Ainda antes do amanhecer, sou informado por um dos colegas de viagem grego, que já estamos na Grécia. E como sabe ele isso? A rede de telemóvel já é duma companhia grega. Aqui está uma nova definição de espaço territorial: quanto mais longe chegarem as ondas da comunicação, mais se estende o nosso território.
Mesmo não sendo grande apreciador de água, o sol grego convida a um banho na piscina do barco antes de desembarcar. A paisagem pela costa montanhosa da Grécia é grandiosa e rapidamente chegados de Ingounemitas (porto onde fazemos uma pequena paragem para a saída de alguns passageiros) a Patras.
E cheguei assim à Grécia. Hora de me despedir da agradável companhia que tive durante a viagem, e tentar interiorizar que a Grécia já não é mais a terra de grandes filósofos. Para primeiras impressões, a cidade portuária de Patras, que devia ser um cartão de boas vindas ao país, revelou-se uma desilusão. Em toda a volta da vedação do porto havia gente que tentava saltar a rede, e seguranças e policias que faziam o jogo do gato e do rato. As palavras que melhor me ocorreram para descrever tudo aquilo foram: 
“Portugal no seu melhor”, mas um pouco “melhor”.
Exemplo disso é a rede ferroviária. Apanhei o primeiro comboio disponível para Atenas. A primeira parte da viagem é feita num comboio velho, por uma linha velha, mas em obras. Devagar, devagar, mas vai andando e leva-nos ao destino. A segunda parte, já na nova linha, começa numa estação, completamente nova, mas na qual os comboios novos, estilo metro de superfície, e que deviam encaixar perfeitamente nas plataformas para não haver degraus, ficam com um desnível de 40cm. Erro de concepção? Grécia no seu melhor?
Como se não bastasse, depois de passar o canal de Coríntio, algo começa a falhar. Mesmo estando a anoitecer, as luzes do comboio apagam-se, o motor parece não ter força para continuar, e ficamos algum tempo no pára/arranca, mais no pára do que no arranca, sem que ninguém explique o que se passa. Segundo um rapaz argelino que conheci nesse comboio, isto é normal. Sinto que me estou a aproximar do Médio Oriente. Pensava é que só o ia notar quando chegasse à Turquia.
Com tudo isto, cheguei a Atenas com duas horas de atraso para o que me foi indicado na estação de Patras, a tempo de apanhar o metro, esse sim bastante moderno, e ir até casa de uma rapariga polaca que contactei pelo couchsurfing.com e que me recebeu em sua casa nas noites seguintes. A noite foi portanto multicultural: um português, uma polaca e um americano amigo dela, a comer comida polaca acompanhada por vinho grego!
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By mulhermaisde30, 13 April 2009 @ 11:58 am
É verdade, muitas vezes sabemos que mudámos de pais pelo telemovel antes de os nossos sentidos, ou factores informativos tradicionais nos informarem…
By Rogério Diniz, 21 March 2009 @ 10:20 pm
BELA GRECIA, BELA ATENAS, BELAS GRECAS.
BELA SALADA, BELA LAZANHA DE BERINJELA, BELO E SAGRADO VINHO GRECO.