O segundo dia, estava previsto ser já para Barcelona, mas a manhã acabou por tomar um rumo um pouco diferente. Estava um dia lindo de Sol e a minha host decidiu ir mostrar-me o outro lado da serra, um dos melhores locais de escalada de Espanha, e depois, de carro, fomos até à reserva natural do delta de Llobregat, junto ao mar e ao aeroporto de Barcelona. Ao que se constata, o crescimento do aeroporto esta a por em causa este refugio de várias espécies de aves, e ela quis mostra-me aquela maravilha da natureza antes que os pássaros de carne e osso sejam definitivamente desalojados pelos pássaros de ferro e suas gaiolas de betão. Foi a minha primeira experiência neste tipo de turismo, que parece estar em alta, e não desgostei. Lá fui armado de binóculos e uma folha com os nomes e imagens dos pássaros.
O local encontra-se muito bem preservado, e na verdade os pássaros parecem pouco importados com o ruídos dos aviões a descolar ali mesmo ao lado. Nos vários pontos de observação encontram-se fotógrafos aramados com enormes canhões que com certeza conseguem belas fotos. Eu com a minha pequena câmara, fiz o que pude.
Findo isto, passamos pelo aeroporto, para ver duas obras, de Miró e de Botero, fomos almoçar e depois fiquei na praça de Espanha. Primeira desilusão: Estava a ser preparada feira de comunicações de Barcelona, e aquilo andava numa azáfama incrível; um autêntico estaleiro.
Era hora de começar então com as obras de Gaudi. Apanhei o metro até perto da casa Vicens, uma das primeiras obras do arquitecto, e depois caminhei até ao Park Guell. Sendo uma casa particular, que por acaso até se encontra à venda, não é possível visitar o interior da Casa Vicens. Resta portanto contempla-la por fora, como fazem alguns (poucos) turistas que se dão ao trabalho de a encontrar.
Um pouco desorientado com o mapa na mão lá cheguei ao Parque Guell. A começar nas casitas da entrada, terminando nos bancos ondulados do miradouro, está-se num verdadeiro conto de fadas! A melhorar o ambiente, encontram-se ainda em alguns locais no parque músicos e artistas que animam o local. De referir que a entrada no parque é absolutamente gratuita, e este faz parte da lista da UNESCO juntamente com outras obras de Gaudi em Barcelona.
Entretanto com o anoitecer, fui até à Sagrada Família e depois pelo Passeio da Gracia, para dar uma olhada nocturna às obras mais emblemáticas, a casa Milá e a Batló.
O dia terminou em Badalona, uma povoação nos subúrbios da cidade, conhecida pela sua praia (as temperaturas não convidavam nada a uma ida ao banho) a cozinhar e comer algumas iguarias locais e a falar de viagens com a couchsurfer que me recebeu.
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