Já ao fim da manhã entrei na citadela, que fica mesmo em frente ao hostel onde estava alojado para fazer uma visita. Muito para além das ruínas, este local alberga um dos melhores museus que já visitei, onde é contada a história da cidade recorrendo aos mais modernos meios. Logo ao inicio somos recebidos com um divertido filme que faz a introdução. Depois, por todas as salas da citadela estão é contada a história da cidade com recurso a maquetas, manequins, filmes, objectos, etc, etc que nos fazem andar por ali umas duas horas. A vista sobre a cidade é a melhor possível, pois a torre principal é o ponto mais alto da cidade velha.
Como no dia anterior os guardas israelitas que vedam o acesso à esplanada do templo me tinham dado a entender que poderia visita-la ao Sábado, dirigi-me lá por um acesso não oficial. Com a barba por fazer à um mês, e sem mochila, ia passando por árabe, mas como olhei desconfiado para eles não pude entrar. Esta assim obrigado a ficar mais um dia em Jerusalém. Percorri durante essa tarde a via dolorosa, popularmente tida como parte do percurso por onde Jesus terá carregado a sua cruz. A ladea-la há uns quantos lugares sagrados.
Ao inicio desta encontra-se o museu do pavimento, um local subterrâneo onde é possível pisar as pedras que cobriam o chão no tempo romano, na zona onde Jesus terá sido açoitado, e a capela da coroação de espinhos que relembra este episódio bíblico. Aí perto podem-se visitar as ruínas da piscina de Bethseida, um antigo reservatório de água para a cidade, e local de milagres, junto ao qual se encontra também a igreja de St. Ana, mãe da Virgem Maria, e também local adorado como sendo o do nascimento desta. Ainda no começo da rua, dentro duma igreja está o que resta do arco de Ecce Hommo, onde Pilatos terá lavado as mãos da condenação de Jesus. Ao logo de toda a rua estão marcadas as estações populares dos passos de Jesus. Muitas das igrejas estão aparentemente fechadas, mas basta tocar à campainha e de imediato a porta se abre.
Neste dia, com mais de tempo que no anterior voltei ainda ao túmulo do Jardim para descansar um pouco pois o lugar é deveras acolhedor. De regresso ao hostel passei novamente pela porta da Damasco para comer.
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