotografias das Ruínas Omiadas de Anjar, no Líbano
Como chegar
Anjar fica a pouco mais de 3km da fronteira com a Síria. Na minha viagem em que entrei no Líbano vindo de Damasco na Síria, aproveitei para ficar logo em Anjar. Para não levantar suspeitas na fronteira, e até porque acho que nem tinha outra hipótese comprei em Damasco um bilhete até Beirut e só depois de passar a fronteira é que pedi ao motorista para me deixar em Anjar. Os autocarros param a 1km das ruínas e o resto tem de ser feito a pé. As ruínas ficam a norte da estrada e para chegar à entrada tem de contornar todo o complexo já que a entrada é também pelo topo norte da cidade.
É pouco provável conseguir transportes a partir do centro de Anjar. Terá de voltar à estrada e daí mandar parar um mini autocarro que passe e siga para Zahle, a cidade mais próxima. Aí pode apanhar outro para Baalbek ou para Beirute.
Para outras origens, a base para uma visita a Anjar será sempre Zahle. Um taxi partilhado deve custar cerca de 2000 a 3000LL.
A cidade velha de Aleppo é uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo.
Localizada na encruzilhada das rotas comerciais entre o Mediterrâneo e o Oriente, prospera desde o terceiro milénio antes de Cristo. Sucessivos ocupantes, entre eles Bizantinos, Romanos, Gregos, Cruzados e Árabes, deixaram a sua marca na arquitectura e no planeamento da cidade.
Aleppo foi a primeira cidade que visitei na minha viagem à Síria já que entrei pelo norte do país. Foi sem dúvida uma primeira boa impressão e um cheirinho daquilo que iria ver em Damasco, embora aqui muito mais autêntico já que a afluência de turistas é muito menor.
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Principais locais a visitar:
Citadela
Aleppo é dominada pelo colossal castelo medieval, a citadela, construída sobre um monte parcialmente artificial que se eleva 50m acima da cidade. Ainda que a estrutura remonte ao século XII, a colina era já usada para fins militares 4000 anos antes. A cidade velha é rodeada por uma muralha defensiva que hoje se intercala por entre as ruelas juntamente com sete das antigas portas.
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Souks e bazares
Os souks e bazares de Aleppo estão entre os mais famosos do Médio Oriente. Cobertos por abobadas de pedra, estes mercados serpenteiam ao longo de 7km de ruas apertadas onde se pode encontrar de tudo um pouco, desde tapetes, roupas, carne, móveis e claro, os famosos sabonetes de azeite de Aleppo.
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Grande Mesquita
A Grande Mesquita de Aleppo foi fundada em 715, mas dessa primeira construção pouco resta. O edifício que podemos ver hoje é fruto de uma reconstrução efectuada em 1250, sendo que o seu mais alto minarete data de 1090.
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Zona Cristã
Localizada a Norte do centro da cidade velha, a zona cristã é imperdível para uma visita completa a esta cidade. Aqui podem-se encontrar museus e igrejas de várias comunidades cristãs, como os ortodoxos gregos, maronitas, etc e participar nas celebrações. Se for ao domingo de manhã, destaca-se a missa da igreja Arménica que é muito curiosa, com um ritual diferente do nosso e que se prolonga por toda a manhã.
Para viajar para Sul, em direcção a Damasco, Hama, Homs (para Palmira), etc, deve ir até à “Garaj Ramoussa” que fica nos arredores da cidade (o táxi custa 100 SP a partir do centro) e aí apanhar um autocarro para o seu destino. Por exemplo, para Hama em Junho de 2010 eu paguei 125SP em autocarro novo com ar condicionado.
Onde Dormir
Eu fiquei no hotel Hanadi, que é um pequeno hotel muito limpinho, com quartos um pouco cor de rosa de mais, mas com frigorífico em cada um, o que dá muito jeito já que as temperaturas quando visitei a cidade chegavam aos 42º! Sabiam mesmo bem as cerejas que lá colocava dentro O preço por noite que paguei num quarto partilhado, com três camas, mas que só estava eu e mais um italiano, foi de 650SP. Este hotel fica a uns 5 minutos a pé da mesquita, junto à torre do relógio. É uma zona boa para ficar pois temos perto restaurantes, minimercados, internet, etc.
Outros hoteis em Aleppo
A oferta em Aleppo é bastante satisfatória e para todos os tipos de clientes, podendo mesmo encontrar hoteis de grandes cadeias internacionais. Deixo alguns exemplos:
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha) foi mandado edificar por D. João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construído ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos.
Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO, e em 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.
Visitar o Mosteiro
O mosteiro da Batalha é o monumento português de que eu mais gosto e que melhor conheço, ou não fosse vizinho dele. Frequentemente aproveito para ir à missa ao Domingo de manhã e depois fazer um visita, já que aos Domingos de manhã a entrada é gratuita.
Principais áreas do Mosteiro
Igreja
É pela igreja do mosteiro que se inicia a visita. Lá e encontra a bilheteira, mas esta é de acesso livre a qualquer um. Aqui destaca-se a grandeza das colunas que suportam as três naves e os vitrais que se encontram por trás do altar-mor. .
Capela do Fundador
Anexa à igreja, a capela do fundador alberga os túmulos de algumas das mais importantes figuras da história de Portugal ao centro, D. João I e sua mulher Dona Filipa de Lencastre e na lateral, os seus filhos, a inclita geração, que iniciou a expansão portuguesa e os descobrimentos, entre eles, o Infante Dom Henrique, o Navegador.
