Parte fundamental numa visita ao Cairo, ainda que curta como a minha é o Museu Egípcio. O museu, o principal do Egipto, tem 2 pisos com 89 salas, incluindo a sala das múmias reais, com 27 múmias dos antigos faraós. Dirigimos-nos lá a pé, pois fica bastante perto do nosso hotel. À entrada passamos por um controlo de raio-x, de modo que a restrição à entrada de câmaras fotográficas é aplicada à risca. Passei assim perto de duas horas a vaguear por aquelas salas, podendo ver ao vivo alguns dos artefactos que constam em qualquer livro de história. Deixei para o fim o andar superior que em grande parte está ocupado pelo espólio recolhido por Howard Carter em 1922 no túmulo de Tutankhamun, no Vale dos Reis. Para terminar em grande fui à sala onde se encontra provavelmente o mais famoso achado da arqueologia no Egipto: a máscara de ouro de Tutankhamun e todas as restantes jóias que se encontraram dentro do sarcófago.
Não visitei a sala das múmias. Agora tenho pena, mas o orçamento já começava a apertar e achei que não valia a pena pois era um bilhete extra.
Depois de almoçarmos apanhamos um táxi até à estação de comboios para saber dos horários para Luxor, e se possível comprar bilhete, e irmos para Alexandria. Os comboios para Luxor estavam cheios para os próximos dias, à excepção do sleeper train, que era demasiado caro para nós. Decidimos viajar para Alexandria naquele mesmo dia, e depois veríamos como ir para Luxor. A viagem para Luxor, que deveria durar 2 horas, prolongou-se por 5 sem que conseguisse-mos perceber porquê…
Chegamos assim a Alexandria já tarde. Procuramos em todos os hotéis recomendados pelo Lonely planet, e estavam todos cheios. Depois de termos visitado alguns que não tinham o mínimo de condições, e para eu estar a dizer isto, eram mesmo muito maus, acabamos por ficar no hotel Normandy, que já tinha as condições mínimas e era dirigido por um rapaz super simpático. O preço esse: 70EL (10€) por dois quartos, um duplo e um triplo.
Depois de resolvido o problema do alojamento fomos procurar jantar num restaurante recomendado pelo rapaz do hotel: Comemos vários pratos que faziam lembrar os petiscos tradicionais portugueses: fígados, rins, umas saladinhas, etc, e os indispensáveis miolos fritos, que fazem parte de qualquer menu egípcio. Parecem uns pequenos medalhões panados, em que lá dentro está uma massa branca. É saboroso desde que não pensemos o que estamos a comer. Seguindo o ritual terminamos a noite a beber chá e fumar shisha.
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