Terminaram assim os meus dias na Palestina. De manhã bem cedo peguei na mochila, fui de autocarro até Belém e depois de táxi partilhado até perto do checkpoint. Nas imediações do muro aumenta a quantidade de grafittis que decoram não só o muro como os edifícios em redor. Não tirei muitas fotos, um pouco com receio de ser importunado por militares israelitas.
Acedi assim pela ultima vez ao edifício do checkpoint, onde basta apenas mostrar o meu passaporte europeu para ter passagem imediata e sem qualquer pergunta. Já os palestinianos são revistados e registados por um scanner de mãos à saída e entrada do seu território. Apanho um mini autocarro para Jerusalém e aí um táxi para a garagem principal dos autocarros, pois não sabia onde esta ficava e a mochila pesava bastante. Consegui bilhete para Massada uma hora depois.
A estrada percorrida é a mesma que me trouxe de Eilat para Jerusalém, através do deserto do Negev, pelas margens do Mar Morto. Na descida de Jerusalém para o Mar Morto é possível acompanhar profundidade abaixo do nível do mar pelas placas que se encontram na borda da estrada, a partir do nível zero.
Massada impressiona assim que nos aproximamos, e especialmente quando vista do ar. É uma genial fortaleza mandada construir por Herodes no topo duma montanha no deserto com um palácio em varandas com vista para o Mar Morto. Um paraíso no meio do infernal calor que normalmente se faz sentir naquela região, e de que este dia que aí passei foi exemplo. Apesar de todas as dificuldades naturais o palácio estava dotado de enormes armazéns e cisternas que tornavam sustentáveis inclusive várias piscinas.
Pretendia subir a pé, o que não é oficialmente permitido. Também teria sido uma loucura pois estavam perto de 50º. Comprei então o bilhete de teleférico e depois dum filme introdutório lá se iniciou a subida.
Massada ficou na história de Israel por ter sido o ultimo refugio dos judeus durante a ocupação romana. Depois de algum tempo de cerco, os romanos construíram uma colossal rampa de acesso à cidade, por onde conseguiram por fim lá entrar. Vendo-se cercados e sem hipótese de escapar à escravidão para os romanos, os 960 judeus que lá se encontravam suicidaram-se. Certas partes das ruínas encontram-se na minha opinião muito bem preservadas, tendo em certos pontos sido reconstruidas algumas secções que permitem um muito melhor entendimento de toda a tecnologia daquele tempo.
Durou umas duas horas a minha visita, seguida de mais 30 minutos de agradável descida pelas escadas que serpenteiam a montanha ate à base. Uma vez aqui voltei a pegar na mochila e apanhar o autocarro para Eilat, que por sorte estava mesmo a sair.
Cheguei assim ao fim do dia junto ao Mar Vermelho. Foi bastante difícil encontrar onde dormir na cidade pois é época alta e está tudo cheio e a preços super inflacionados. por fim lá consegui uma modesta cama num local que mais parecia um bairro da lata e que era dirigido por um tipo com ar de surfista que até já tinha estado a viver em Portugal e falava um pouco da língua de Camões.
À noite e fui ainda dar um mergulho ao Mar Vermelho, pois a temperatura estava bem convidativa e jantar ao McDonalds onde um sorridente presidente Bush publicitava nos cartazes a campanha promocional a decorrer no momento.
Clique aqui para ver os outros dias desta viagem
Goste do Site Dobrar Fronteiras no Facebook e seja nosso "amigo"







Egipto
Gâmbia
Guiné-Bissau
Marrocos
Mauritânia
Senegal
Macau
> Guia de viagem na Europa
Alemanha
Andorra
Bulgária
Chipre
Espanha
França
Grécia
Itália
Luxemburgo
Mónaco
Polónia
Portugal
Reino Unido
Roménia
Ucrânia
Vaticano
Emirados Árabes Unidos
Israel
Jordânia
Líbano
Síria
Turquia
Blog
Diários de Viagem
Generalidades
Guia Caminho Santiago





