Depois de uma noite que seria perfeita não fossem os mosquitos que me massacraram até eu encontrar o repelente, acordei no terraço do Bustan Qaraqaa com o objectivo de ir até Belém visitar a basílica da Natividade.
Apanhei o mini autocarro em Beithsahour com um condutor muito simpático que viria a encontrar mais vezes e que me fazia lembrar o meu avô. Parei assim junto à basílica e entrei. Lá dentro estava uma enorme fila para entrar na gruta onde Jesus terá nascido e que se encontra sob o altar desta. Nessa fila encontrava-se um grande grupo de portugueses que andavam num cruzeiro pelo mediterrâneo que fazia uma paragem de 2 dias em Israel e Palestina. Tinham escolhido ir até ali para visitar a gruta, mas após 1 hora de espera acabaram por ir embora pois o tempo era limitado. Por fim lá consegui descer à gruta já quase à hora de almoço.
Quando saí visitei o “Centro de Paz de Belém”, um centro cultural novo que fica no largo da basílica no qual se podem visitar algumas exposições gratuitas e fazer compras na livraria, entre outras coisas. Na altura estavam duas exposições, uma de pintura, outra de presépios do mundo, feitos em vários países, entre os quais, e para grande orgulho meu, dois portugueses.
Almocei duas sandes de felafel e muita água, e algumas uvas que comprei no mercado, e fui visitar a gruta do leite, mais um local de culto onde a rocha de cor branca é tida como milagrosa para a cura de problemas de infertilidade e falta de leite nas mulheres. Ali ainda em Belém, dei uma volta pelo mercado e fui à loja da União das mulheres árabes de Belém (BAWU), que por fora é anunciado como museu, mas que depois lá dentro só tem aberto a parte da loja, que vende belíssimas peças artesanais bordadas por mulheres da Palestina. Acabei por comprar uma bolsinha.
A caminho de Beit Sahour tentei ir aos campos dos pastores, onde estes teram recebido a visita do anjo na noite em que jesus nasceu. Acabei por encontrar uma confusão de lugares, pois as várias igrejas (católica, protestante, ortodoxa, etc) cada uma tem o seu local comemorativo. Acabei por só encontrar o dos protestantes, depois de uma busca infrutífera pelo local católico. Regressei assim ao Bustam Quaraqaa a comer um enorme gelado que comprei lá perto. Ao fim do dia ainda tive tempo de ajudar um pouco na escavação duma cisterna que estes jovens anda a fazer para regar a sua pequena quinta, numa zona em que a falta de água é um sério problema.
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