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Claustros
O mosteiro da Batalha tem dois claustros, o claustro real, anexo à igreja e o claustro de D. Afonso V, este último de construção mais recente e com dois pisos. O claustro real é o mais elaborado, todo ele construído em pedra ricamente trabalhada, onde se destaca o fontanário. Anexo a ele está a Sala do Capítulo onde actualmente se encontra o memorial ao soldado desconhecido.
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Capelas imperfeitas
Embora chamadas de imperfeitas, porque a sua construção não foi terminada, estas capelas, situadas nas traseiras do altar mor e apenas acessíveis pelo exterior do mosteiro, é na minha opinião a parte mais extraordinária de todo o edifício, isto por causa dos exuberantes trabalhados das pedras. A entrada faz-se por uma pequena porta nas traseiras do mosteiro e não deve de modo algum ser perdida!
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Fotografias do Mosteiro da Batalha
Como chegar
Usando transportes públicos pode chegar à Batalha em autocarros da “Rede Expresso” a partir das principais cidades do país ou em autocarros da “Rodoviária Tejo” a partir de localidades mais próximas.
Rede Expresso
Os autocarros da Rede Expresso que passam na Batalha são os que fazem o trajecto Lisboa – Leiria, passando por Rio Maior e dando ligação em Leiria a outras cidades como Coimbra ou Porto. Pode consultar os horários e comprar bilhetes online em http://www.rede-expressos.pt/
Na Batalha, os bilhetes podem ser adquiridos num café junto à Igreja Matriz (ver mapa). Note que os bilhetes não se vendem no autocarro, mas caso siga para Norte e o café esteja fechado, pode pedir ao motorista para o levar até Leiria, onde terá de fazer ligação, e comprar aí o bilhete.
Rodoviária Tejo
Esta é a companhia que serve as localidades mais pequenas nesta região. Uma vez que são poucos os expressos que param na Batalha, pode viajar num destes autocarros de ou para Leiria e aí apanhar outro. Estes são também muito úteis para visitar a Nazaré, Fátima, Porto de Mós ou Alcobaça.
Pode consultar os horários em http://www.rodotejo.pt/, mas aconselho que verifique antes, por exemplo no café, uma vez que ja me aconteceu encontrar alguns que não estavam correctos.
Onde Dormir
A Batalha dispõem de algumas unidades hoteleiras localizadas bem perto do Mosteiro e a preços para todas as bolsas. Se viajar de carro, junto ao IC2, entre a Batalha e a Expossalão há algumas pensões que serão mais económicas.
Outrora uma importante via de comunicação, a linha do Oeste foi construída no século XIX e liga a estação de Agualva – Cacém, na linha de Sintra à Figueira da Foz, servindo as populações das povoações do litoral ao longo de 198km. Hoje em dia a circulação de comboios é muito reduzida, especialmente a norte das Caldas da Rainha, onde só há cinco comboios por dia em cada sentido durante a semana e 3 ao fim de semana. Fiz esta viagem, a partir de Monte Redondo, este ano e venho aqui partilhar, para quem acredita que ainda é possível viajar de comboio em Portugal.
Principais localidades servidas pela linha do Oeste
Mafra
Torres Vedras
Bombarral
Óbidos (na foto)
São Martinho do Porto
Marinha Grande
Leiria
Monte Real
Monte Redondo
Figueira da Foz
Viajar na Linha do Oeste até ao Porto (ligando à linha do Norte)
Através do ramal da Figueira da Foz a linha do Oeste liga à linha do Norte, permitindo a viajem até ao Porto. O transbordo é feito normalmente em Coimbra, sendo que é necessária a troca de comboio na Bifurcação de Lares. Resumindo, se quer ir por exemplo de Leiria para o Porto tem de fazer assim:
1º Apanhar um dos comboios que seguem para norte até à “Bifurcação de Lares”. Pode comprar o bilhete no comboio logo até Coimbra-B. Isto é especialmente útil em estações mais pequenas onde não há bilheteira, como por exemplo Monte Redondo. Informe-se com o revisor sobre quais os comboios que poderá apanhar em Coimbra.
2º Sair na Bifurcação de Lares, que fica a poucos quilómetros da Figueira da Foz e esperar por um comboio que vem da Figueira e vai para Coimbra. Há outros comboios que vão directos a Coimbra-B e não é necessário sair aqui.
3º Uma vez em Coimbra corra para a bilheteira (se chegar atrasado) e compre bilhete até Porto-S. Bento. Sugiro que compre até São Bento porque assim, quando chegar ao Porto é mais fácil chegar ao centro da cidade e normalmente os bilhetes são vendidos para a estação de Campanhã.
Em certos horários é possível fazer a viagem em comboios regionais e urbanos, que fica mais barata mas demora mais tempo, sendo que as trocas são feitas na Bifurcação de Lares, Coimbra-B e Aveiro.
Coimbra B – Porto Campanhã (em Intercidades): 11,5€
Campanhã – São Bento: 1,2€
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Na imagem: Estação de S. Bento no Porto, que tem alguns dos mais belos painéis de azulejo de Portugal e onde é possível chegar apanhando ligação de comboio à linha do Norte.