No segundo dia na Palestina fui visitar o Heródium, uma fantástica fortificação mandada construir por Herodes. O homem era tão doido que mando erguer uma montanha para construir um palácio lá dentro  Mal se sai de Beitsahour é logo possivel avistar ao longe aquilo que parece o cone dum vulcão e que serve de orientação para quem vai a pé, como eu. Os cerca de 4km que caminhei aqui foram dos mais marcantes desta viagem. Passei por algumas aldeias (cada família de palestinianos vive numa espécie de clã), onde constantemente as crianças me pediam dinheiro (US dolars). Nunca achei boa politica dar dinheiro a ninguém, e até me chatearam um bocado. Já os mais adultos (a população é muito jovem) mostraram-se sempre simpáticos, tanto um grande grupo de gente que me convidou a parar, e que estava junto a uma organização humanitária que ia distribuir alimentos, como um rapaz, estudante de inglês que conheci na caminhada de regresso, e me convidou a ir a sua casa tomar um chá.

Herodium, Palácio de Herodes na Palestina

Foi mesmo das experiências mais autenticas desta viagem. Depois do chá e da apresentação da família, acompanhou-me quase até a casa, contando a história dos locais por onde íamos passando, desde as casas abandonadas pelos refugiados, os amigos órfãos que encontramos pelo caminho, o seu dia a dia, etc

Herodium, Palácio de Herodes na Palestina

No inicio da estrada estava uma placa alertando para a proibição da entrada de israelitas.

Embora seja uma das mais significantes obras de Herodes, as ruínas têm poucos visitantes. Andaria lá sozinho não fossem alguns arqueólogos que levam a cabo escavações no local e alguns funcionários a tratarem da limpeza do espaço. Ao contrário do que se poderia pensar ninguém achou estranho chegar lá um visitante estrangeiro a pé, isto porque se tem de percorrer o território palestiniano. A zona do monumento é controlada por forças israelitas, havendo mesmo uma base militar no local. E foi isto que aconteceu ao longo destes dias que estive neste cantinho atribulado do mundo. À excepção da entrada no monte do templo em Jerusalém, nunca fui muito importunado pelos soldados Israelitas, nem mesmo nas fronteiras, ao contrário do que muita gente conta.

Herodium, Palácio de Herodes na Palestina

A subida até ao interior do cone faz-se por um caminho que o rodeia, podendo optar-se depois por entrar numa rede de tuneis que vai até ao interior do antigo palácio. Lá dentro não tem nada assim de especial, apenas mais umas ruínas e uma fantástica vista, podendo-se ver no sopé do monte artificial o que resta duma enorme piscina que existia no local.
Depois disto ainda dei um salto a Belém para comer umas sandes de Falafel.  A tarde fiquei a descansar, porque afinal estava de férias, e a temperatura não convidava a grandes saídas, aproveitando para enviar uns mails e fotos aos amigos.

Clique aqui para ver os outros dias desta viagem

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19-08-2008 Herodium . Dobrar Fronteiras
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